Eu ainda não estou dormindo em pé, apesar de Clara ter mamado ontem 3 vezes durante a madrugada. Vou parar de comer mugunzá, viu Cissinha! Mas acho que não tem jeito de abdicar desta delícia. Eu adoro milho e Sônia faz um mugunzá maravilhoso! Além de cuscus, polenta, milho verde em salada... aí meu Deus, será que além de v*** leiteira eu tenho parentesco com alguma ave?
Estivemos - o marido e eu - calculando que uma pessoa adulta deveria ingerir 25 litros de comida, se quisesse ingerir a mesma quantidade de alimento que um récem-nascido consome por dia.
Imaginem, minha menina engordou 680 g em 18 dias. Ou seja, ela engordou 22,9% de sua massa corporal inicial. Para alguém que pese 53,5 kg (eu antes de engravidar) isso significaria engordar 12,25 Kg em 18 dias! Eu acho que a natureza é uma maravilha. Saber que o que ela está ingerindo vem do meu corpo é melhor ainda.
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Quem já é mãe deve ter passado pelo mesmo que eu estou passando. Todos os dias chegam cartões e pacotes aqui em casa! Para mim, nada. Para o marido, nada. Para Clara, tudo!
Hoje a danada ganhou sua primeira jóia: um pingente em forma de ursinho, lindo, maravilhoso, delicado, vindo de longe, da terra dos Vikings. Muito obrigada a Keiki e família. Tenho certeza de que ela vai gostar.
Por falar em pacote, chegaram aqui também umas coalas cor de rosa - eu nem sei se comentei - e um maiô da Adidas, para combinar com o par de tênis Adidas, que Clara ganhou de um amigo nosso. Ele é professor de tênis e já está preparando-a para o futuro. Na verdade, estão pondo minha filha a perder! Mas que ela vai ficar linda de maiô, vai sim! Obrigada à tia C, toda cor-de-rosa!
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Estive com Clara ontem no escritório. O clima de trabalho está de mau a pior. Ainda bem que estou de licença maternidade e não posso ser demitida. Meus colegas estão comendo o pão que o diabo amassou, todos temem perder o emprego, pois mesmo sendo difícil despedir alguém aqui na Alemanha, o novo chefe está passando a foice e colocando um monte de gente para fora, mesmo tendo que pagar processo e indenização. No momento isto não me importa, apesar de eu não gostar do que está acontecendo. O estranho é que ele despede 5 e contrata 10, pois estão ampliando a produção e os negócios estão indo de vento em popa.
Se alguém entender, por favor me explique, pois meus neurônios ainda não captaram a estratégia por ele utilizada!
24 julho 2007
23 julho 2007
força
Segure em minha mão,
tenha fé, tenha força,
crie coragem de seguir em frente,
de enfrentar o mundo,
de mudar o mundo.
Olhe para mim e sorria,
lembre-se de que o que passou,
já nem doí tanto,
e eu estou aqui para lhe ajudar,
lhe dou uma mão,
lhe mostro o caminho,
lhe ilumino a alma,
lhe carrego em meus braços,
lhe dou força.
Pode não parecer, mas minha pequena mão é forte
e lhe carregará com tranquilidade.
Eu te mostrarei a verdade, com serenidade paz,
confie em mim,
e tenha força.
Juntos superaremos todos os obstáculos!
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Que D. consiga superar sua tristeza e que em breve ela possa ter menos lágrimas nos olhos e mãozinhas em seus braços!
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Clara está pesando 3.650 g, ou seja, meu leite nao é fraco kkkkkk do contrário, ela está no período de engorda. No mais, estamos bem, só o tempo chuvoso e meio frio deixa muito a desejar. Estamos aproveitando para descansar e relaxar bastante em casa, degustando dos quitutes de Sônia - nem vou comentar que ela está fazendo mugunzá!
21 julho 2007
Guida, eu te amo
"Amamentar é uma questão de amor, mas é uma decisão de quem ama incondicionalmente, se passar pelo crivo da decisão, é muito mais fácil fazer um leitinho básico modificado, aquecer no micro e encher de cólicas o seu bebe. É verdade que minha querida irmã Marcia cresceu vendo meus filhos serem amamentados e crescerem saudáveis graças a Deus e a minha decisão. Além de nao terem doenças, e são saudáveis até hoje, eram muito tranquilos e são, Thianna tem 23 anos, Victor 21 e Ricardo, o mais problemático, pois no nono mês quando suspendi a lactação ele desenvolveu uma alergia alimentar e uma síndrome da má absorção e voltou ao peito até quase 3 anos.
Clara, faz caras e bocas, Gisele que se cuide, será por certo desbancada pela nova super modelo e a serenidade e satisfação estão estampadas no seu rostinho, quem olha para Clara vê um sorriso a lá " Mona Lisa", mas um lindo sorriso, e isso se deve ao amor incondicional da sua mãe e da decisão firme de aleitá-la até o necessário, Parabéns Marcia, Clara teve muita sorte em tê-la escolhido para habitar o seu coração, quem o habita, sabe como é aconchegante esse lugar, meu maior título é ser sua irmã, se lhe servi de modelo alguma vez, tenho certeza de que você sempre me inspirou, com seu carinho, ternura e mãos que sabem tocar e dar. Beijos, Magda."
Minha querida Guida, você me inspira, me emociona, me dá energias, me mostra o caminho a ser seguido. Sou feliz em te conhecer, em conviver contigo e em te amar. Você é uma mulher exemplo de luta, de garra e de força, sempre perseverante, sem perder a feminilidade e a ternura. Eu te amo.
Clara, faz caras e bocas, Gisele que se cuide, será por certo desbancada pela nova super modelo e a serenidade e satisfação estão estampadas no seu rostinho, quem olha para Clara vê um sorriso a lá " Mona Lisa", mas um lindo sorriso, e isso se deve ao amor incondicional da sua mãe e da decisão firme de aleitá-la até o necessário, Parabéns Marcia, Clara teve muita sorte em tê-la escolhido para habitar o seu coração, quem o habita, sabe como é aconchegante esse lugar, meu maior título é ser sua irmã, se lhe servi de modelo alguma vez, tenho certeza de que você sempre me inspirou, com seu carinho, ternura e mãos que sabem tocar e dar. Beijos, Magda."
Minha querida Guida, você me inspira, me emociona, me dá energias, me mostra o caminho a ser seguido. Sou feliz em te conhecer, em conviver contigo e em te amar. Você é uma mulher exemplo de luta, de garra e de força, sempre perseverante, sem perder a feminilidade e a ternura. Eu te amo.
20 julho 2007
@Dani G: esta é especialmente para você, que está indo à Itália. Clique aqui para ver o vídeo. O site é de um colega de internato! Eu quase morri de rir. Só achei errado o caso dos fumantes, que agora na Itália está bem diferente do resto da Europa.
@Bia: Estou coletando leite pois tenho muito e enquanto a Clara mama num peito, sai leite do outro. Eu posso fazer o que quiser, sai muito leite, entre 30 a 60 ml do peito que está livre. Melhor então coletar e congelar do que jogar fora. Não se sabe o dia de amanhã e como o leite congelado pode ser conservado por 6 meses, eu prefiro congelar.
Infelizmente, não existem mais bancos de leite como antigamente. Na Alemanha existem 15 bancos de leite e todos eles ficam nos estados da antiga DDR. Na Alemanha Ocidental (antiga BRD) os bancos de leite deixaram de existir em 1972. A situação é trágica. De 1100 "maternidades" somente 29 tem o certificado de "hospital pró-aleitamento".
O leite doado a bancos de leite é totalmente controlado, as mães são examinadas e o leite materno é pasteurizado. O diretor da área de neo-natologia do Hospital das Clínicas de Leipzig diz que desde que eles passaram a dar leite materno para os prematuros, já quase não existem casos de enterocolite necrosante neonatal - uma doença gravíssima. E os casos que aconteceram não necessitaram operação.
O marketing agressivo das firmas de alimentos para bêbes está presente nos hospitais, consultórios e farmácias. É difícil, para quem não está bem informada e disposta a amamentar, resistir às amostras, mamadeiras e bicos coloridos e um monte de gente que lhe diz: seu leite é fraco, é isso, é aquilo. Principalmente no início, quando a lactante está passando pela sensível fase de mudança hormonal pós-parto, talvez com o peito rachado, dolorida ainda e necessitando de apoio.
