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11 novembro 2010

trilha no Eifel...

Nós fizemos uma trilha numa região perto de onde moramos. Saímos como um barco sem rumo, dispostos a caminhar um pouco. Levamos a bicicleta sem pedais, pois é mais fácil convencer Clara a andar de bicicleta do que a "fazer trilha". E assim, depois de encher uma mochila para um piquenique invernal, deixamos a cidade, coberta por uma bruma densa, que escondia o sol.

Esta é uma antiga estação de trem, achei o prédio lindo.

 

Esta vaquinha ficou me olhando. Eu desconfio delas!!!!

 

A foto ficou escura, mas dá para ter uma idéia da paisagem.

 

Mamãe, eu quero colo e eu quero comer alguma coisa, tem algo na sua bolsa? - é assim que ela pede para mim. E fica toda contente, não importa o que tenha. Desta vez tinha chá de frutas, croissant com queijo, maçã, cenoura, caqui e pêra.

 

Estas flores são conhecidas como "botões de ouro" em alemão.

Os moradores usam sebes gigantes como proteção contra o vento.


Esta caixa de correio é para a Neuma, que adora vaquinhas. Acho que combinaria com sua casa.


Adoro a coloração de outono.


E ao voltar para casa, nada como um espaguete com tomates frescos para repor as energias.

13 agosto 2010

pedalando pelos arredores de Berlim

Enquanto Clara brincava num parquinho lindo, aliás tem muitos parquinhos lindos e bem equipados em Berlim... neste aqui a área para jogar futebol é fechada com uma cerca de metal, então não tem perigo das crianças serem atingidas por bolas de futebol, como acontece muito no parquinho ao lado da minha casa em Aachen :-(



...eu fui visitar uma depiladora B R A S I L E I R A - tem várias em Berlim, isso é sonho de consumo aqui no meu interior alemão.Eu fui nesse aqui:



Depois desta visitinha de mulher, pegamos o carro, as bicicletas, capacetes, mochila com lanche, água, livros, etc, o GPS portátil e fomos dar uma volta no Schwielowsee.



O lago é lindo e apesar de ser época de férias, as ciclovias estavam vazias. Eu me impressionei com a quantidade de mesinhas-vendas em todos os lugares que passamos. Tinha de tudo: géleias, verduras, bolas de golfe (perto dum campo de golfe, com certeza alguém sai pegando as bolas que viraram "FORE"*) e, para meu desespero, mirabelas frescas, récem-colhidas, por 1,50 Euros a cestinha de mais de 1 Kg. Tudo no sistema de pegue e pague, baseado na honestidade do freguês - isso funcionará algum dia no Brasil?



*FORE = flying object reaching earth - expressão de golfe usada para avisar outros jogadores que tem uma bola voando e que eles podem ser atingidos rsrsrsrs deixem eu me exibir um pouquinho em inglês rsrsrs e no pouco conhecimento de golfe que tenho rsrsrs


Claro que foi impossível resistir às mirabelas. Clara comeu e adorou. Eu queria um pé no meu quintal, mas minha amiga Thamie disse que traz muita vespa, o que seria ruim para Clarinha.

Bem, o lago é lindo, a vista é fantástica e o passeio foi revigorante. Nossas impressões:



Depois de pedalar por todo o lago nós resolvemos continuar o caminho de bicicleta até um restaurante chamado Gut Schloss Golm. Infelizmente haviam duas recepções de casamento e o restaurante estava fechado para o público. Mas o gerente nos deu a dica de subir uma ponte e ir para Werder (Havel). A idéia de comer peixe fresco em algum lugar nos fez pedalar mais alguns quilômetros sem reclamar. Lá chegando passamos pela parte antiga da cidade e fomos para a beira do rio Havel, que é muito pitoresca e toda enfeitada com artesanato e arte. Olhem que banco louco, todo decorado com conchas e outros objetos do mar:


Escolhemos um restaurante de peixe pelo nome (Arielle) e apesar do ambiente ser bonito, eu não gostei da comida. O peixe estava bom, mas todo o resto deixou a desejar.


