Há algum tempo, no verão de 2011 para ser mais exata, uma conhecida perguntou se eu indicaria um mastologista (especialista em mamas, aqui chama de Senologist) aqui em Aachen. Fiquei surpresa pois ela é medica, e mesmo sendo da área de cardiologia, ela trabalha no melhor hospital da região. Conversamos sobre os dois centros especializados em câncer de mama aqui na cidade e sobre a importância de tocar-se todos os dias.
A indicação era para uma outra pessoa, mas ela não citou nome.
Lembrei de Ana, uma amiga que partiu levada pelo câncer de mama. E de Elke, minha ex-colega de trabalho, que teve a sorte de cair nas mãos de bons médicos e está hoje em remissão, depois de quimioterapia e duas operações. Lembrei de Edite, amiga de minha mãe, que foi embora muito rápido depois do diagnostico.
E daí eu esqueci da pergunta feita. E foi um grande choque saber sexta passada, quase um ano depois, para quem era o conselho. J., uma mãe forte, com dois filhos pequenos e um marido maravilhoso, que está lutando e pelo jeito vencendo a batalha.
J. descobriu o tumor tomando banho. Ela faz quimioterapia desde 2011. Vai operar agora. E estava conosco, dois dias depois de sua última quimio, assistindo o jogo da Alemanha - que foi bom, mas não tão emocionante quanto Itália x Inglaterra.
E eu pude ver em J. uma força interior muito forte e a esperança de muitos anos por vir.
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