Eu ganhei um monte de amostras, revistas e livretos ao ter alta. Um livreto é sobre o primeiro ano do bêbe. Este contém uma (1) página sobre amamentacão. E cinco (5) sobre leites industriais como substitutos do leite materno! E nem vamos falar de alimentação complementar, vulgo potinhos. Sobre isso entao, tinha umas 10 páginas, com propagandas e coupons para ganhar amostras. Joguei tudo fora!
A mentalidade da sociedade atual também não ajuda muito:
Ontem um amigo de meu marido ligou e ao perguntar se Clara estava tendo cólicas, Peter disse que não, que eu estava amamentando e que ela era muito tranquila ao mamar. Ele retrucou: é, Marcia vai amamentar por três meses. Quando ele ouviu que eu quero amamentar pelo menos por um ano, ele respondeu: É, toda mulher diz isso e com três meses desiste. Se houvesse a palavra "porra" em alemão, eu teria dito: vá pra porra! - desculpem-me a grosseria.
E os incomodados que se mudem:
@Bia: Estou coletando leite pois tenho muito e enquanto a Clara mama num peito, sai leite do outro. Eu posso fazer o que quiser, sai muito leite, entre 30 a 60 ml do peito que está livre. Melhor então coletar e congelar do que jogar fora. Não se sabe o dia de amanhã e como o leite congelado pode ser conservado por 6 meses, eu prefiro congelar.
Infelizmente, não existem mais bancos de leite como antigamente. Na Alemanha existem 15 bancos de leite e todos eles ficam nos estados da antiga DDR. Na Alemanha Ocidental (antiga BRD) os bancos de leite deixaram de existir em 1972. A situação é trágica. De 1100 "maternidades" somente 29 tem o certificado de "hospital pró-aleitamento".
O leite doado a bancos de leite é totalmente controlado, as mães são examinadas e o leite materno é pasteurizado. O diretor da área de neo-natologia do Hospital das Clínicas de Leipzig diz que desde que eles passaram a dar leite materno para os prematuros, já quase não existem casos de enterocolite necrosante neonatal - uma doença gravíssima. E os casos que aconteceram não necessitaram operação.
O marketing agressivo das firmas de alimentos para bêbes está presente nos hospitais, consultórios e farmácias. É difícil, para quem não está bem informada e disposta a amamentar, resistir às amostras, mamadeiras e bicos coloridos e um monte de gente que lhe diz: seu leite é fraco, é isso, é aquilo. Principalmente no início, quando a lactante está passando pela sensível fase de mudança hormonal pós-parto, talvez com o peito rachado, dolorida ainda e necessitando de apoio.
Eu ganhei um monte de amostras, revistas e livretos ao ter alta. Um livreto é sobre o primeiro ano do bêbe. Este contém uma (1) página sobre amamentacão. E cinco (5) sobre leites industriais como substitutos do leite materno! E nem vamos falar de alimentação complementar, vulgo potinhos. Sobre isso entao, tinha umas 10 páginas, com propagandas e coupons para ganhar amostras. Joguei tudo fora!
A mentalidade da sociedade atual também não ajuda muito:
Ontem um amigo de meu marido ligou e ao perguntar se Clara estava tendo cólicas, Peter disse que não, que eu estava amamentando e que ela era muito tranquila ao mamar. Ele retrucou: é, Marcia vai amamentar por três meses. Quando ele ouviu que eu quero amamentar pelo menos por um ano, ele respondeu: É, toda mulher diz isso e com três meses desiste. Se houvesse a palavra "porra" em alemão, eu teria dito: vá pra porra! - desculpem-me a grosseria.
E os incomodados que se mudem:
18 julho 2007
correndo pro médico
Eu sou a favor de medicina alternativa. No que for possível eu uso um chá, essências, florais de Bach, homeopatia e fitoterapia. Penso que o uso da alopatia, e principalmente de antibióticos, é muitas vezes desnecessário e só trás complicações, como resistência e poluição ambiental. É isso mesmo, descobriram que os peixes estão virando hermafroditas ou perdendo sua capacidade de reprodução devido ao alto teor resquícios de remédios, principalmente de anticoncepcionais, nas águas dos rios.
Muita gente diz que isso é modismo meu, que medicina alternativa não adianta, e que, no mais tardar, assim que eu tivesse um filho eu iria correr para o pediatra por qualquer besteira.
Pois é! Clara acordou ontem com os olhos cheios de "remela", grudadinhos. Primeiro eu fervi água e lavei os olhos dela, de fora para dentro, massageando o canto perto do nariz, pois podia ser entupimento dos canais. Deu uma melhorada, mas no final da tarde, estava tudo ruim outra vez. Os olhos dela não estavam irritados, era só nos cílios e nas pálpebras que a secreção grudava.
Liguei para Roya - a enfermeira obstetriz, que está nos acompanhando - e ela me deu uma receita:
2 saquinhos de chá de camomila (ou camomila mesmo, caso você tenha em casa)
1 colher de chá de sal marinho (usei sal grosso do Mar Morto, que é ótimo para a pele!)
1 litro de água
Ferva tudo em fogo baixo por 10 minutos. Use este chá para lavar os olhos, de fora para dentro, massageando o canto do olho em direção ao nariz, várias vezes ao dia. Se não melhorar dentro de 24 horas, devo voltar a ligar para ela.
Os olhos de Clara já estão limpos! Graças a Deus e às forças da natureza que Ele criou.
---
Chá de camomila é bom para limpar o bumbum, caso este fique assado.
E por falar em bumbum, viu Marlene, eu não estou usando lencinhos umedecidos para limpar Clara, só lencinhos de papel e água morna!
---
Para as médicas e lactantes de plantão: Eu estou coletando leite desde que tive alta. Comprei uns saquinhos próprios para congelar leite materno(da firma Lansinoh), que são esterilizados e livres de DEHP e Ftalatos, e ganhei uns coletores que uso diariamente, pois do contrário iria ficar melada de leite até os pés!
Os coletores de silicone:
Muita gente diz que isso é modismo meu, que medicina alternativa não adianta, e que, no mais tardar, assim que eu tivesse um filho eu iria correr para o pediatra por qualquer besteira.
Pois é! Clara acordou ontem com os olhos cheios de "remela", grudadinhos. Primeiro eu fervi água e lavei os olhos dela, de fora para dentro, massageando o canto perto do nariz, pois podia ser entupimento dos canais. Deu uma melhorada, mas no final da tarde, estava tudo ruim outra vez. Os olhos dela não estavam irritados, era só nos cílios e nas pálpebras que a secreção grudava.
Liguei para Roya - a enfermeira obstetriz, que está nos acompanhando - e ela me deu uma receita:
2 saquinhos de chá de camomila (ou camomila mesmo, caso você tenha em casa)
1 colher de chá de sal marinho (usei sal grosso do Mar Morto, que é ótimo para a pele!)
1 litro de água
Ferva tudo em fogo baixo por 10 minutos. Use este chá para lavar os olhos, de fora para dentro, massageando o canto do olho em direção ao nariz, várias vezes ao dia. Se não melhorar dentro de 24 horas, devo voltar a ligar para ela.
Os olhos de Clara já estão limpos! Graças a Deus e às forças da natureza que Ele criou.
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Chá de camomila é bom para limpar o bumbum, caso este fique assado.
E por falar em bumbum, viu Marlene, eu não estou usando lencinhos umedecidos para limpar Clara, só lencinhos de papel e água morna!
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Para as médicas e lactantes de plantão: Eu estou coletando leite desde que tive alta. Comprei uns saquinhos próprios para congelar leite materno(da firma Lansinoh), que são esterilizados e livres de DEHP e Ftalatos, e ganhei uns coletores que uso diariamente, pois do contrário iria ficar melada de leite até os pés!
Os coletores de silicone:
17 julho 2007
amamentando
Mal tinha eu feito o teste de gravidez, minha pituitária deu início à produção de colostro. Para mim não existia outra alternativa para alimentar meu bebê a não ser amamentar.
Por favor, não me entendam mal, eu sei que existem mulheres que optam por não amamentar. E outras que devido ao estresse do parto e da família se frustram e acabam por não conseguir. O difícil para mim é não gritar para as segundas: "Pare o mundo para você descer, pois tudo pode ser diferente!"
