Na minha infância, eu odiava meu aniversário. Fim de mês, para uma família que vivia de um único salário, era sinônimo de pindaíba. Tenho certeza que ainda é! Eu via minha mama preocupada em comprar um presente para mim, em fazer um bolinho e chamar minhas amiguinhas para comer bolo com suco, fazendo um enorme esforço para deixar tudo alegre e divertido, mas nunca era igual aos aniversários de minhas colegas de escola. Por sinal, quase todas da classe média do interior baiano, esbanjando dinhheiro em festas e afins. Mesmo assim eu sobrevivi aos meus aniversários e com o passar dos tempos aprendi a tomar gosto e querer comemorar de verdade. Este ano eu nem queria fazer nada, mas algumas amigas se ofereceram a trazer uns bolinhos e vir aqui tomar um café comigo.
Foi uma tarde com preocupações, mas nenhuma relacionada a mim ou meu níver. Me diverti, ri bastante, comi torta salgada de frango, bebi 'champagne sem álcool' (oh céus, isso é um sacrilégio) e ganhei ainda vários presentes.




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