Eu não comentei nos comentários, mas vou explicar umas coisas aqui, que sulista, digamos assim paulista, normalmente desconhece (eu estou aqui com Clara no colo e me acabando de rir, viu tia Sandra!):
Na Bahia existe azeite e azeite doce. Azeite é o usado na culinária baiana, ou seja azeite de dendê.
Já o azeite doce é o óleo de oliva. A expressão vem provavelmente do azeite português puro, que pode ter um sabor adocicado.
Temos essas peculiaridades na Bahia, como chamar de punheta uma comida (olha os risos). Diz Jorge Amado em o Sumiço da Santa:
“Romélia a conhecia, punha-lhe a benção e pilheriavam a propósito do nome verdadeiro do chamado bolinho de estudante. Como é mesmo tia Romélia? E tu não sabe menina? Olha que tu sabe muito bem, o nome é punheta, bolinho de estudante é pronúncia de besta!”.
Punhetinha da Dadá (ou Bolinho de Estudante)
Ingredientes
500g de farinha de tapioca + 50g para passar os bolinhos
1 xícara de açúcar
2 cocos secos, descascados
4 copos de água morna
1 colher (chá) de sal
óleo vegetal para fritar
açúcar misturado com canela em pó
Modo de fazer
Bata o coco com a água no liqüidificador. Coloque num recipiente e misture com o sal e o açúcar. Junte a tapioca, mexendo sempre, e deixe descansar três minutos ou até a massa ficar macia e fácil de moldar os bolinhos. Tome porções e enrole com as mãos, formando bolinhos. Frite-os em óleo quente, escorra em papel toalha. Sirva os bolinhos polvilhados com açúcar e canela em pó.
De acordo com a Dadá, cozinheira baiana, vinda de Sítio do Conde, o mesmo lugar onde nasceu meu pai, o bolinho pode ser servido como entrada, é só diminuir o açúcar, aumentar um pouco o sal e polvilhar com queijo parmesão ralado.
@Cissinha: na tabela estão só os dados da erva-doce! Eu usei 1/4 do abacate, pois o restante Clara comeu, não sei 1/4 de abacate se é muita caloria.
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