Tenho a sorte de ter um peito de ama de leite, daqueles de mucama mesmo, com mamilos escuros e protuberantes, perfeitos para a boca de um bebê. Tive também a sorte de crescer vendo crianças sendo amamentadas. Magda - a t'amada (ou seja tia-amada), amamentou os seus três filhos, após partos via cesária. O segundo mamava tão pouco, que ela doava leite e ainda amamentava outras crianças. Ela sempre foi uma heroína e motivo de orgulho para mim. E eu sempre quis imitá-la!
Para quem tem problemas com a amamentação só posso dizer: acredite em você mesma, acredite em sua capacidade de mãe, acredite que você está dando o melhor ao seu bebê e relaxe.
Mande todo mundo pras cucuias, exceto o marido. Este você manda para o supermercado com uma lista de compras de coisas gostosas e relativamente calóricas. Compre e beba chá de funcho, que é lactagogo (aumenta o leite). Desligue o telefone e a campanhia, ou só deixe entrar quem vier trazendo algo de bom para você, como bolo, biscoitos, um monte de alegria e a capacidade de lhe ajudar com serviços caseiros. Deite-se com seu bebê, coloque comida e líquidos ao seu alcance e dê-lhe peito. Leia um livro ou uma revista que lhe interesse, ouça uma música gostosa e só levante se realmente quiser trocar a fralda (mas isto outra pessoa também pode fazer por você) ou precisar ir ao banheiro.
Você verá que em breve seu bebê estará rindo no seu peito. A satisfação de vê-lo sadio e bem alimentado lhe será motivo de orgulho por toda a sua vida.
Dicas de amamentação aqui e aqui!
Por favor, não me entendam mal, eu sei que existem mulheres que optam por não amamentar. E outras que devido ao estresse do parto e da família se frustram e acabam por não conseguir. O difícil para mim é não gritar para as segundas: "Pare o mundo para você descer, pois tudo pode ser diferente!"
Tenho a sorte de ter um peito de ama de leite, daqueles de mucama mesmo, com mamilos escuros e protuberantes, perfeitos para a boca de um bebê. Tive também a sorte de crescer vendo crianças sendo amamentadas. Magda - a t'amada (ou seja tia-amada), amamentou os seus três filhos, após partos via cesária. O segundo mamava tão pouco, que ela doava leite e ainda amamentava outras crianças. Ela sempre foi uma heroína e motivo de orgulho para mim. E eu sempre quis imitá-la!
Para quem tem problemas com a amamentação só posso dizer: acredite em você mesma, acredite em sua capacidade de mãe, acredite que você está dando o melhor ao seu bebê e relaxe.
Mande todo mundo pras cucuias, exceto o marido. Este você manda para o supermercado com uma lista de compras de coisas gostosas e relativamente calóricas. Compre e beba chá de funcho, que é lactagogo (aumenta o leite). Desligue o telefone e a campanhia, ou só deixe entrar quem vier trazendo algo de bom para você, como bolo, biscoitos, um monte de alegria e a capacidade de lhe ajudar com serviços caseiros. Deite-se com seu bebê, coloque comida e líquidos ao seu alcance e dê-lhe peito. Leia um livro ou uma revista que lhe interesse, ouça uma música gostosa e só levante se realmente quiser trocar a fralda (mas isto outra pessoa também pode fazer por você) ou precisar ir ao banheiro.
Você verá que em breve seu bebê estará rindo no seu peito. A satisfação de vê-lo sadio e bem alimentado lhe será motivo de orgulho por toda a sua vida.
Dicas de amamentação aqui e aqui!
16 julho 2007
o pós - meu e dela
Da sala de cirurgia fui transportada para a "sala-de-estar", onde fiquei em observação por mais ou menos 4 horas.
Nossa felicidade era palpável. Meus sogros logo, logo chegariam, com flores, champanha gelada e um presente para mim. Claro, a champanha era para o pai e para eles. Eu estava me deliciando com um soro com novalgina e tramal (um derivado de ópio) e já estava pra lá de Bagdá.
Claro que o clima de festa continuou. Duas amigas do peito - Claudia Bier e Jutta - apareceram ainda antes dos meus sogros. Chegaram, choraram, deram um monte de presentes para Clara, tiraram fotos e foram embora. Meus sogros chegaram, choraram, beberam e ficaram bastante tempo comigo. Meu marido veio em casa pegar Sônia e meus sogros me levaram ao mini apartamento.
A política do hospital é "rooming-in" ou seja, as mães e bebês ficam junto num mesmo quarto. Claro que as enfermeiras ajudam no que for preciso e os bebês podem ficar à noite com elas. O quarto tem uma cômoda alta para troca de fraldas, bercinho, fraldas, roupinhas, toalhas e quase tudo o que é necessário para cuidar do bebê.
Logo que Peter chegou, meus sogros foram embora, e uma enfermeira veio pegar Clara para dar banho, medí-la e pesá-la. Eu entrei em greve. Finquei o pé e disse que o banho só comigo, que era importante para mim estar presente e que se eu não estivesse presente, nada de banho. Daí Peter levou Clara e uma enfermeira veio com uma cadeira de rodas me levar para a sala onde eles examinam e dão banho nos bebês. Eu queria ir andando, mas a enfermeira alegou que precisava de ajuda, caso eu passasse mal. Me prontive a ir de cadeira de rodas, mas levantei assim que cheguei na sala e ajudei a dar o primeiro banho. A enfermeira neo-natal, Andrea, explicou como cuidar do umbigo e outros cuidados. Voltei a pé para o quarto, para o grande espanto das enfermeiras. Peter carregou Clara no colo - o que também não é "normal", pois todo mundo vive transportando os bebês nos bercinhos. Levantei ainda duas vezes durante a noite para passear pelo corredor - como tinha sugerido minha médica.
A enfermeira do plantão noturno tirou o cateter da uretra e me orientou a usar sempre água para me lavar e trocar o absorvente todas as vezes que eu fosse ao banheiro. Os lóquios (ou seja o fluxo pós-parto) contém muitas bactérias e estas podem causar mastite, caso você pegue nos seios com as mãos sujas, e até mesmo causar infecçoes no bebê. A explicação é que mesmo seios aparentemente saudáveis tem micro-rachaduras na pele, por onde as bactérias podem entrar.
Na primeira noite Clara dormiu bastante, mamou duas vezes e eu descansei bastante.
De manha cedinho meu marido já estava conosco. Disse-me que estava com saudade de suas mulheres. Logo depois do café uma fisioterapeuta chegou para fazer uns exercícios comigo. Ela olhou minha ficha e me perguntou: tem certeza de que a cirurgia foi ontem?
Claro que eu sentia dor. A dor maior era dos lados do abdômen. Mas Dra. Wölfler me explicou que ela tinha cortado o tecido das operações antigas e feito uma espécie de plástica interna e que eu iria sentir muita dor nas laterais do abdômen. Mas dor é normal após o parto. E eu precisava me movimentar para voltar ao normal. Se você fica deitada, sua circulação não funciona direito e a cicatrização é mais demorada. Além do mais, o útero não contrai direito, podendo causar vários problemas à mulher. Tomei paracetamol intravenoso no final da tarde e passei a noite sem dor.
Clara perdeu cerca de 200 g nos primeiros dois dias. Mas no terceiro ela voltou a ganhar peso. Também, né, passou o dia todo mamando. No quarto dia o umbigo caiu e secou. E ela estava 10g acima do peso de nascimento. Andrea deu banho nela de torneira, na pia, e Clara adorou. Neste hospital eles dão banho após o parto só com água morna. E depois eles dão "banho de gato" até o umbigo cair. Disseram-me que pesquisas mostraram ser melhor assim.
Eu não tomei mais analgésicos após o segundo dia. A amamentação estava indo bem e as dores eram suportáveis. No terceiro dia Andrea colheu sangue do pé de Clara para fazer vários exames, dentre eles exames para verificar se ela tem mucoviscidose. Fiquei morrendo de pena de minha filha, que chorou muito durante a coleta, pois Andrea - a malvada - teve de furá-la umas cinco vezes para conseguir colher todo o sangue necessário!
