13 agosto 2010

pedalando pelos arredores de Berlim

Enquanto Clara brincava num parquinho lindo, aliás tem muitos parquinhos lindos e bem equipados em Berlim... neste aqui a área para jogar futebol é fechada com uma cerca de metal, então não tem perigo das crianças serem atingidas por bolas de futebol, como acontece muito no parquinho ao lado da minha casa em Aachen :-(



...eu fui visitar uma depiladora B R A S I L E I R A - tem várias em Berlim, isso é sonho de consumo aqui no meu interior alemão.Eu fui nesse aqui:



Depois desta visitinha de mulher, pegamos o carro, as bicicletas, capacetes, mochila com lanche, água, livros, etc, o GPS portátil e fomos dar uma volta no Schwielowsee.



O lago é lindo e apesar de ser época de férias, as ciclovias estavam vazias. Eu me impressionei com a quantidade de mesinhas-vendas em todos os lugares que passamos. Tinha de tudo: géleias, verduras, bolas de golfe (perto dum campo de golfe, com certeza alguém sai pegando as bolas que viraram "FORE"*) e, para meu desespero, mirabelas frescas, récem-colhidas, por 1,50 Euros a cestinha de mais de 1 Kg. Tudo no sistema de pegue e pague, baseado na honestidade do freguês - isso funcionará algum dia no Brasil?



*FORE = flying object reaching earth - expressão de golfe usada para avisar outros jogadores que tem uma bola voando e que eles podem ser atingidos rsrsrsrs deixem eu me exibir um pouquinho em inglês rsrsrs e no pouco conhecimento de golfe que tenho rsrsrs


Claro que foi impossível resistir às mirabelas. Clara comeu e adorou. Eu queria um pé no meu quintal, mas minha amiga Thamie disse que traz muita vespa, o que seria ruim para Clarinha.

Bem, o lago é lindo, a vista é fantástica e o passeio foi revigorante. Nossas impressões:



Depois de pedalar por todo o lago nós resolvemos continuar o caminho de bicicleta até um restaurante chamado Gut Schloss Golm. Infelizmente haviam duas recepções de casamento e o restaurante estava fechado para o público. Mas o gerente nos deu a dica de subir uma ponte e ir para Werder (Havel). A idéia de comer peixe fresco em algum lugar nos fez pedalar mais alguns quilômetros sem reclamar. Lá chegando passamos pela parte antiga da cidade e fomos para a beira do rio Havel, que é muito pitoresca e toda enfeitada com artesanato e arte. Olhem que banco louco, todo decorado com conchas e outros objetos do mar:


Escolhemos um restaurante de peixe pelo nome (Arielle) e apesar do ambiente ser bonito, eu não gostei da comida. O peixe estava bom, mas todo o resto deixou a desejar.


Ao invés de pedir sobremesa, sugeri que tomassemos um sorvete, pois eu tinha visto uma sorveteria com a cara de quem prometia algo bom.


O lugar tinha cara de sorveteria italiana de classe, olhem só o tipo de letra na fachada, já dá para notar um estilo diferente das demais sorveterias! E eu quase morri, pois minha fome não me permitia tomar mais que uma bola. Escolhi chocolate amargo com crocante de pistacho - estava dos Deuses! Tudo feito ali com ingredientes naturais, quase como os sorvetes de Riccardo em Halmstad, Suécia. Provei o de mascarpone com framboesas frescas e quase chorei pois seria impossível tomar mais um, mas pensei que poderíamos voltar alí outro dia e me consolei.

Pedalamos uns 10 Km de volta até o carro e retornamos ao AP em Berlim. Aninha, será que 10 Km de bici a uma velocidade média de 20 Km/h gasta as calorias de uma bola de sorvete?

Amanhã tem mais pessoal ;-) ah, e cliquem nas imagens para ampliar!!!!!


