13 julho 2009

lotus e filosofia

Às vezes Clara dorme no carro. Se eu estiver indo a algum lugar perto, retorno e estaciono na porta de casa, abro o carro, abro a porta da rua e fico de castigo esperando ela acordar. Se o tempo está bom fico catando matinhos no jardim, outras vezes pego um livro e aproveito para ler. Ela normalmente acorda bem feliz e me chama. É incrível, mas 90% das vezes ela acorda sem chorar, totalmente satisfeita com o mundo ao seu redor.

Hoje ela acordou e ficou quietinha, sorridente, olhando para frente quase sem piscar. Fui buscar a máquina e a fotografei, de longe, atrás do vidro:



E ela estava observando uma imensa quantidade de borboletas que se satisfaziam nestas flores. Contei mais de 20 - contar borboleta para uma cegueta é difícil :-)



Ganhei uns mimos da Chris há algum tempo. Finalmente criei coragem e vou experimentar lótus. Seguindo as instruções de Chris coloquei a raiz de molho. Depois de um tempo eu a fatiei, pois quero fritá-la para comer com arroz. Achei linda a forma. Amanhã eu poderei dizer que gosto a raiz de lótus tem.

Ontem à noite, deitada no berco, sua lição de filosofia I:

Mamãe, eu sou a Tala.

Eu sou uma menina, mamãe.
Gabiel é um menino.

E eu concordando. Daí eu perguntei: E eu sou o que? Para ouvir:

Você é mamãe.

E o seu papai?

Papai é menino grande.

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