No quinto dia tivemos alta. E chegamos felizes em nossa casa. Não sinto dor e sigo as recomendações de Dra. Wölfler: não ficar subindo e descendo escadas; colocar as pernas para cima sempre que possível; não carregar nada acima do peso do neném (neste caso é Clara ou a cadeirinha, mas nunca as duas juntas!); beber bastante líquidos; me alimentar direito; tomar minha injeção de Clexane di-a-ri-a-men-te; evitar estresse e curtir minha filha.
Eu me emociono quando digo: Tenho uma filha. Ou quando ouvi minha vizinha falar: Ah, a família H. está chegando. Filha, família... palavras carregadas de amor.
Nossa felicidade era palpável. Meus sogros logo, logo chegariam, com flores, champanha gelada e um presente para mim. Claro, a champanha era para o pai e para eles. Eu estava me deliciando com um soro com novalgina e tramal (um derivado de ópio) e já estava pra lá de Bagdá.
Claro que o clima de festa continuou. Duas amigas do peito - Claudia Bier e Jutta - apareceram ainda antes dos meus sogros. Chegaram, choraram, deram um monte de presentes para Clara, tiraram fotos e foram embora. Meus sogros chegaram, choraram, beberam e ficaram bastante tempo comigo. Meu marido veio em casa pegar Sônia e meus sogros me levaram ao mini apartamento.
A política do hospital é "rooming-in" ou seja, as mães e bebês ficam junto num mesmo quarto. Claro que as enfermeiras ajudam no que for preciso e os bebês podem ficar à noite com elas. O quarto tem uma cômoda alta para troca de fraldas, bercinho, fraldas, roupinhas, toalhas e quase tudo o que é necessário para cuidar do bebê.
Logo que Peter chegou, meus sogros foram embora, e uma enfermeira veio pegar Clara para dar banho, medí-la e pesá-la. Eu entrei em greve. Finquei o pé e disse que o banho só comigo, que era importante para mim estar presente e que se eu não estivesse presente, nada de banho. Daí Peter levou Clara e uma enfermeira veio com uma cadeira de rodas me levar para a sala onde eles examinam e dão banho nos bebês. Eu queria ir andando, mas a enfermeira alegou que precisava de ajuda, caso eu passasse mal. Me prontive a ir de cadeira de rodas, mas levantei assim que cheguei na sala e ajudei a dar o primeiro banho. A enfermeira neo-natal, Andrea, explicou como cuidar do umbigo e outros cuidados. Voltei a pé para o quarto, para o grande espanto das enfermeiras. Peter carregou Clara no colo - o que também não é "normal", pois todo mundo vive transportando os bebês nos bercinhos. Levantei ainda duas vezes durante a noite para passear pelo corredor - como tinha sugerido minha médica.
A enfermeira do plantão noturno tirou o cateter da uretra e me orientou a usar sempre água para me lavar e trocar o absorvente todas as vezes que eu fosse ao banheiro. Os lóquios (ou seja o fluxo pós-parto) contém muitas bactérias e estas podem causar mastite, caso você pegue nos seios com as mãos sujas, e até mesmo causar infecçoes no bebê. A explicação é que mesmo seios aparentemente saudáveis tem micro-rachaduras na pele, por onde as bactérias podem entrar.
Na primeira noite Clara dormiu bastante, mamou duas vezes e eu descansei bastante.
De manha cedinho meu marido já estava conosco. Disse-me que estava com saudade de suas mulheres. Logo depois do café uma fisioterapeuta chegou para fazer uns exercícios comigo. Ela olhou minha ficha e me perguntou: tem certeza de que a cirurgia foi ontem?
Claro que eu sentia dor. A dor maior era dos lados do abdômen. Mas Dra. Wölfler me explicou que ela tinha cortado o tecido das operações antigas e feito uma espécie de plástica interna e que eu iria sentir muita dor nas laterais do abdômen. Mas dor é normal após o parto. E eu precisava me movimentar para voltar ao normal. Se você fica deitada, sua circulação não funciona direito e a cicatrização é mais demorada. Além do mais, o útero não contrai direito, podendo causar vários problemas à mulher. Tomei paracetamol intravenoso no final da tarde e passei a noite sem dor.
Clara perdeu cerca de 200 g nos primeiros dois dias. Mas no terceiro ela voltou a ganhar peso. Também, né, passou o dia todo mamando. No quarto dia o umbigo caiu e secou. E ela estava 10g acima do peso de nascimento. Andrea deu banho nela de torneira, na pia, e Clara adorou. Neste hospital eles dão banho após o parto só com água morna. E depois eles dão "banho de gato" até o umbigo cair. Disseram-me que pesquisas mostraram ser melhor assim.
Eu não tomei mais analgésicos após o segundo dia. A amamentação estava indo bem e as dores eram suportáveis. No terceiro dia Andrea colheu sangue do pé de Clara para fazer vários exames, dentre eles exames para verificar se ela tem mucoviscidose. Fiquei morrendo de pena de minha filha, que chorou muito durante a coleta, pois Andrea - a malvada - teve de furá-la umas cinco vezes para conseguir colher todo o sangue necessário!
No quinto dia tivemos alta. E chegamos felizes em nossa casa. Não sinto dor e sigo as recomendações de Dra. Wölfler: não ficar subindo e descendo escadas; colocar as pernas para cima sempre que possível; não carregar nada acima do peso do neném (neste caso é Clara ou a cadeirinha, mas nunca as duas juntas!); beber bastante líquidos; me alimentar direito; tomar minha injeção de Clexane di-a-ri-a-men-te; evitar estresse e curtir minha filha.
Eu me emociono quando digo: Tenho uma filha. Ou quando ouvi minha vizinha falar: Ah, a família H. está chegando. Filha, família... palavras carregadas de amor.
15 julho 2007
Fê
Porque hoje, apesar de toda alegria que carrego em meus braços,
meu coração sente a sua falta.
Eu já parei de perguntar o porque.
Eu já aceitei.
Porém, hoje é um dia para deixar as lágrimas correrem,
lavando a alma e o coração.
Hoje também é um dia para agradecer
pelo tempo, que passamos juntos,
pelos pequenos prazeres, que tivemos,
pelo simples fato de você existir.
Não importa onde você está agora,
você estará sempre presente.
E o amor, que hoje é incondicional,
é também eterno.
14 julho 2007
receitas e truques
Meninas, parece mentira, mas muqueca ou moqueca é um dos pratos mais fáceis da culinária baiana.
O camarão deste tamanho tem no Aldi (Riesengarnelen natur) e em supermercados asiáticos. O do Aldi é mais caro, porém vem limpo. O do asiático tem que tirar o intestino!
Sônia disse que agora receita ela não dá. Ela só dará se ela puder falar pessoalmente, pois ela agora é camareira-mor da princesa Clara e não tem tempo de anotar receitas!
Minha versão é assim:
Descongele os camarões (ca. 400 g). Seque-os com papel toalha. Polvilhe-os com sal marinho!
Corte em rodelas: 2 tomates, meio pimentão verde, meio pimentão vermelho, uma cebola grande.
Pique 1 dente de alho. Pique uma cebola bem miudinha.
Numa frigideira alta (eu não tenho panela de barro!) refogue a cebola e o alho picado em um tiquinho de azeite doce. Acrescente metade dos temperos, refogue. Adicione o camarão e refogue por no máximo 9 minutos. Coloque uma xícara de leite de coco, umas duas colheres de sopa de azeite de dendê. Misture. Adicione o restante dos temperos, abafe por mais 2 minutos. Polvilhe com coentro picado. Sirva com arroz branco, molho de pimenta e farofa ou pirão - como preferir!
Teste o sal, se quiser acrescente um pouco de suco de limão.
Bom apetite.
---
@Mile: O dendê eu compro em lojas africanas. É de ótima qualidade. Outra opção seria comprar em lojas de produtos brasileiros que vendem online. Aqui na Alemanha existem várias. Mas eu prefiro o dendê africano, a qualidade é melhor!
O camarão deste tamanho tem no Aldi (Riesengarnelen natur) e em supermercados asiáticos. O do Aldi é mais caro, porém vem limpo. O do asiático tem que tirar o intestino!
Sônia disse que agora receita ela não dá. Ela só dará se ela puder falar pessoalmente, pois ela agora é camareira-mor da princesa Clara e não tem tempo de anotar receitas!