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11 agosto 2010

duas decepcoes e muita alegria em Berlim

Eu li um artigo sobre uma lojinha de Cupcakes em Berlim. Fiquei super curiosa, pois é algo que já pensei em montar por aqui (e continuo pensando).

O dia amanheceu nublado, com temperaturas amenas. Depois do café, alugamos uma bicicleta numa loja perto do AP onde estávamos e saímos rumo Berlin Friedrichshain. Era um passeio de mais ou menos 12 Km, do AP até a lojinha de cupcakes, pois é, Berlim é grande, só o aeroporto de Frankfurt é maior do que Berlim, né Guida?!


Logo de cara eu fiquei triste, pois só havia um tipo de massa e três tipos de cobertura. Mesmo assim, resolvemos encarar e escolhemos um sabor de cobertura para cada um: foram cupcakes de chocolate com cobertura de menta, manteiga de amendoim e chocolate ao leite. Achei a massa pesada, com gosto de massa de caixinha e a cobertura deixava a desejar. Faltava charme, carinho e detalhes. Comentário do meu marido, que é imparcial e diz na cara dura quando não gosta da minha comida: Os seus são mais gostosos. Clara beliscou e depois de duas mordiscadas, deixou tudo no prato. O café, o chá de hortelã e a Orangina serviram para nos dar energia para continuar pedalando pela cidade.

Talvez tenha sido azar nosso e uma outra visita prove o contrário.

Resolvemos voltar para casa passando pelo centro turístico. Como a filhota estava com um band-aid no dedo, parecia o tempo todo que ela estava fazendo um gesto obsceno. Fica aqui o registro do pedido: Clara mostra o dedinho machucado, por favor. O pai descarado, acompanhou o ensejo.


Daqui nós continuamos pedalando e vimos um lindo coração desenhado na grama e um veículo muito louco para passear pela cidade, é uma espécie de bicicleta para várias pessoas, além disso paramos para tomar uma cervejinha no Bundespressestrand (a foto foi tirada por Clara kkkk), enquanto ela se divertia no parquinho:






Voltamos para o AP com o bumbum dolorido de tanto pedalar, fomos numa espécie de lanchonete indiana e caímos na cama cedinho, pois o próximo dia prometia ser de muito sol e queríamos sair cedo para aproveitar a piscina do Strandbad Wannsee.

Quem tem filho pequeno acorda cedo, mas Clara acorda tarde, então saímos de casa quase 11 da matina. Lá chegando vimos que o Strandbad prometia ser legal, então alugamos um Standkorb, enchemos as bóias e Clarinha ficou brincando na água (gélida para mim, boa para ela). Depois, quando o sol saiu de verdade, a água esquentou e as algas apareceram à toda, deixando a água com limo e um cheiro estranho no ar. Ficamos (marido e eu) com nojo e resolvemos testar um restaurante recomendado pelos pais dele em Wildenbruch, que fica a 20 Km do lago Wannsee.

Surpresas boas de uma vez só: além de ter um parquinho super equipado e um jardim sem vespas, a comida do Zur Linde estava deliciosa e perto dali há um lago lindo, raso, de águas claras, chamado Seddiner See, onde fomos passear um pouco.


O placar ficou de 3 x 0 para as alegrias.

Voltamos para Berlim com muita energia e paz no coração. E decidimos fazer um passeio de bicicleta pelo Seddiner See no outro dia, mas isso é para amanhã, pessoal

10 agosto 2010

nois foi a capitá...

Sabe aquela coisa de quem mora no interior, que fica sem saber como andar numa rua movimentada, sem ter uma profusão de restaurantes legais para escolher, sem parques interessantes... pois é, nós fomos tirar a barriga da miséria passeando na capital, com direito a muitos passeios de bicicleta e coisas que só a cidade grande oferece.

