28 março 2008

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumieira...
Tom Jobim

Hoje nós fomos a uma festa da cumieira. Minha vizinha da frente está construindo uma casa enorme numa rua pertinho daqui.

A tradição alemã é colocar uma coroa no cume do telhado, que só foi construído e ainda não está coberto de telhas. O chefe dos carpinteiros faz um discurso agradecendo aos arquitetos e donos-da-casa e pedindo a Deus que abençoe aquele novo lar. O discurso é acompanhado de uma cachacinha, que ele bebe e depois joga o copo no chão.



Não tirei fotos de dentro, pois estava muito escuro. Eles fecharam as aberturas com um plástico cinza, colocaram aquecedores (mas mesmo assim estava muito frio), serviram "goulasch suppe" com pães, salsichas, além de bolos e várias bebidas - enfoque várias bebidas! Como esse povo bebe, viu!

Ah, a festa da cumieira aqui é feita normalmente no horário de trabalho, pois é uma forma de agradecer a quem está trabalhando na obra. Hoje em dia amigos, vizinhos antigos e novos também são convidados. Não é necessário levar presente, mas quem quiser pode levar algo para beber ou algo para o jardim ou para a decoração.

Me alegro por eles, mas sentirei muita falta!

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