Ao invés de pedir sobremesa, sugeri que tomassemos um sorvete, pois eu tinha visto uma sorveteria com a cara de quem prometia algo bom.


O lugar tinha cara de sorveteria italiana de classe, olhem só o tipo de letra na fachada, já dá para notar um estilo diferente das demais sorveterias! E eu quase morri, pois minha fome não me permitia tomar mais que uma bola. Escolhi chocolate amargo com crocante de pistacho - estava dos Deuses! Tudo feito ali com ingredientes naturais, quase como os sorvetes de Riccardo em Halmstad, Suécia. Provei o de mascarpone com framboesas frescas e quase chorei pois seria impossível tomar mais um, mas pensei que poderíamos voltar alí outro dia e me consolei.

Pedalamos uns 10 Km de volta até o carro e retornamos ao AP em Berlim. Aninha, será que 10 Km de bici a uma velocidade média de 20 Km/h gasta as calorias de uma bola de sorvete?

Amanhã tem mais pessoal ;-) ah, e cliquem nas imagens para ampliar!!!!!


Posted by Picasa

11 agosto 2010

duas decepcoes e muita alegria em Berlim

Eu li um artigo sobre uma lojinha de Cupcakes em Berlim. Fiquei super curiosa, pois é algo que já pensei em montar por aqui (e continuo pensando).

O dia amanheceu nublado, com temperaturas amenas. Depois do café, alugamos uma bicicleta numa loja perto do AP onde estávamos e saímos rumo Berlin Friedrichshain. Era um passeio de mais ou menos 12 Km, do AP até a lojinha de cupcakes, pois é, Berlim é grande, só o aeroporto de Frankfurt é maior do que Berlim, né Guida?!


Logo de cara eu fiquei triste, pois só havia um tipo de massa e três tipos de cobertura. Mesmo assim, resolvemos encarar e escolhemos um sabor de cobertura para cada um: foram cupcakes de chocolate com cobertura de menta, manteiga de amendoim e chocolate ao leite. Achei a massa pesada, com gosto de massa de caixinha e a cobertura deixava a desejar. Faltava charme, carinho e detalhes. Comentário do meu marido, que é imparcial e diz na cara dura quando não gosta da minha comida: Os seus são mais gostosos. Clara beliscou e depois de duas mordiscadas, deixou tudo no prato. O café, o chá de hortelã e a Orangina serviram para nos dar energia para continuar pedalando pela cidade.

Talvez tenha sido azar nosso e uma outra visita prove o contrário.

Resolvemos voltar para casa passando pelo centro turístico. Como a filhota estava com um band-aid no dedo, parecia o tempo todo que ela estava fazendo um gesto obsceno. Fica aqui o registro do pedido: Clara mostra o dedinho machucado, por favor. O pai descarado, acompanhou o ensejo.


Daqui nós continuamos pedalando e vimos um lindo coração desenhado na grama e um veículo muito louco para passear pela cidade, é uma espécie de bicicleta para várias pessoas, além disso paramos para tomar uma cervejinha no Bundespressestrand (a foto foi tirada por Clara kkkk), enquanto ela se divertia no parquinho:






Voltamos para o AP com o bumbum dolorido de tanto pedalar, fomos numa espécie de lanchonete indiana e caímos na cama cedinho, pois o próximo dia prometia ser de muito sol e queríamos sair cedo para aproveitar a piscina do Strandbad Wannsee.

Quem tem filho pequeno acorda cedo, mas Clara acorda tarde, então saímos de casa quase 11 da matina. Lá chegando vimos que o Strandbad prometia ser legal, então alugamos um Standkorb, enchemos as bóias e Clarinha ficou brincando na água (gélida para mim, boa para ela). Depois, quando o sol saiu de verdade, a água esquentou e as algas apareceram à toda, deixando a água com limo e um cheiro estranho no ar. Ficamos (marido e eu) com nojo e resolvemos testar um restaurante recomendado pelos pais dele em Wildenbruch, que fica a 20 Km do lago Wannsee.

