Comentário de minha querida e amada irmã Magda:
Pois é, ficávamos lendo, lendo e lendo e minha mãe a receber "huns" como resposta ao chamado do almoço, ela não permitia que levássemos o livro para a mesa, dizia que era deseducado comer lendo, graças a Deus, senão faríamos isso até hoje, lembro bem, que ríamos quando ela tomava o livro, a comida esfriando e comíamos rápido para voltarmos a ler. Hoje eu continuo lendo, não tanto quanto eu gostaria, o tempo, o cansaço do dia e as responsabilidades do outro porvir não me permitem ler até terminar o livro altas horas da noite, como fazíamos, levantávamos e íamos fazer "farofa com café" ou roubar doce de carambola ainda sem terminar o cozimento, mas... gostoso que só a mãe da gente sabe fazer. Eu sou a censora, não a " irmã mais velha" , claro! mas a primeira irmã que censurava os livros, ela só tinha nove anos e lia tudo que lhe caia as mãos, sem censura ia ser um horror!
Um episódio interessante, aconteceu , dela (Marcia) estar com um conhecido na rua, ele parou para conversar com um amigo, nesses encontros casuais e ela, com os pés, conseguiu desenrolar um pedaço de jornal velho e começou a lê-lo ali, de pé, enquanto esperava, ela sempre foi assim, linda, sou responsável pelo seu gosto apurado por leitura, a ha! Eu lia e passava o livro depois para ela. Eu amo essa garota, ela é um misto de irmã, filha, amiga e companheira de todas as horas. beijos, se cuidem "a primeira irmã", Magda.
Os meus cinco: a Idade da Razão de Sartre, pelo momento em que o li, tinha 17 anos; Meu Pé de Laranja Lima, também choro até hoje; As brumas de Avalon, tão lindo! O Sr. dos Anéis, lerei quantas vezes me der na telha e de O Caçador Pipas, as razões você já conhece. Agora tem um livro que povoa a minha mente, eu não li e não sei qual é, mas Marcia o leu durante uma viagem de Roma para Veneza, com o trem quebrado, duas horas além do previsto e eu sem nada para ler e ela lendo, lendo e lendo e eu lá olhando, olhando, olhando, era em alemão e eu não leio alemão.
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Eu não lembro mais qual o livro, que eu estava lendo entre Roma e Veneza (Leandro, pode deixar que quando você estiver morando aqui, este tipo de viagem tornar-se-a comum, é como ir alí, na Ilha de Itaparica).
Meu marido reclamou muito uma vez que estávamos voltando da Suécia para a Alemanha e eu comprei um livro novo de H. Mankell em suéco e li quase o caminho inteiro, enquanto ele dirigia.
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Mais tarde eu deixo um update sobre a consulta. Se meu pc funcionar, estou tendo blue screens toda hora.
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