Minha versão é assim:
Descongele os camarões (ca. 400 g). Seque-os com papel toalha. Polvilhe-os com sal marinho!
Corte em rodelas: 2 tomates, meio pimentão verde, meio pimentão vermelho, uma cebola grande.
Pique 1 dente de alho. Pique uma cebola bem miudinha.
Numa frigideira alta (eu não tenho panela de barro!) refogue a cebola e o alho picado em um tiquinho de azeite doce. Acrescente metade dos temperos, refogue. Adicione o camarão e refogue por no máximo 9 minutos. Coloque uma xícara de leite de coco, umas duas colheres de sopa de azeite de dendê. Misture. Adicione o restante dos temperos, abafe por mais 2 minutos. Polvilhe com coentro picado. Sirva com arroz branco, molho de pimenta e farofa ou pirão - como preferir!
Teste o sal, se quiser acrescente um pouco de suco de limão.
Bom apetite.
---
@Mile: O dendê eu compro em lojas africanas. É de ótima qualidade. Outra opção seria comprar em lojas de produtos brasileiros que vendem online. Aqui na Alemanha existem várias. Mas eu prefiro o dendê africano, a qualidade é melhor!
ÈPA BÀBÁ
Porque ontem foi sexta-feira, treze!
Saravá! Que Oxalá nos proteja. Que Omolu seja um grande pai protetor!
Minha sogra lambeu os dedos. Verdade! Se Jorge Amado a tivesse visto escreveria algo como:
"E a alemã suspirava, lambia os dedos como se estivesse na cama com um macho, se deliciando com os quitutes de D. Sônia."
---
Ontem eu liguei para agradecer à tia de meu marido, por um presente que ela nos deu (uma colcha para Clarita engatinhar - agora ela tem duas, eita menininha consumista!). Conversa vai, conversa vem ela me diz:
"Você sabe que hoje foi o enterro de tia XY? Na nossa família sempre que um vai, outro vem! Já estava na hora dela, com 98 anos completos ela queria ir para onde o marido está. E já estava na hora de vocês. Foram 6 anos de espera."
E eu fiquei realmente boquiaberta, sem saber o que dizer.

12 julho 2007
o parto - vou avisando: é longo
Magda, minha irmã, me disse uma vez: quando você tiver um filho, você descobrirá o verdadeiro significado do amor incondicional. Se durante a gravidez, meu amor já era infinito, ele hoje transcende as barreiras da Via Láctea e Clara é um buraco negro, onde meu amor se transforma em energia.
Parir é quase sempre doloroso. No meu caso, a cesariana eletiva não me deixaria sentir dor na hora do ato em si, mas o pós operatório não é nada a ser desejado - pensava eu! Chegamos ao hospital às 5:25. Encontramos com Roya e Julia, as duas enfermeiras obstetrizes, que estariam de plantão, no estacionamento do hospital. Todas duas são maravilhosas. Roya é a enfermeira obstetriz chefe do hospital e disse-me que iria estar presente durante o parto. Para a tristeza de Julia, que também queria estar presente!
Entramos e nos instalamos na chamada "sala-de-estar". Uma sala de parto com sofá, corda, bolas, pias, tapete de borracha e outras parafernálias inúteis no meu caso. Roya colocou uma cama no quarto, me deu uma daquelas camisolas de hospital, exatamente, daquelas que nos deixam de bunda de fora!, e me disse: Minha querida, daqui a pouco eu volto para lhe preparar para a operação. E para meu marido: Quer um café ou um cappuccino? Poxa, eu ali, morrendo de fome e ela oferece cappuccino pra ele na minha cara? Poderia tê-lo chamado fora do quarto!
Daí foi: me colocar sob monitoração ou seja cardiotocografia anteparto de repouso, raspar o lugar do corte, colocar-me no soro e um cateter na uretra, para que eu fosse me acostumando - disse ela! Mais ou menos uns cinco minutos depois ela voltou e nos informou, que a sala de cirurgia estaria ocupada por um tempo a mais e que minha operação seria mais ou menos às 10:30. Bem, pelo menos o soro não me deixaria com sede. A fome é mais psicológica!
Uns 15 minutos depois ela entrou e verificou se a cardiotocografia estava indo bem. E para nossa surpresa eu comecei a ter contrações fortes. Mais ou menos uma hora depois eu disse que precisaria ir ao banheiro. Lá fomos nós duas com soro e bolsa coletora de urina. Sentei e senti um líquido saindo do meu corpo. Ela mal se continha de alegria: Querida, acho que sua bolsa rasgou. Você estará entrando em breve em trabalho de parto, vamos voltar pra cama e testar. Eu tenho que avisar ao centro cirúrgico, penso que deveremos mudar de sala. Ai, ai, ai, isso é um bom sinal. É o dia certo, pensei eu, ainda tranquilona!
Roya falou com o centro cirúrgico e a sala 24 estava ficando livre. A operação em curso - uma senhora com câncer - já estava saindo. Minha médica predileta - Dra. Monica Wölfler, já tinha chegado para fazer a cirurgia, apesar de não ser plantão dela. Mas o médico chefe, Dr. Bartz, chegou e me disse que Dra. Wölfler não iria fazer minha cesária e sim o Dr. Ritgens - que eu também conhecia como especialista em ultrasonografia. Mas que tanto ele - o Dr. Bartz, quanto Dr. Wölfler estariam presentes.
Peter a esta altura já estava com o traje verde, típico de quem entra em ala cirúrgica, sapatos esterilizáveis e nervosissímo, mas emanava uma alegria ímpar.
Lá fomos nós para a ala cirúrgica. Passaram-me da cama de hospital para uma maca estreita, cobriram-me com cobertores pré-aquecidos e me levaram para a sala de cirurgia No. 24. Lá a equipe da anestesista já me esperava, colocando fios para ECG, monitoramento de respiração, oxigenação e cardiotocografia. Era como se eu estivesse participando de um balé, muito bem ensaiado. Tudo e todos em movimentos coordenados, sem pressa e com alegria. A anestesista disse-me que iria me dar um anestésico local e só então estaria dando a anestesia em si - a raquianestesia. E aí deu-se início à tortura. Ela tentou umas quatro vezes e não conseguiu me dar anestesia. Daí veio um outro médico e tentou mais quatro vezes e nada. Eu olhava para meu marido e ele estava muito quieto, o que quase não é normal quando ele me vê sofrer. Quando eu ouvi: se não der certo, será com anestesia geral, eu gelei. Mas Roya mostrou presença de espírito e disse: Chamem o Dr. XYZ, ele é especialista em anestesiar grávidas. Ela tem que ver este neném nascer. E o Dr. XYZ, de quem eu nem vi a cara direito, chegou, apalpou minha coluna, pediu uma agulha No. não sei o que e pimba, lá estava eu anestesiada. As pernas começaram a adormecer. Daí foi só mobilizar as últimas forças para me posicionar direito na maca estreita. Uma enfermeira esterilizou minha barriga - o que eu a via fazendo, mas já nem sentia e outra colocou uma espécie de lençol tapando a visão. Peter sentou-se ao meu lado e do outro a anestesista. E eu ouvi o Dr. Ritgens falar para Dra. Wölfler e Roya: Vamos começar. Eu quase gritei, esperem, vocês ainda nem testaram se a anestesia está fazendo efeito, quando Roya me informou: Você nem sentiu o Dr. Ritgens te pinicando com um alicate! Daí eu falei: Seu malvado, mas vamos começar! E em menos de cinco minutos eu ouvi um grito. Um choro de vida, que imediatamente tatuou em meu coração a palavra mãe. Lágrimas afloraram em nossos olhos e a felicidade tomou conta de nossos seres. Peter me abraçou chorando, me perguntando se eu havia ouvido o choro de nosso baby. Ouvi alguém falar é menina, ele sussurrou é menina e dissemos: é Clara!
Roya pegou-a em toalhas quentes, gritou para a anestesista soltar meu braço, deixou-me pegá-la, enquanto os neonatologistas gritavam da porta, que ela deveria levar Clara até eles. Foram segundos, eternos segundos de alegria, que persistirão até o fim da minha vida.
