18 janeiro 2010
um poucao
Hoje eu levei a filhota a uma consulta de rotina com uma odontopediatra, fiz panquecas recheadas com frango e agora tenho um bolinho de milho em conserva no forno.
Depois eu volto com fotos da festa, das panquecas e do bolo.
Boa semana a todos.
15 janeiro 2010
bobagens
Nós brincamos muito, rimos muito, brigamos muito, sempre juntas, eu sempre tentando ajudá-la a descobrir o mundo.
Agora ela está numa fase típica para a idade dela: o humor varia muito, os escândalos são freqüentes, mas descobertas diárias a fazem crescer.
Ontem no supermercado ela queria chips. Passamos obrigatoriamente pela prateleira com guloseimas e eu não coloquei chips no carrinho. Ela danou-se a chorar e fez o maior escândalo. Todo mundo me olhava, mas eu ria e dizia: ela quer comer chips. E as pessoas riam, tentavam brincar com ela, mas não teve estória que a acalmasse. Passou a tarde quase toda de birra e só melhorou quando fomos brincar na casa de uma amiguinha dela.
Hoje ela acordou sorridente, me deu um beijo e disse que me amava. Mas à tarde, quando eu falei que nós iríamos à farmácia e depois passaríamos no supermercado para comprar pão, ela simplesmente disse: E chips também, mamãe!
Eu ri, expliquei que eu faria pipoca em casa e que amanhã nós vamos a uma festa e ela vai comer muitas guloseimas (incluindo brigadeiros, beijinhos, coxinhas, quibes, bolivianos - né dinda!). Consegui que ela aceitasse a explicação e abri mão de três ursinhos de goma, que foram comidos com muito gosto (obrigada Priscila pelos ursinhos), para mimá-la um pouco.
E assim nós vamos acertando, errando, rindo, brigando, brincando e nos amando. Mesmo ela sendo meu sol, meu centro, meu mundo, é preciso ter limites.
14 janeiro 2010
Haiti
de Caetano e Gil:
Haiti
Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
08 janeiro 2010
tenho que cantar com mais zelo - update
Olha o flagra :-) Luiz Caldas cantou esta música entitulada de Fricote no século passado, foi sucesso no carnaval de 1985! Aqui neste país seria motivo para eu ser presa, julgada e enfiada numa masmorra (exagerei só um pouquinho :-) )
Para quem nem conhece Luiz Caldas, ele é o criador do axé music, gênero musical de gosto duvidoso, mas bom para requebrar durante o carnaval.
p.s.: é alergia, estou melhorando
06 janeiro 2010
1o posting de 2010
arghhhhhhhhhhhhhhhh
desisto de aprender html para fazer tudo isso
arghhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Clara dorme melhor numa cama de "menina gande como Bia" (a priminha dela) e eu estou sem dormir direito por causa disso e de uma alergia a algo desconhecido, testarei semana que vem, quando a dermatologista voltar de suas férias.
arghhhhhhhh
eu quero sol, quero calor, quero colo de vovó Hilda
arghhhhhhhhhh
chega de neve, de frio, de gelo, de muitas roupas
roupas, roupas, roupas, roupinhas, roupoes (plageando um peixinho em Nemo) - não aguento mais
vou tentar dormir, amanhã será outro dia
os comentários serão moderados, depois que o haloscan resolveu cobrar por seus serviços, eu aderi ao blogger - alguém tem solução melhor?
arghhhhhh mesmo com anti-histamínico e loção com cortisona estou me coçando arghhhhhhhhh
24 dezembro 2009
23 dezembro 2009
update do sushi
No ano passado esse mesmo aniversariante queria uma esteira nova, pois ele corre maratonas e quer treinar em casa no inverno. Eu comprei um saco de nozes, abri algumas, coloquei o dinheiro dobrado dentro delas, colei, pintei algumas com tinta spray dourada e prateada, enfeitei outras com motivos natalinos, coloquei de volta no saco e demos pra ele com um cartão bem bonito, falando sobre os benefícios das nozes para o organismo de um atleta.