Bem, Berlim é quase uma segunda moradia nossa. Nós temos um apartamento à nossa disposição em Berlim, de pessoas muito queridas, que nos dão moradia de graça sempre que queremos tomar banho de cidade grande. O apartamento inclui uma bicicleta masculina e um carro com equipamento para transportar 2 bicicletas. Então nós só precisamos alugar uma bicicleta para mim. A cadeirinha de Clara faz parte de nossa bagagem, na verdade mais da metade da mala do carro leva coisas para Clara: colchão de ar, boias, caminha de viagem, bicicleta sem pedal, brinquedos para brincar na areia, livros, boneca, joguinhos... Como nós chegamos num domingo e os donos do AP ainda estavam lá, nós saímos de metrô até a estação Zoo e alugamos duas bicicletas para darmos um passeio bem legal por alguns lugares turísticos da cidade.

Essa é chancelaria vista da margem do rio Spree. Para Clara esta é a casa onde mora Angela Merkel - gente, ela reconhece Angela Merkel e Barack Obama, sempre. Na verdade, ela fica perguntando: mamãe, quem é esse aí na TV/Jornal/Revista. Mas Angela Merkel e Obama são os favoritos!



Esse é o famoso Reichstag, que Christo e Jean Claude enrolaram, queimado pelos comunistas de acordo com os Nazistas e hoje ponto turístico. Tem filas enormes para subir na cúpula.E é possível visitá-lo durante as reuniões da câmara.


Na frente do Reichstag tinha esse rapaz, um vendedor ambulante! Sim, eles existem na Alemanha!!! Ele vendia água, refrigerantes e Brezels. E paquerava descaradamente todas - realmente TODAS - as meninas que passavam.


A política de Berlim é bem liberal para comércio, por isso existem tantas coisas diferentes do resto da república por lá (Olha a bici alugada do marido, que tinha cadeirinha acoplada atrás!, nós alugamos na Fat Tire). Foi caro, mas valeu o passeio.

Esta é a chancelaria vista do Reichstag, tem uma escultura de Eduardo Chillida na frente, que eu amooooo:



Daqui nós fomos para o Mauerpark, na antiga Berlim Oriental. Lá tem um mercado de pulgas e aos domingos acontece um karaokê muito louco, com latinos vendendo coquetéis e brezels, turcos vendendo cerveja, gente "catando latinha" e pessoas de todas as idades se divertindo à beça, mesmo com chuva:


Daqui nós resolvemos voltar para casa. E passamos por alguns lugares interessantes. Perto do Parque do Muro há um memorial nacional, com um centro para visitantes. O lugar é mórbido, percebe-se um que de tristeza nele:


Daqui nós seguimos de volta rumo a estação Zoo, que é onde Christiane F. se prostituia e drogava (até hoje jovens se drogam e prostituem na Bahnhof Zoo!), para devolver as bicicletas e passamos por:

café da Sarah Wiener, uma cozinheira que eu gosto muito, infelizmente estava fechado, clique na imagem para ver o menü e os precinhos camaradas mesmo:


nova estação central de trem, que fica na margem do rio Spree, pertinho do centro político da cidade:

Memorial lembrando a morte de Staufenberg e os outros oficiais que tentaram matar A. Hitler:

E enquanto isso, Clara dormia na cadeirinha:

E como os ursos são símbolo da cidade, não podia faltar um urso camuflado:



na entrada do Ministério da Defesa, tá aqui a prova:


Chegando finalmente à porta do zoológico com seus elefantes:


Para finalizar o dia com chave de ouro, testamos um restaurante italiano pertinho do apartamento, que se mostrou barato e delicioso. Fechamos o dia com panna cotta com calda de morangos:


Amanhã tem mais, pessoal!

05 agosto 2010

Tica, meu coracao está hoje com você

Hoje é um dia especial.

Uma das minhas queridas sobrinhas está festejando sua formatura. Agora ela é medica de bichos, diz Clarinha. Eu digo que a Bahia conta agora com uma veterinária muito competente, atenciosa e delicada.

Parabéns querida Tica.

Eu amo você e fico orgulhosa de ser sua tia.






