1 km para ir e 1 km para voltar, empurrando um carrinho com 9 kg de amor, uma bolsa pesando 1 kg e uma mochila com tênis, roupa, toalha e havaianas pesando mais ou menos 3 kg nas costas. Um quilômetro é distância curta, mesmo no frio que está fazendo. Levo cerca de 10 minutos a pé da minha casa até a academia, sendo metade do percurso por ruas tranqüilas e a outra metade numa avenida com trânsito. Podem rir aí no Brasil, pois o trânsito em minha cidade é mínimo se compararmos com qualquer grande centro brasileiro.
Pois é, para percorrer um mero quilômetro eu nem penso em pegar a chave do carro, exceto se tivermos neve e uma temperatura abaixo de 4 graus negativos, off course!
Desde segunda tenho autorização médica de retomar as atividades físicas. Minha perna está em ordem e não será necessária outra operação para tirar as placas, pregos e parafusos; pelo menos até eu parar de amamentar não precisarei pensar no assunto. Então vamos partir para o preparo físico, pois eu ainda correrei uma maratona. Ora bolas, se meu sogro com mais de 60 anos correu duas, eu posso pelo menos sonhar em correr uma, né!?
Ontem eu fui até lá, deixei Clara no Kids Club, aos cuidados de Claudia, uma pessoa muito simpática e parti para a aula de step com Alex, outro docinho de gente. Claudia me avisou que poderia ser problemático já que haviam muitas crianças, pois estávamos tendo greve dos servidores públicos na cidade e as creches estavam fechadas!
Pensei: tudo bem; e subi as escadas rezando para que eu pudesse fazer a aula inteira. Minha filhota resistiu aos gritos e choros das outras 8 criancinhas por mais ou menos 40 minutos e depois disso caiu no berreiro. Claudia a trouxe para mim, dei de mamar e ela dormiu. Tomei banho tranqüila, peguei-a e voltamos para casa, fazendo um passeio mais demorado para compensar.
Hoje pela manhã estudei os horários das aulas e decidi tentar fazer a aula de pilates à tarde. Eu adoro pilates, saio da aula renovada, me sentindo a própria. Calculei e senti que seria um bom horário. Dei a Clara a frutinha da tarde, água, coloquei-a no carrinho e partimos rumo academia. Ao chegar o Kids Club ainda estava fechado. Tudo bem, ainda tinha tempo e a aula de pilates nem concorrida é, apesar de ser a aula com a maior presença masculina. Troquei de roupa e tomei um latte macchiatto (café com leite metido a besta), enquanto Clara dormia no carrinho.
Faltando 10 minutos para o início da aula, chegou Eva, a "baby-sitter". De cara eu a achei meio antipática. Talvez por ela ter feito cara feia quando eu confirmei a ausência de chupeta. Clara acordou e sorriu para ela. Pensei que estava enganada e a deixei aos cuidados da Eva.
A aula de pilates estava maravilhosa, meu corpo pedia arrego, minhas costas estavam gritando por um resgate e eu me sentindo po-de-ro-sa outra vez - 45 minutos foi o tempo da trégua. Chega Eva na porta da sala com uma Clara bem humorada no colo e me diz: não aguento mais, ela quis ficar no meu colo o tempo inteiro, se eu a colocava no chão, ela chorava. Mas onde estavam os sinais de choro? Clara fica toda vermelha ao chorar e o rosto dela estava branquinho. Ok, mistérios da vida, diria minha mama.
Fiquei com pena da coitada da Eva! Peguei minhas coisas e parti rumo ao vestiário. Me arrumei com Clara à tiracolo e fui no Kids Club pegar as coisas dela. Ninguém imagina a raiva que eu tive, haviam só 3 crianças no Kids Club, todas com mais de 6 anos de idade. Eva estava sentada jogando cartas com elas, ou seja, ela provavelmente deixava Clara no chão, sozinha, sem ninguém por perto, e é claro que Clara quis ir pro colo e companhia.
Me veio à mente a imagem de Claudia, loura, bonita e alegre na quarta-feira com 4 crianças no colo, todas entre 6 meses e 2 anos.
Ah, Eva, me espere, pois quinta eu volto, com Clara, viu! Mentalmente já retirei o "coitada"! Vou falar com Claudia na quarta e ver o que ela me aconselha a fazer. Talvez Eva seja um caso perdido, mas cabe a mim fazer minha parte.