Apesar de achar estranho dar dinheiro de presente, eu me divirto tentando imaginar uma maneira legal de embalar algo impessoal como cédulas.
18 dezembro 2009
sushi
14 dezembro 2009
comida
08 dezembro 2009
calendula - update do sono
Apesar de estarmos no inverno, a calendula teima ainda ser verão e me alegra com suas flores!
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Antes de ter lido o comentário da Marilena, resolvi retirar a soneca da tarde. Clarinha brigou com o sono das 16:30 às 17:45, quando resolvi dar um banho nela (banho a desperta, não sei porque rsrs) e consegui deixá-la acordada até as 19:30. Ela dormiu, sozinha, depois de jantar e fazer todo o ritual de pijama, escovar dentes, ler uma estória, beijinhos e etcs. Ela acordou às 21:30 super assustada, mas consegui que ela ficasse na cama e dormisse outra vez.
Talvez seja este o segredo: no naps in the afternoon, sem soneca da tarde, kein Mittagsschlaf!!!!!
Boa noite! Vamos ver até que horas ela dormirá. Amanhã a odisséia continua.
só um oizinho
Hoje o dia está tão escuro, que as luzes da minha casa estão acesas (ou acendidas como diz Clara).
Por falar em Clara, ela cresceu muito nas últimas semanas. Tanto o tamanho físico quanto as habilidades intelectuais estão me deixando cada vez mais mãe-babaca :-)
Ontem ela foi ao banheiro, sentou em seu piniquinho, me olhou e disse:
Pode ir mamãe, quando eu precisar, eu chamo você.
É muito engraçado vê-la tentando formar plurais: Mamãe, aqui tem dois papais noeus. Ou conjugando os verbos no passado: Ontem eu puli da escada. Papai liu o jornal?
Finalmente ela está falando o G explosivo como em Gustavo. E alemão está cada vez mais presente.
Minha filha é divertidíssima, alegre, gentil e muito amorosa.
O único problema que nós temos é fazê-la dormir à noite. Apesar de estar cansada, ela resiste, conversa, brinca, conversa, conversa, conversa, conta estórias e mais estórias, canta músicas e só dorme lá para as 22 horas. Estou ficando louca. Alguma dica das mães mais experientes da blogosfera?
26 novembro 2009
18 novembro 2009
frase do dia
Existem dois tipos de pessoas iluminadas. Aquelas que trazem alegria e paz ao chegar em qualquer ambiente. E aquelas que o fazem ao sair de qualquer ambiente.
Espero que todos aqui sejam do primeiro tipo ;-)
Detalhe: a frase é de um comediante alemao, vou procurar a fonte e colocar aqui depois!
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Enquanto isso Clara e eu estamos testando os melhores bolos de chocolate do mundo (e eu ainda nao encontrei meu favorito!).
15 novembro 2009
21 outubro 2009
e venho do interior....
Numa lanchonete bem simples vi este arranjo reciclado. A dona me disse que um rapaz, sem-teto e drogado trocou por uma quentinha. E ela mesma disse: Com tanta criatividade e podendo fazer coisas lindas, ele caiu no mundo das drogas!
Num restaurante, que abriu no bairro onde morei, comi uma das melhores comidas até agora: moqueca de aratu (um carangueijo sem pelo, vermelho) e o famoso prato da casa apelidado de "Mistão de camarão", esqueci de fotografar as sobremesas, que foram ambrosia e cocada branca mole:
19 outubro 2009
16 outubro 2009
07 outubro 2009
aqui estamos
Por falar em beber e comer, pensei na postagem da Cissa sobre os despatriados. E lembrei que eu esqueci de postar. Amiga, perdoe-me.