Sugaram o nariz e estômago de Clara e chamaram Peter, que cortou o cordão e ajudou Roya a secá-la. Fizeram o teste de APGAR (9-10-10) e enquanto isto a Dra. Wölfler me informava o que eles estavam fazendo comigo: sugando líquido aminiótico, tirando a placenta, injetando oxitocina para contrair o útero, costurando isso, costurando aquilo, injetando mais oxitocina, cortando a cicatriz antiga, costurando os músculos com laser (ih, que trocinho mal-cheiroso é carne queimada rsrs), etc. Peter voltou com ela rapidinho, tive a chance de tocá-la outra vez e lá foi ele com Roya para a "sala-de-estar", onde eu ficaria em observação.
O clima era de festa. Todos os médicos e enfermeiras me dando parabéns. O anestesista, cujo nome eu não sei, voltou e me deu parabéns. E logo eu estava prontinha para ir de encontro à minha filha. Nossa, meu coração vibra quando eu digo estas palavras. Meus olhos enchem-se de lágrimas e um sorriso aflora em minha face. Minha filha, tão amada, tão querida e esperada, que veio ao mundo para ser feliz, para fazer o bem, para ser alegre e acima de tudo amada.
Limparam-me e a Dra. Wölfler foi comigo até a saída da ala cirúrgica. Na porta ela falou: existe um comitê lhe esperando: Roya, Peter e Clara. Peter a colocou em meu colo e ela foi fuçando como um cachorro à procura do meu peito. Durante o transporte até a "sala-de-estar" ela mamou. Eu, ainda dopada da anestesia e da grande alegria, não sentia dor. Era como se uma névoa protetora nos envolvesse. Tinhámos olhos somente para o serzinho cor-de-rosa, que nos encantou com seu grito.
Entramos no paraíso. Nossos corações se elevaram em júbilo e gratidão. Temos uma estrela brilhando no céu, que estará sempre conosco. E uma agora na terra.
Clara é um anjo que veio para ajudar a alegria a ser hóspede permanente outra vez em nossa casa.
Agora eu sei o que é um amor incondicional! E agradeço a Deus por ter a oportunidade de conhecer este sentimento. Rezo para que nossa alegria seja repartida e se multiplique.
Obrigada a todos que se alegram conosco.
---
Depois eu conto como foi o pós!
Parir é quase sempre doloroso. No meu caso, a cesariana eletiva não me deixaria sentir dor na hora do ato em si, mas o pós operatório não é nada a ser desejado - pensava eu! Chegamos ao hospital às 5:25. Encontramos com Roya e Julia, as duas enfermeiras obstetrizes, que estariam de plantão, no estacionamento do hospital. Todas duas são maravilhosas. Roya é a enfermeira obstetriz chefe do hospital e disse-me que iria estar presente durante o parto. Para a tristeza de Julia, que também queria estar presente!
Entramos e nos instalamos na chamada "sala-de-estar". Uma sala de parto com sofá, corda, bolas, pias, tapete de borracha e outras parafernálias inúteis no meu caso. Roya colocou uma cama no quarto, me deu uma daquelas camisolas de hospital, exatamente, daquelas que nos deixam de bunda de fora!, e me disse: Minha querida, daqui a pouco eu volto para lhe preparar para a operação. E para meu marido: Quer um café ou um cappuccino? Poxa, eu ali, morrendo de fome e ela oferece cappuccino pra ele na minha cara? Poderia tê-lo chamado fora do quarto!
Daí foi: me colocar sob monitoração ou seja cardiotocografia anteparto de repouso, raspar o lugar do corte, colocar-me no soro e um cateter na uretra, para que eu fosse me acostumando - disse ela! Mais ou menos uns cinco minutos depois ela voltou e nos informou, que a sala de cirurgia estaria ocupada por um tempo a mais e que minha operação seria mais ou menos às 10:30. Bem, pelo menos o soro não me deixaria com sede. A fome é mais psicológica!
Uns 15 minutos depois ela entrou e verificou se a cardiotocografia estava indo bem. E para nossa surpresa eu comecei a ter contrações fortes. Mais ou menos uma hora depois eu disse que precisaria ir ao banheiro. Lá fomos nós duas com soro e bolsa coletora de urina. Sentei e senti um líquido saindo do meu corpo. Ela mal se continha de alegria: Querida, acho que sua bolsa rasgou. Você estará entrando em breve em trabalho de parto, vamos voltar pra cama e testar. Eu tenho que avisar ao centro cirúrgico, penso que deveremos mudar de sala. Ai, ai, ai, isso é um bom sinal. É o dia certo, pensei eu, ainda tranquilona!
Roya falou com o centro cirúrgico e a sala 24 estava ficando livre. A operação em curso - uma senhora com câncer - já estava saindo. Minha médica predileta - Dra. Monica Wölfler, já tinha chegado para fazer a cirurgia, apesar de não ser plantão dela. Mas o médico chefe, Dr. Bartz, chegou e me disse que Dra. Wölfler não iria fazer minha cesária e sim o Dr. Ritgens - que eu também conhecia como especialista em ultrasonografia. Mas que tanto ele - o Dr. Bartz, quanto Dr. Wölfler estariam presentes.
Peter a esta altura já estava com o traje verde, típico de quem entra em ala cirúrgica, sapatos esterilizáveis e nervosissímo, mas emanava uma alegria ímpar.
Lá fomos nós para a ala cirúrgica. Passaram-me da cama de hospital para uma maca estreita, cobriram-me com cobertores pré-aquecidos e me levaram para a sala de cirurgia No. 24. Lá a equipe da anestesista já me esperava, colocando fios para ECG, monitoramento de respiração, oxigenação e cardiotocografia. Era como se eu estivesse participando de um balé, muito bem ensaiado. Tudo e todos em movimentos coordenados, sem pressa e com alegria. A anestesista disse-me que iria me dar um anestésico local e só então estaria dando a anestesia em si - a raquianestesia. E aí deu-se início à tortura. Ela tentou umas quatro vezes e não conseguiu me dar anestesia. Daí veio um outro médico e tentou mais quatro vezes e nada. Eu olhava para meu marido e ele estava muito quieto, o que quase não é normal quando ele me vê sofrer. Quando eu ouvi: se não der certo, será com anestesia geral, eu gelei. Mas Roya mostrou presença de espírito e disse: Chamem o Dr. XYZ, ele é especialista em anestesiar grávidas. Ela tem que ver este neném nascer. E o Dr. XYZ, de quem eu nem vi a cara direito, chegou, apalpou minha coluna, pediu uma agulha No. não sei o que e pimba, lá estava eu anestesiada. As pernas começaram a adormecer. Daí foi só mobilizar as últimas forças para me posicionar direito na maca estreita. Uma enfermeira esterilizou minha barriga - o que eu a via fazendo, mas já nem sentia e outra colocou uma espécie de lençol tapando a visão. Peter sentou-se ao meu lado e do outro a anestesista. E eu ouvi o Dr. Ritgens falar para Dra. Wölfler e Roya: Vamos começar. Eu quase gritei, esperem, vocês ainda nem testaram se a anestesia está fazendo efeito, quando Roya me informou: Você nem sentiu o Dr. Ritgens te pinicando com um alicate! Daí eu falei: Seu malvado, mas vamos começar! E em menos de cinco minutos eu ouvi um grito. Um choro de vida, que imediatamente tatuou em meu coração a palavra mãe. Lágrimas afloraram em nossos olhos e a felicidade tomou conta de nossos seres. Peter me abraçou chorando, me perguntando se eu havia ouvido o choro de nosso baby. Ouvi alguém falar é menina, ele sussurrou é menina e dissemos: é Clara!
Roya pegou-a em toalhas quentes, gritou para a anestesista soltar meu braço, deixou-me pegá-la, enquanto os neonatologistas gritavam da porta, que ela deveria levar Clara até eles. Foram segundos, eternos segundos de alegria, que persistirão até o fim da minha vida.
Sugaram o nariz e estômago de Clara e chamaram Peter, que cortou o cordão e ajudou Roya a secá-la. Fizeram o teste de APGAR (9-10-10) e enquanto isto a Dra. Wölfler me informava o que eles estavam fazendo comigo: sugando líquido aminiótico, tirando a placenta, injetando oxitocina para contrair o útero, costurando isso, costurando aquilo, injetando mais oxitocina, cortando a cicatriz antiga, costurando os músculos com laser (ih, que trocinho mal-cheiroso é carne queimada rsrs), etc. Peter voltou com ela rapidinho, tive a chance de tocá-la outra vez e lá foi ele com Roya para a "sala-de-estar", onde eu ficaria em observação.