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palmadas

calma, eu nunca apanhei e nem bati em Clara...

é que eu li um texto no blog da Lu Brasil, escrito por uma xará minha, Marcia, e resolvi publicar aqui.

E antes que alguém comente, pense um pouco e também me responda: Como explicar a uma criança que um adulto pode bater nela, mas ela não pode bater no colega/irmão?

...

5/05/2005 19:38:04
Um tapinha não doi…
…desde que não seja na sua bundinha!
Por muito tempo eu também pensava assim, que um tapinha às vezes é bem corretivo. Que
criança precisa. Eu também levava em conta a minha própria educação pessoal como algo
comum e aceitável ("não é porque apanhei que sou psicopata", "não é um tapa que torna alguém
agressivo" etc). Mas mudei de idéia depois de muito ler (e believe me, não foram poucos os
livros que li), participar de forums e assistir a muitos programas desse tipo.
Muitos pais explicam antes de bater, na hora que batem e depois que batem. A criança chora, se
cala e pára de fazer o que estava fazendo antes. Efetivo? Pode até ser. Ideal? Eu acho que não.
Com essa disciplina nenhuma dessas famílias conseguem ter o controle de suas crianças. A
criança continua mau-comportada, os pais estressadíssimos e a casa cheia de tensão.
Por exemplo: um escândalo comum é quando uma criança está brincando num playground e não
quer ir embora. Na disciplina de tapas, os pais chamam uma vez, duas, três. A criança ignora.
Os pais tentam carrega-la. Ela esperneia, chora e solta dos braços deles. E corre. Os pais correm
atrás, já putos da vida. Alcançam a criança e dão bronca. A criança se esgoela e chuta a perna
do pai/mãe. O pai/mãe então dá-lhe um tapa na bunda, fim da estória. É sempre mais fácil bater.
Plaft. Você fez isso, isso e isso e agora você vai ver. Plaft. Criança chorando, pais emputecidos.
Na disciplina sem violência, antes de sair de casa a criança recebe informações de quanto tempo
vai ficar no playground e o que vai fazer quando sair de lá (um lanche, alimentar os patos
apostar corrida com o pai, etc.). Já quase na hora de ir embora, um dos pais avisa a criança:
"daqui dez minutos a gente vai embora, o que você vai fazer nos seus dez minutos?". Passados
os dez minutos um dos pais sugere: "vamos ver se você consegue sair do playground e tocar na
minha mão em 20 segundos? Eu aposto que você não consegue ser tão rápido! 20, 19, 18, 17…"
Criança satisfeita, pais menos estressados. Mais trabalhoso? Sem dúvida. Mas quem disse que ia
ser fácil?
As crianças geralmente apresentam os mesmos problemas: escândalos em supermercados,
recusa ao fazer suas refeições, dramas na hora de ir dormir, brigas na hora de trocar de roupa,
violência, gritos, mordidas, tapas, cuspes, chutes e palavrões. E o mais impressionante, ao meu
ver, é que quem precisa mudar de comportamento são os pais, não os pequenos. E em todos os
casos, quando os pais mudam a atitude, os filhos mudam de forma espantosa. Sim, exatamente,
a culpa é dos pais, sinto muito. Para os psicólogos, não existe essa coisa de "ah, minha filha é
geniosa mesmo, não posso fazer nada". Pode sim. Pode fazer muito.
Uma das primeiras regras é de nunca, jamais bater em sua criança. A não ser que você queira ter
um mini pitbull em casa que vai aprender a bater nos irmãos, nos colegas, na professora e em
tudo mais que estiver pela frente. Geralmente os pais que batem (com um tapa na bunda ou
espancam até sangrar), querem simplesmente "mostrar quem manda" ou então "mostrar que a
criança merece ser punida". Mas no fundo, a grande verdade é que em cada tapa os pais estão
dizendo "eu não sei mais o que fazer e estou frustrada e com raiva, então eu bato em você
porque você provocou esse sentimento de impotência em mim que eu não suporto admitir". E
para a criança agredida, a mensagem é "se tudo mais falhar, parta para a violência física".
A partir dessa primeira regra, o resto é disciplina em si. Quase todas as crianças problemáticas
estão gritando a todo pulmão o mesmo: me dê limites, me dê atenção, me dê seu amor. Elas
precisam desses três aspectos, em doses iguais. Dê muito limite e pouco amor e elas se
revoltam. Dê muita atenção e nenhum limite ("ai filhinho, não fura o olhinho da mamãe não, tá
bom..?") e elas se revoltam. Dê limite, dê amor, mas nunca tenha tempo pra brincar e elas se
revoltam.
E para dar conta desse delicado equilíbrio, os pais precisam ser determinados em manter suas atitudes sempre coerentes: punir sem violência física ou voz alterada quando o comportamento for inaceitável, elogiar efusivamente quando o comportamento for bom e verbalizar "eu amo você" sempre que seu coração disser.
Para punir sem violência existem um bilhão de recursos em milhares de livros de disciplina,
cada família tem que escolher o que melhor funciona para si. Mas e quanto aos outros dois
aspectos? Muitos pais dizem "ah ele sabe que eu o amo, não preciso dizer" e não conseguem pôr
