No momento até hoje mais difícil da minha vida, somente duas pessoas estiveram realmente emocionalmente ao meu lado: meu marido e minha irmã mais velha, Magda. Minha sogra estava conosco ao nosso lado, mas não tinhámos tanta intimidade e talvez eu não soube perceber o que ela sentia e passou para mim. Minha mãe, como muitas outras pessoas, não soube estar ao meu lado, pois queria somente me fazer esquecer. Meu pai, nem ao menos tocou no assunto. E eu fiquei muito sentida por causa disso.
Há pouco tempo estive refletindo sobre isso e percebi que estava na hora de perdoar. Perdoar a tudo e a todos. Comecei por mim, por meus erros, minhas dificuldades, minhas peculiaridades, continuei e perdoei a Deus, com quem eu tinha brigado muito e estava sem falar com ele. Perdoei depois Frederico por ter me deixado tão repentinamente, minha mãe por não saber ser diferente e meu pai por sua indiferença.
No sábado Magda me disse que meu pai está muito doente, com câncer. E isso me comoveu muito.
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
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