O clima era de festa. Todos os médicos e enfermeiras me dando parabéns. O anestesista, cujo nome eu não sei, voltou e me deu parabéns. E logo eu estava prontinha para ir de encontro à minha filha. Nossa, meu coração vibra quando eu digo estas palavras. Meus olhos enchem-se de lágrimas e um sorriso aflora em minha face. Minha filha, tão amada, tão querida e esperada, que veio ao mundo para ser feliz, para fazer o bem, para ser alegre e acima de tudo amada.
Limparam-me e a Dra. Wölfler foi comigo até a saída da ala cirúrgica. Na porta ela falou: existe um comitê lhe esperando: Roya, Peter e Clara. Peter a colocou em meu colo e ela foi fuçando como um cachorro à procura do meu peito. Durante o transporte até a "sala-de-estar" ela mamou. Eu, ainda dopada da anestesia e da grande alegria, não sentia dor. Era como se uma névoa protetora nos envolvesse. Tinhámos olhos somente para o serzinho cor-de-rosa, que nos encantou com seu grito.
Entramos no paraíso. Nossos corações se elevaram em júbilo e gratidão. Temos uma estrela brilhando no céu, que estará sempre conosco. E uma agora na terra.
Clara é um anjo que veio para ajudar a alegria a ser hóspede permanente outra vez em nossa casa.
Agora eu sei o que é um amor incondicional! E agradeço a Deus por ter a oportunidade de conhecer este sentimento. Rezo para que nossa alegria seja repartida e se multiplique.
Obrigada a todos que se alegram conosco.
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Depois eu conto como foi o pós!
11 julho 2007
chegamos
Eu vou colocar aqui algumas fotos. Mais tarde voltarei para escrever, contar como foi - se é que é possível descrever o que senti e sinto. Estou muito feliz.
Minto!
Estou tão feliz, que nem encontro palavras para descrever tamanha felicidade.
Muito obrigada a todos pelos pensamentos positivos, orações, preces, despachos (rsrsrs)... e por todos os comentários aqui no blog.
Clara é uma estrela, que caiu do céu para reiluminar nossas vidas! - disse a vovó dela!
Minto!
Estou tão feliz, que nem encontro palavras para descrever tamanha felicidade.
Muito obrigada a todos pelos pensamentos positivos, orações, preces, despachos (rsrsrs)... e por todos os comentários aqui no blog.
Clara é uma estrela, que caiu do céu para reiluminar nossas vidas! - disse a vovó dela!
06 julho 2007
Alguns detalhes
Vim aqui contar pra voces alguns detalhes ...
Agridoce escreveu assim no blog dela sobre o nascimento da nene:
Entao, filha da Luz é "Clara". Que veio para brilhar a vida dos pais.
Clara nasceu com 2.970kg e 53cm. Gente, uma pirulita hein!
Sonia disse que Clara é linda, linda!
Calminha, é aloirada feita o pai, que está todo prosa e mal consegue conversar de tao emocionado. E ela tem os olhos puxadinhos da mae, que por enquanto sao claros.
Ainda bem que eles nao fizeram nada no quarto da nene, porque ia ser pintado de verde. Hoje Peter comeca a pintar e a decorar tudo, especialmente para Clara. Tudo com cara de menina.
Marcia ontem mesmo já levantou da cama e deu alguns passos. E Clara já está mamando toda afoita. E falando em alimentacao, hoje cedo Marcia ligou para a Sonia e disse que estava com vontade de arroz com franguinho e brócolis. :)
Dá para perceber que Marcia já está em forma, né!
Agridoce escreveu assim no blog dela sobre o nascimento da nene:
Marcia é a personificação da esperança em dias melhores.
Marcia é um exemplo concreto de luta pelo que acreditamos.
Se tivesse que definir a Marcia com uma palavra seria LUZ.
Entao, filha da Luz é "Clara". Que veio para brilhar a vida dos pais.
Clara nasceu com 2.970kg e 53cm. Gente, uma pirulita hein!
Sonia disse que Clara é linda, linda!
Calminha, é aloirada feita o pai, que está todo prosa e mal consegue conversar de tao emocionado. E ela tem os olhos puxadinhos da mae, que por enquanto sao claros.
Ainda bem que eles nao fizeram nada no quarto da nene, porque ia ser pintado de verde. Hoje Peter comeca a pintar e a decorar tudo, especialmente para Clara. Tudo com cara de menina.
Marcia ontem mesmo já levantou da cama e deu alguns passos. E Clara já está mamando toda afoita. E falando em alimentacao, hoje cedo Marcia ligou para a Sonia e disse que estava com vontade de arroz com franguinho e brócolis. :)
Dá para perceber que Marcia já está em forma, né!
05 julho 2007
03 julho 2007
Aviso aos navegantes
A partir de hoje eu estarei ausente, pois darei entrada no hospital para exames, conversas e uma comidinha muito ruim, se não fosse a substituição da mesma pela comidinha de Sônia. E amanhã...
---
Amanhã, será um lindo dia, da mais louca alegria
Que se possa imaginar
Amanhã, redobrada força p'ra cima, que não cessa
Há de vingar
Amanhã, mais nenhum mistério, acima do ilusório
O astro-rei vai brilhar
Amanhã a luminosidade, alheia a qualquer vontade
Há de imperar
Amanhã está toda esperança por menor que pareça
Existe, e é p'ra vicejar
Amanhã, apesar de hoje, será a estrada que surge
P'ra se trilhar
Amanhã, mesmo que uns não queiram
será de outros que esperam
Ver o dia raiar
Amanhã, ódios aplacados,
temores abrandados, será pleno.
---
...Pois com toda ajuda do Senhor estaremos com um(a) lindo(a) neném completando nossa família.
Obrigada a todos que pensam em nós três com carinho! Rezem por nós!
Nossa querida tia-repórter-do-plantão-do-parto-da-hora, Sandra M., estará colocando aqui as novidades.
Fiquem com Deus - pode substituir pelo nome de sua vontade/religião! Obrigada a todos que pensam em nós três com carinho! Rezem por nós!
Comidas e outros
Se você quiser encomendar salgadinhos e bolos na região de Frankfurt, consulte a Bia. Vejam que maravilhas ela faz! Bem, digo maravilhas, pois imagino que com este esmero todo, o gosto deve estar simplesmente dos deuses! Acho que no dia que a internet tiver cheiro e sabor eu vou morrer de tanto comer!
---
Meu marido já não consegue disfarçar a ansiedade. Eu acordo n-vezes durante a noite (posição incômoda, sede, banheiro, azia, etc), ele sempre acorda e pergunta: tudo bem com você? E se eu quiser, ele desce para pegar um copo de leite, um biscoito, etc. Ele é um docinho, mas está tão nervoso, que tudo é motivo para ficar fazendo beicinho! Mas eu o perdôo.
---
Pedi a Sônia uma comida que eu sei fazer, mas nem sempre dá certo: frigideira de repolho com camarão! Não sei o porque do nome ser "frigideira" já que vai ao forno! Ficou uma delícia, servida com salada (vejam o detalhe dos talheres em forma de girafa, comprados na beira de uma estrada na África do Sul) e arroz branco.

De sobremesa tivemos "Rote Grütze" - uma espécie de compota feita com cerejas, groselhas e framboesas, com molho de baunilha (foi a primeira vez que Sônia viu uma fava de baunilha ao vivo!). Ela está anotando tudo e diz que quando voltar irá deixar muita gente deliciada com as coisas que está aprendendo por aqui.
---
Meu marido já não consegue disfarçar a ansiedade. Eu acordo n-vezes durante a noite (posição incômoda, sede, banheiro, azia, etc), ele sempre acorda e pergunta: tudo bem com você? E se eu quiser, ele desce para pegar um copo de leite, um biscoito, etc. Ele é um docinho, mas está tão nervoso, que tudo é motivo para ficar fazendo beicinho! Mas eu o perdôo.
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Pedi a Sônia uma comida que eu sei fazer, mas nem sempre dá certo: frigideira de repolho com camarão! Não sei o porque do nome ser "frigideira" já que vai ao forno! Ficou uma delícia, servida com salada (vejam o detalhe dos talheres em forma de girafa, comprados na beira de uma estrada na África do Sul) e arroz branco.