esse sentimento em palavras. Surprise, surprise mas a criança não, não sabia que os pais a
amavam e por isso se mostrava tão violenta. Ou então, frente ao bom comportamento, muitos
não se dão ao trabalho de elogiar, como se fosse a obrigação mesmo da criança se comportar.
"Olha, olha, comi essa cenoura", dizia a menina, cheia de orgulho. "Mmf, termina o resto,
anda", foi a resposta que recebeu. Por que diabos eu iria comer outra cenoura??
Isso é só um exemplo de uma situação banal. Há obviamente muitos outros problemas além de
deixar um playground. E para cada caso, para cada criança, há opções de disciplina que são
efetivas e controladoras. Basta pesquisar, basta ler, basta manter a cabeça um pouco mais além
dos nossos próprios conceitos arraigados.
O mundo deu muitas voltas desde a nossa geração e muito mais voltas desde a geração anterior.
Antes era comum ajoelhar no milho. Antes era comum sentar na frente da classe com um
chapéu em formato de cone escrito "burro". Antes era comum levar reguada da professora.
Antes era normal o marido bater na mulher para mantê-la nos eixos. "Ah, mas é diferente".
Diferente como? Desde a criança que vai parar no pronto socorro com o nariz quebrado até a
criança que ficou com a bunda rosada por causa de um tapinha, todas elas têm o mesmo em
comum: o medo. Medo da dor, medo de apanhar de novo, medo dos pais não a amarem mais,
medo.
Sinto muito, mas não concordo com esse discurso de que a criança que apanha e recebe
explicações de porquê está apanhando vai entender e aprender. Se ela tem capacidade de
entender e aprender, então por que não explicar, com voz firme, com bronca, com castigos
(sentar sozinha, confiscar brinquedo, tirar privilégios), ao invés de bater? Aonde foi que eu
perdi a explicação que prega que sentir dor diz mais do que palavras e atitudes?
Quanto ao que as crianças se tornam depois que crescem é uma outra história. Crescemos e nos
tornamos adultos com diferentes atitudes, diferentes traumas e diferentes formas de pensar
levando em conta um mundo de diferentes aspectos do nosso ambiente e acontecimentos da
nossa vida. Mas pensar que a criança que apanha não vai carregar nenhum trauma por causa
disso — porque afinal é tão normal! — na sua vida adulta é muito errado. Há traumas em
menores escalas, mais brandas, mais escondidas, mais enterradas lá no fundo do seu
subconsciente. Medo, dor, estarrecimento e humilhação são grandes ferramentas para
desequlibrar qualquer auto-estima. Não é porque isso não aconteceu com você que apanhou e é
super normal e confiante em si que não vai acontecer com quem você bate. Porque você não é a
outra pessoa e não sabe nem nunca vai saber como a mente do agredido funciona ou vai
funcionar.
Anyway, tudo isso que eu escrevi aqui não é para agredir ninguém e nem fazer ninguém se
sentir culpado por ter eventualmente usado a disciplina da chinelada. Cada um faz o que é o
melhor para a sua família, levando em conta a informação que tem ou teve em seu tempo. Cada
um escolhe como educar e disciplinar seus filhos, netos, sobrinhos, afilhados e eu não tenho
absolutamente nada com isso. Como você foi educado ou como educou seus filhos já é passado,
ninguém pode mudar. Mas há muitas famílias que podem se beneficiar com essas novas formas
disciplinares. Há muitas famílias que precisam desesperadamente de ajuda de terapeutas. Há
muitas famílias que simplesmente não querem dar tapa, mas querem crianças disciplinadas. E
por que não darmos algum apoio? Por que não aceitar o novo? Por que não incentivar essas
famílias a ao menos tentarem? Por que em tudo temos que ser "contra ou a favor"? Por que não
podemos simplesmente entender que há outros meios atualmente?
A minha intenção aqui, é chamar a atenção para algo que está mudando. Ao invés de rebater
tudo o que escrevi aqui diarréicamente, tentem ao menos refletir sobre o assunto, tentem ao
menos ler os links , ler os conselhos dos especialistas, os casos de cada familia. Antes de abrir a
janela de comentários, pare e pense se realmente você já estudou os dois lados para defender
suas idéias ou se sua opinião é apenas baseada na sua experiência, que sinto dizer, mas pode
estar um pouco defasada.
Conhecimento nunca é em vão. Converse nos fórums, fale com especialistas, conheça as
famílias, assista aos programas. Deixe de lado a idéia de que terapeutas são idiotas que só
querem ganhar dinheiro. Deixe de lado a idéia de que o que você acredita é sempre o certo.
Deixe de lado a rigidez da opinião popular. Porque o mundo muda, as idéias surgem, o ser
humano evolui.
Eu talvez não sobreviva para ver isso, mas quero um mundo mais consciente de suas atitudes e conseqüências, um mundo que respeite os limites e direitos de cada ser vivo, um mundo onde levantar a mão para bater seja só para fazer pão. Eu devo mesmo estar atirando uma só estrela- do-mar de volta no oceano. Mas mesmo assim. Ainda assim.

