18 maio 2007

de volta ao meu aconchego

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade...

Como é bom voltar para casa. Foi uma semana de descanso forçado, mas que nos fez bem. Babylein está cada dia mais gorducho(a): 1,690 g. O médico mostrou a camada de gordura na ultrasonografia. E eu quase caí da maca de tanto rir. Mas o danado deste neném está realmente querendo sair antes do tempo. Ele virou e a cabeça estava forçando a porta de saída.

Pra que tanta pressa, porque andar depressa...
Agora com uma nova dose cavalar de medicamentos e o repouso vamos ver se consigo segurar esta criaturinha por pelo menos mais 6 semanas!

Dentre coisas que eu detesto, comida de hospital assume a pole-position na lista. Fiquei pensando até se eu estava sendo obrigada a aturar algo que eu não gosto, como se fosse uma prova a passar - os cardecistas que me entendam! Meu marido achou muito engraçado, pois, desde minha última estadia no hospital, eu tinha deixado uma maleta já preparada para qualquer emergência. Na verdade, ele viaja muito e eu fiquei com medo de que algo acontecesse quando ele estivesse fora e eu acabasse no hospital com aquelas camisolas de amarrar, que deixam nossa bunda para fora, sabem?! Eu sentei na cama e disse o que faltava. Ele estava tirando as coisas da maleta e colocando no armário do quarto para mim, quando achou um saco de congelar contendo pimenta-do-reino, sal-marinho e um frasco com 100 ml de azeite de oliva. Isso me ajudou a melhorar um pouco o gosto das comidas rsrsrs.
Mas no mais, foi tudo bem. As enfermeiras da ala de gestantes são anjos, muito delicadas e atenciosas. Durante a madrugada elas chegavam a passar até quatro vezes no quarto para ver se estava tudo bem comigo, e se eu estivesse acordada perguntavam se eu queria um chá, se precisava de valenciana para dormir... enfim, uns docinhos.

O médico que me deu alta hoje disse que eu estava numa situação muito difícil e que ele não saberia o que fazer caso ele estivesse passando por minha situação. O problema é que eu gostaria muito de ter parto normal, mas não quero arriscar nada e já fui aconselhada a fazer cesária. Disse ele hoje: eu não tenho nervos, então só posso lhe dizer o que é melhor em termo de medicina. Eu disse-lhe que meu desejo seria entrar em trabalho de parto e ao chegar no hospital já não ter tempo para fazer cesária. Rimos muito, comentando sobre os desejos das grávidas e a realidade que nos espera.

Cheguei em casa aliviada, mesmo sabendo que as próximas semanas não serão fáceis, pois terei que continuar o repouso.

Muito obrigada pelos bons pensamentos, pelas preces, pelas promessas feitas e pelos mimos que me foram enviados - eu vou passar uma semana inteirinha assistindo Grey's Anatomy - obaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

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