Surpresas boas de uma vez só: além de ter um parquinho super equipado e um jardim sem vespas, a comida do Zur Linde estava deliciosa e perto dali há um lago lindo, raso, de águas claras, chamado Seddiner See, onde fomos passear um pouco.


O placar ficou de 3 x 0 para as alegrias.

Voltamos para Berlim com muita energia e paz no coração. E decidimos fazer um passeio de bicicleta pelo Seddiner See no outro dia, mas isso é para amanhã, pessoal

10 agosto 2010

nois foi a capitá...

Sabe aquela coisa de quem mora no interior, que fica sem saber como andar numa rua movimentada, sem ter uma profusão de restaurantes legais para escolher, sem parques interessantes... pois é, nós fomos tirar a barriga da miséria passeando na capital, com direito a muitos passeios de bicicleta e coisas que só a cidade grande oferece.

Bem, Berlim é quase uma segunda moradia nossa. Nós temos um apartamento à nossa disposição em Berlim, de pessoas muito queridas, que nos dão moradia de graça sempre que queremos tomar banho de cidade grande. O apartamento inclui uma bicicleta masculina e um carro com equipamento para transportar 2 bicicletas. Então nós só precisamos alugar uma bicicleta para mim. A cadeirinha de Clara faz parte de nossa bagagem, na verdade mais da metade da mala do carro leva coisas para Clara: colchão de ar, boias, caminha de viagem, bicicleta sem pedal, brinquedos para brincar na areia, livros, boneca, joguinhos... Como nós chegamos num domingo e os donos do AP ainda estavam lá, nós saímos de metrô até a estação Zoo e alugamos duas bicicletas para darmos um passeio bem legal por alguns lugares turísticos da cidade.

Essa é chancelaria vista da margem do rio Spree. Para Clara esta é a casa onde mora Angela Merkel - gente, ela reconhece Angela Merkel e Barack Obama, sempre. Na verdade, ela fica perguntando: mamãe, quem é esse aí na TV/Jornal/Revista. Mas Angela Merkel e Obama são os favoritos!



Esse é o famoso Reichstag, que Christo e Jean Claude enrolaram, queimado pelos comunistas de acordo com os Nazistas e hoje ponto turístico. Tem filas enormes para subir na cúpula.E é possível visitá-lo durante as reuniões da câmara.


Na frente do Reichstag tinha esse rapaz, um vendedor ambulante! Sim, eles existem na Alemanha!!! Ele vendia água, refrigerantes e Brezels. E paquerava descaradamente todas - realmente TODAS - as meninas que passavam.


A política de Berlim é bem liberal para comércio, por isso existem tantas coisas diferentes do resto da república por lá (Olha a bici alugada do marido, que tinha cadeirinha acoplada atrás!, nós alugamos na Fat Tire). Foi caro, mas valeu o passeio.

Esta é a chancelaria vista do Reichstag, tem uma escultura de Eduardo Chillida na frente, que eu amooooo:



Daqui nós fomos para o Mauerpark, na antiga Berlim Oriental. Lá tem um mercado de pulgas e aos domingos acontece um karaokê muito louco, com latinos vendendo coquetéis e brezels, turcos vendendo cerveja, gente "catando latinha" e pessoas de todas as idades se divertindo à beça, mesmo com chuva:


Daqui nós resolvemos voltar para casa. E passamos por alguns lugares interessantes. Perto do Parque do Muro há um memorial nacional, com um centro para visitantes. O lugar é mórbido, percebe-se um que de tristeza nele:


Daqui nós seguimos de volta rumo a estação Zoo, que é onde Christiane F. se prostituia e drogava (até hoje jovens se drogam e prostituem na Bahnhof Zoo!), para devolver as bicicletas e passamos por:

café da Sarah Wiener, uma cozinheira que eu gosto muito, infelizmente estava fechado, clique na imagem para ver o menü e os precinhos camaradas mesmo:


nova estação central de trem, que fica na margem do rio Spree, pertinho do centro político da cidade:

Memorial lembrando a morte de Staufenberg e os outros oficiais que tentaram matar A. Hitler:

E enquanto isso, Clara dormia na cadeirinha:

E como os ursos são símbolo da cidade, não podia faltar um urso camuflado:



na entrada do Ministério da Defesa, tá aqui a prova:


Chegando finalmente à porta do zoológico com seus elefantes:


Para finalizar o dia com chave de ouro, testamos um restaurante italiano pertinho do apartamento, que se mostrou barato e delicioso. Fechamos o dia com panna cotta com calda de morangos:


Amanhã tem mais, pessoal!

15 junho 2010

Le Touquet - parte dois

Meu marido é louco por peixes. E no mercado de Le Touquet quem gostar de peixes, surta de vez. A variedade e os preços levam qualquer um à loucura. Foi por isso que decidimos ficar num apart, para poder cozinhar à vontade. Já decidimos que ano que vem vamos alugar uma casa, preferentemente com piscina e capacidade para acomodar pelo menos 12 pessoas.

 As lagostas estavam por 12 Euros a unidade na peixaria e por 32 Euros, grelhada, no restaurante.

Mas resolvemos fazer um jantar diferente no sábado e a escolha caiu para Aperol como aperitivo, ostras frescas, vieiras, camarões, frango assado, salada, queijos e "baguettes".

Mas vamos começar com uma cervejinha para matar a sede depois do jogo e repor os sais minerais?


Peter e Tissy, seu amigo desde 1990. Eles jogaram hoquéi em Berlim e agora jogam juntos só uma vez ao ano em Le Touquet.  Foi engraçado pois eles estavam sempre vestidos iguais, pareciam que iam tocar numa banda de forró. Até Clarinha percebeu e comentou: Papi, você e Tissy estão de roupa igual.

Aperol e champanhe com uma rodela de laranja.

Tine tomou conta dos drinques!







Esse salgadinho em forma de fantasma tinha gosto de torresmo. Uma delícia!

Meninos famintos e mesa no jardim do mini-apart. Apesar da noite relativamente fria, ficamos conversando até as 2 da matina.


Grande parte da praia tem umas cabines, com paredes coloridas, onde as pessoas guardam guarda-sóis, pranchas, etc. Achei bem legal, assim você pode deixar tudo lá e ir à praia na hora que quiser, sem ter que carregar tudo sempre com você.


As pessoas usam uma proteção contra o vento, que quase sempre sopra forte do norte.

Ela insistiu em usar o maiô de ursinho, que está ainda um pouco grande. E apesar do vento, ela se divertiu na areia.


Na saída da praia vimos um lugar para saltos com skates, bicicletas e até patinete. A menininha olhava fascinada para tudo aquilo. Senti medo só de pensar nela fazendo esses malabarismos mais tarde.


No campo o time lutava por um lugar no alto da tabela. A única mulher jogando este ano era Tine, a goleira, que precisa de equipamento de proteção. A bola de hoquéi é como uma bola de golfe, porém bem maior e mais pesada.

A torcida estava toda de vermelho. Na camiseta de Clara a frase: "boa fada"


O time de exilados sul-africanos (eles moram na Inglaterra e tem gente de várias raças jogando!) jogou fantasiado. Tinha dona-de-casa de camisola e até um super-woman, pena que não tirei mais fotos. Aqui um dá dicas a Erik, um dos melhores do "nosso time", que joga em Berlim num time da 1a divisão.


Estes dois meninos, que estavam só acompanhando os pais, tiveram muita paciência e brincaram muito com Clarinha.



Uma magnólia com flores amarelas me fascinou. Nunca tinha visto magnólias amarelas.

Impressões da nossa noitada franco-alemã, com direito a tudo que a vida tem de bom.



E para todo o resto, tem Mastercard, né?