23 julho 2010

presentinho

Eu ganhei um livro sobre bolos, bolinhos e biscoitos decorados de presente de aniversário.

Há algum tempo que eu vinha namorando a idéia de fazer biscoitos decorados com glacê. Aproveitei a despedida de Clara do grupinho, comprei uma tábua cor de rosa (tipo esta) só que com dois perequitinhos totalmente fofos e fiz uns biscoitos para a professora e organisadora do grupo.

Acho que ela gostou.



Não dá para ver direito, mas eu escrevi "D A N K E" (obrigada) com os corações.
Fiz também algumas flores decoradas.


Infelizmente eu esqueci de fotografar e só depois de empacotados foi que eu lembrei da existência da máquina fotográfica. :-( Acontece.

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22 julho 2010

organizando

Quando eu li no "chega de bagunça" sobre a idéia de fazer um quadrinho para organizar presilhas, eu guardei a idéia e fiquei pensando num jeito de fazer um para Clara.

Hoje eu tomei disposição e fiz um. Eu usei manta acrílica para forrar o fundo, um pedaço de veludo vermelho escuro, umas fitas prateadas, uma moldura cinza, que estava guardada e sem uso, e um pouquinho de cola e ficou assim:



Na foto apareceu um reflexo nas lantejoulas, mas a fita é totalmente prateada. Quem sabe a loirinha agora se anima a colocar as presilhas no local certo ao invés de escondê-las no tanque do bobbycar ou dentro das bolsas da mamãe.