De sobremesa tivemos "Rote Grütze" - uma espécie de compota feita com cerejas, groselhas e framboesas, com molho de baunilha (foi a primeira vez que Sônia viu uma fava de baunilha ao vivo!). Ela está anotando tudo e diz que quando voltar irá deixar muita gente deliciada com as coisas que está aprendendo por aqui.
02 julho 2007
Sônia e suas impressões

As primeiras impressões podem realmente marcar um relacionamento. Nem sempre conseguimos mudar a nossa maneira de ver alguém ou alguma coisa.
A Sandra M. pediu e o que ela pede é uma ordem. Aqui está uma lista das primeiras impressões de Sônia sobre a Alemanha, ou melhor sobre Aachen:
- quase não se vê uma criança pequena andando, elas estão sempre em carrinhos
- quase não se vê uma crianca pequena sendo carregada no colo, em um mês foram vistas 2!
- carros abertos, com aparelho de som dentro - coisa impossível no Brasil
- flores e mais flores em canteiros e jardins, e ninguém rouba, ninguém destroi
- uma feira livre decente, limpa e tranqüila, onde você pode até comer sem medo
- apesar de fumante, fuma-se muito neste país, até em ambientes fechados
- muito silêncio e tranqüilidade, quase nunca ouve-se uma buzina ou carros com som ligado às alturas
- o mais impressionante: ônibus com horário marcado, ninguém precisa ficar horas esperando sem saber se a conducão irá passar ou não
- as pessoas são mais educadas e gentis, muita gente prestativa - apesar da dificuldade de não falar alemão
- o lixo da casa é separado, é uma ciência separar tudo, mas tudo é recolhido separado e é reciclado
- ruas sem lixo e sem entulhos
- diversos produtos de limpeza: para cada superfície um produto especial - apesar de não ser necessário
- mil e um tipos de cervejas, todas deliciosas, exceto a que veio com refrigerante (e era de Peter!)
- o céu todo claro à noite e ela fica tentando comparar com o Brasil
01 julho 2007
CHIO 2007 - O hype da cidade
Minha cidade é chique! Vou dar uma de madame e falar sobre um assunto que não entendo!
Estará acontecendo na próxima semana, de 3 a 8 de julho de 2007, o CHIO - Concours Hippique International Officiel.
Nada entendo eu de cavalos. Admiro quem monta, quem curte, quem entende, mas adoro vê-los. Trabalhei no CHIO em 2002, récem chegada da Suécia, sem conhecer ninguém e adorei.
O domingo anterior ao início das competições é chamado de Soerser-Sonntag. A entrada é franca e há vários shows. É uma delícia, principalmente quando o tempo ajuda - e hoje ajudou bastante - e faz um solzinho.
Estas são as fotos do nosso passeio de hoje. Houveram várias demonstrações, cada uma mais linda do que a outra, inclusive um show com aves de rapina. O que mais me impressionou foi a demonstração sobre o uso de cavalos em terapias com crianças e adultos deficientes, pena que na hora eu estava sentadinha, longe demais para tirar fotos decentes.
Estará acontecendo na próxima semana, de 3 a 8 de julho de 2007, o CHIO - Concours Hippique International Officiel.
Nada entendo eu de cavalos. Admiro quem monta, quem curte, quem entende, mas adoro vê-los. Trabalhei no CHIO em 2002, récem chegada da Suécia, sem conhecer ninguém e adorei.
O domingo anterior ao início das competições é chamado de Soerser-Sonntag. A entrada é franca e há vários shows. É uma delícia, principalmente quando o tempo ajuda - e hoje ajudou bastante - e faz um solzinho.
Estas são as fotos do nosso passeio de hoje. Houveram várias demonstrações, cada uma mais linda do que a outra, inclusive um show com aves de rapina. O que mais me impressionou foi a demonstração sobre o uso de cavalos em terapias com crianças e adultos deficientes, pena que na hora eu estava sentadinha, longe demais para tirar fotos decentes.
30 junho 2007
Aldi
Existe na Alemanha uma rede de supermercados chamada Aldi, que detém cerca de 40% do mercado de alimentos no país.
Eu adoro o Aldi, os produtos são de ótima qualidade e baratos. Eu também gosto do Lidl, viu Keiki, principalmente agora que eles estão vendendo bastante produtos orgânicos!
O que eu acho interessante é que o supermercado realmente não tem luxo. Os produtos são expostos em suas caixas e paletas, sem estantes, sem requintes, parecendo-se muito com os supermercados populares no Brasil.
Hoje eu estava com o marido num dos Aldis da cidade e encontramos com um médico, colega de time dele (eles jogam hockey de campo juntos), que é chefe da emergência num hospital, ou seja, o cara estava lá com seu Rolex no pulso e um suéter da Pólo, comprando num supermercado popular. Eu acho isso tão engraçado. Não existe estigma, você pode ser podre de rico e fazer compra no Aldi, que ninguém vai olhar de soslaio ou mesmo falar mal de você.
Nestas horas eu penso no Brasil e me pergunto: Qual a pessoa de classe média, e mesmo classe alta, iria fazer compras num supermercado popular no meu país de origem? Quando será que o brasileiro deixará de se definir pelo que ele tem, passando a se definir pelo que ele é? Será que sou utópica e sonhadora demais?
Eu adoro o Aldi, os produtos são de ótima qualidade e baratos. Eu também gosto do Lidl, viu Keiki, principalmente agora que eles estão vendendo bastante produtos orgânicos!
O que eu acho interessante é que o supermercado realmente não tem luxo. Os produtos são expostos em suas caixas e paletas, sem estantes, sem requintes, parecendo-se muito com os supermercados populares no Brasil.
Hoje eu estava com o marido num dos Aldis da cidade e encontramos com um médico, colega de time dele (eles jogam hockey de campo juntos), que é chefe da emergência num hospital, ou seja, o cara estava lá com seu Rolex no pulso e um suéter da Pólo, comprando num supermercado popular. Eu acho isso tão engraçado. Não existe estigma, você pode ser podre de rico e fazer compra no Aldi, que ninguém vai olhar de soslaio ou mesmo falar mal de você.
Nestas horas eu penso no Brasil e me pergunto: Qual a pessoa de classe média, e mesmo classe alta, iria fazer compras num supermercado popular no meu país de origem? Quando será que o brasileiro deixará de se definir pelo que ele tem, passando a se definir pelo que ele é? Será que sou utópica e sonhadora demais?
29 junho 2007
corrigindo
Meus sogros estavam na Dordogne - eu escrevi errado. Reclamaram que o tempo lá também estava ruim e nem deu para aproveitar direito. Mas eles trouxeram dois presentes para mim:
1 litro Oléo de nozes do "Moulin de la Tour" - o link é em inglês. Vou me deliciar nas saladas!
1 vidro com Patê de fois gras d'oie - para eu me apreciar depois que parir! Nesta hora, meu lado ecológico vai pro bé-lé-léu. Eu adoro fois gras fresco, mas na falta me serve o patê.
Prefiro comer pouco, porém bem! Nunca esquecerei de uma entrada que comi em Berlaimont, um vilarejo na França, que continha:
um pedaço de fois gras frito,
duas mini torradas com manteiga com trufas,
molho de cogumelos morille frescos (morchella esculenta),
um ovo frito povilhado com uma colher de chá de caviar
e uma folha de alface e alguns tomates cerejas para dar cor!
Até hoje eu sonho comendo neste mesmo restaurante.
1 litro Oléo de nozes do "Moulin de la Tour" - o link é em inglês. Vou me deliciar nas saladas!
1 vidro com Patê de fois gras d'oie - para eu me apreciar depois que parir! Nesta hora, meu lado ecológico vai pro bé-lé-léu. Eu adoro fois gras fresco, mas na falta me serve o patê.
Prefiro comer pouco, porém bem! Nunca esquecerei de uma entrada que comi em Berlaimont, um vilarejo na França, que continha:
um pedaço de fois gras frito,
duas mini torradas com manteiga com trufas,
molho de cogumelos morille frescos (morchella esculenta),
um ovo frito povilhado com uma colher de chá de caviar
e uma folha de alface e alguns tomates cerejas para dar cor!
Até hoje eu sonho comendo neste mesmo restaurante.
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