15 junho 2009

das perguntas e das trocas

Eu me divirto. O dia inteirinho eu me divirto muito.

Hoje foram duas piadas fortes.

A primeira logo cedo, depois de acordar. Levantei, tirei meu pijama (marido viajando, mulher friorenta tem que dormir de pijama mesmo!) e disse a Clara:

- Vamos tirar o pijama e tomar banho.

Tirei o pijama e a fralda dela, mas o telefone tocou. Eu atendi e fiquei conversando com o marido-viajante. Ela ficou andando pelada pelo quarto. Ia do quarto para o banheiro, pegava um patinho de borracha, voltava. Ao desligar o telefone ela estava parada em frente ao box, de pernas abertas, olhando para baixo, toda encurvada, com os dedos maltratando a "xereca gorda" dela. Eu parei e a observei. Ela levantou, olhou pra mim e perguntou:

- Mamãe, o que é isso?

Eu quase morri de rir com sua expressão de susto e de prazer, ao entender que ela era igual a mim.

Já hoje à tarde, nós fizemos um bolo de milho verde, pois estava chovendo e uma amiga iria passar aqui em casa. Mesmo me repetindo: Clara gosta muito de milho verde. Eu retirei duas colheres de sopa, coloquei numa tigela e falei:

- Sua mamãe vai fazer omelete de milho verde com queijo para você comer mais tarde.

Ela brincou, fez baderna, abriu um saquinho de chá no chão da cozinha (levou bronca, viu vovó Hilda, pois ela sabe que o armário de chás é tabu), cantou, correu, dançou e de repente perguntou:

- Mamãe, cadê a meleca de Clara?

- Que meleca, Clara? - eu perguntei.

- A com teijo mamãe, que a Tala vai comer agola.

Tive que me conter, para não dar altas gargalhadas. A omelete acabou virando uma "omelete de meleca com milho verde", não teve jeito dela tirar a meleca do meio. Ela falava e ria.

Seria bom se ela continuasse a rir de si própria quando adulta. Eu riu muito de mim mesma.

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