Vim morar na Alemanha muito jovem, quer dizer jovem eu ainda sou, mas sem a experiência que tenho hoje. Ao chegar percebi que inglês não iria me ajudar muito e que as pessoas no Brasil acreditando que na Europa todos falavam inglês estavam era por fora da realidade alemã.
A falta de estrangeiros na época era fenomenal e ouvir português na rua era motivo para logo trocar endereço, telefone, nome de pai, mãe, irmãos, conta bancária, etc e tal. Até descobrir que o fato de alguém ser brasileiro não significava que eu precisava ser amiga desta pessoa, passei muitos maus bocados, fui decepcionada, virei motivo de fofoca e acabei aprendendo.
Eu cheguei aqui com tudo organisado: curso de alemão pago, estágio, férias, dinheiro, tutores para me ajudar na adaptação e mesmo assim eu chorei nos três primeiros meses todos os dias. A saudade era grande, telefonar era caro e a correspondêcia levava uma semana para ir e uma para voltar. Hoje em dia a internet nos possibilita uma comunicação diária, podemos estar a par do mundo inteiro e conversas via video ajudam a diminuir a saudade da família e dos amigos.
Mesmo depois de aprender a falar e a escrever alemão, continuei na escola de línguas para ter contato com outras pessoas. Passei então a estudar francês e assim conheci vários alemães (homens e mulheres), que terminaram por me ensinar muito mais sobre este país e sua cultura do que o que eu até então havia conhecido.
Até as comidas (acho que baiano sofria indo morar em qualquer lugar do Brasil ou do mundo), coisa que eu sentia muita falta ao vir para cá, hoje em dia não é mais problema. Encontra-se de tudo é só saber procurar.
Decidir ir morar num país estrangeiro é querer ampliar seus horizontes. Não importa se você veio estudar ou seguiu o caminho do coração, você é responsável por sua felicidade.
Saia, vá conhecer sua cidade, ruas, praças, locais interessantes, turísticos, procure fazer um tour, aprenda a história, experimente as comidas e bebidas locais. E, se você veio para morar e ainda está aprendendo a língua do país, perca a vergonha. As crianças locais aprenderam também pelo método "testar e acertar". E ria dos seus erros, você pelo menos já está tentando falar uma segunda língua, enquanto as pessoas à sua volta mal sabem uma.
E se a saudade apertar, sente e chore, deixe as lágrimas lavarem sua alma.Mas caso nada resolva, arranje um bico - caso você ainda não trabalhe - junte o dinheiro e vá visitar a família. Uma semana ou quinze dias já dá para encher o tanque do coração.
27 setembro 2009
carros de verao e de inverno
Além disso é um dos poucos lugares no mundo, onde você pode andar na velocidade máxima de seu carro, caso não exista limite especificado na auto-estrada (Autobahn). Os outros quatro sao: Bhutão, Tibete, Uganda e Nepal.
Mas nem sempre os carros aqui na Alemanha são, digamos, carrões. Aqui tem de tudo mesmo, até carro todo colado com adesivos dos anos 50 eu já vi.
Imaginem a cena: um motorista na sua BMW novinha em folha, indo a 240 Km/h na Autobahn é ultrapassado por um Golf 2, VR6 Turbo, que segue a 275 Km/h - e eu no meu carrinho de verão, estarei na pista da direita, andando a 120 Km/h, alheia a todas estas maluquices do mundo.
Carro de verão? o que é isso?
Uma coisa relativamente comum aqui na Alemanha é ter um carro conversível, que só é usado em alguns meses do ano. Assim que os primeiros raios de sol aparecem, eles estão por aí, rodando, abertos, motoristas com boné ou de cabelos ao vento. E até o final de outubro os conversíveis estarão presentes nas ruas do país.
Para evitar pagar licenciamento e imposto pelo ano inteiro, o governo instituiu as famosas "placas da estação" (trad. livre para Saisonkennzeichen). No final da placa há os meses de uso, que deve ser por no mínimo dois meses do ano.
Eu tenho dois carros. Um licenciado de abril a outubro, conversível, antigo (para não dizer velho), mas que eu gosto muito. Este carro será considerado um old-timer daqui a 5 anos. E também tenho um outro, também velhinho, licenciado de novembro a março, que eu uso no inverno.
Já pensei em vender os dois e comprar um pequeno, mais novo e mais econômico. Porém tanto meu marido, quanto meu sogro são totalmente contra eu comprar um carro pequeno, por causa do quesito segurança. E não adianta argumentar, eles não deixariam alguém da família rodar de Renault e ponto. Seria motivo de joça para a vida inteira.
Pensei também em desemplacar o carro de verão, deixá-lo na garagem pelos próximos cinco anos e adotar o sistema de car-sharing, pois abriu um posto de troca quase ao lado da minha casa. Car-sharing é um sistema, no qual você se cadastra, paga uma taxa (pode ser mensal ou única, depende de como você vai usar o sistema) e daí quando E se você precisar de um carro, você paga somente pelo tempo usado. É legal para diminuir o número de carros circulando e é uma benção para o meio-ambiente.
Ah, além dos carros, eu tenho uma bicicleta, agora com cadeirinha para levar a filhota. Mas hoje, ao ir ao festival de outono no centro da cidade, eu fui de ônibus, assim poderia tomar um vinho, caso quisesse, e voltar sem problemas.
É, na Alemanha você não pode dirigir carros e nem andar de bicicleta embriagada.
Bem, não bebi nada além de água e nem precisei me preocupar com estacionamento, pois diga-se de passagem, a cidade estava mais do que lotada. Fui de busú, como se diz na minha terra. Clara gostou tanto de andar de ônibus, que não queria descer no nosso ponto. O motorista riu muito ao vê-la brigando comigo, mesmo sem entender o que ela estava falando. Foi legal ele ter percebido, pois ele olhou para ela e disse: "Docinho, amanhã você anda de novo com sua mamãe." Só assim ela se acalmou e veio comigo para casa.
e o dilema da escola continua
Perguntei se o garotinho já estava na escolinha, o que foi negado. Mas ela me disse que ele já tinha uma vaga numa escolinha, que eu irei visitar em novembro.
Quando eu disse, que gostaria de colocar Clara na escolinha Montessori, esta mãe me disse:
- mas lá na Montessori não tem brinquedos, as crianças tem que aprender o tempo todo.
Eu, infelizmente, não me controlei e respondi:
- Brinquedos eles tem em casa. E criança gosta é de aprender. É por isso que a Alemanha está perdendo no ranking educacional mundial.
Ela saiu de perto de mim, sem se despedir. Uma outra mãe, Gabi, cujo filho, Niclas, também tem dois anos, estava próxima, ouviu nossa conversa, se aproximou de mim e ficamos conversando.
Por acaso lembrei que tinha lido no blog Pratica Radical o seguinte:
OCDE condena discriminação social no sistema escolar alemão
O sistema de enviar as crianças a partir de dez anos a diferentes tipos de escola, algo que existe somente na Alemanha e na Áustria, seria uma importante razão para a desigualdade de chances no sistema escolar alemão, avalia o relatório com base em diversos estudos recentes.Em nenhum outro país industrializado, a chance de êxito escolar de uma criança é tão dependente de sua origem social como na Alemanha, alerta a OCDE. Quanto mais cedo as crianças forem enviadas a escolas diferentes, pretensamente de acordo com seu talento, maior é o risco de equívocos por parte dos professores e dos pais.
Segundo avaliação da organização, o sistema escolar alemão não seria nada permeável. Para 60% dos escolares, uma posterior mudança de escola significa automaticamente um rebaixamento. Apenas 20% dos alunos que resolvem mudar passam para uma forma de escola que permite maior qualificação.
A matéria completa saiu no Deutsche Welle.

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