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hiponga...

Quando ela quer brincar de modelo, ela faz caras e bocas!







Mas eu me acabo mesmo é quando ela fala: Mamãe, eu quero minha faixa para colocar assim feito "ripí", mamãe!

Será que ser hippie e perua ao mesmo tempo dá certo?

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viagem...

A 40 km daqui de casa tem uma região linda. E foi lá que nós fomos passear.





Alugamos um pedalinho e passamos quase uma hora neste lago.



Essa bicicleta sem pedal é ótima para exercitar o equilíbrio e fazer com que as crianças percorram grandes distâncias sem perceber. O capacete é necessário, os óculos, apesar de parecerem piruice pura, também são necessários para proteger do sol.



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19 julho 2010

ontem eu fui assim...

Ana K., minha amiga chique, personal trainer, doce de pessoa e hiper bem informada, abriu um blog no estilo "Eu fui assim", passem lá para ver os looks bem transados dela. Aninha, sabe aquela peça da Mavi? Ou usa ou vende pra mim, viu!

Bem, Clara viu as fotos e disse: Eu também tenho bolsa e óculos escuros. Daí eu pensei em colocar um look aqui para vocês verem.

Ocasião: Festa de encerramento da escolinha



Chápeu: C&A

Óculos: DM

Vestido de algodão xadrez verde com bordado em ponto smoking/casinha de abelha: Estilista desconhecida de Queimadas-Ba - só minha querida irmã Lucinha é que pode dizer o nome

Sapato: Melissinha

Bolsa: Marlene Mora, SP - irmã da dinda Sandra, que tem loja virtual

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17 julho 2010

comentários anônimos

Desde que o haloscan passou a ser pago, eu resolvi colocar comentários moderados aqui no blog.

E normalmente eu ignoro comentários anônimos. Mas hoje, depois de pedalar quilômetros e mais quilômetros à beira de um lindo rio, muito calma e com muita paz no coração, decidi comentar sobre os comentários anônimos, afinal o blog é meu, né?!

Bem, mesmo existindo a possibilidade de deixar um comentário anônimo, caso você queira receber uma resposta ou mesmo que o comentário seja publicado neste blog, por favor, utilize um pouco de netiqueta e deixe seu nome ou seu email. Eu posso apagá-lo, caso você queira.

No. 1: banana da terra na Alemanha pode ser Kochbanane, Gemüsebanane, Mehlbanane, Pisangfeige ou Platanen e normalmente é vendida em lojas asiáticas, africanas e brasileiras.

No. 2: A você que deixou este comentário muito rude:

"Estava dando uma olhada em seu blog, linkei pelo chocolatria e quando chego no final me deparo com esse vídeo sobre Serra.Ai, ai , ai , ai. A ficha caiu na hora gentiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii: a vida toda bonitinha, lavando pratos no final da festinha, fazendo não sei o que de conchinha, fadinha rosa, tudo muito limpo, tudo muito equilibrado e perfeitinho, isto é, o mundo melhor. Mas aí o diabo, ou melhor a diaba mostrou um rabicó. Não gosta de Xuxa? ai Deus. Mostrando Serra, não é. Esquerdista de terceira categoria, comunista cega tinha que ser afinal estao na alemanha."

Nao sou esquerdista, nem de primeira, nem de segunda e nem de terceira categoria. Acho que o comunismo, como todo movimento radical, é uma droga. Assim como tudo em excesso é sobra e o que sobra, normalmente acaba indo pro lixo.

Sim, nao gosto de Xuxa, mas achei bem legal a resposta dela a Serra. Teria publicado também se fosse uma resposta de Xuxa a Dilma, a Lula ou à Rainha da Inglaterra. Sou sim a favor da escolha da mulher e por isso publiquei.

Eu vivo aqui e voto aqui e caso você queira saber para quem eu voto, seja mais gentil, identifique-se e podemos conversar por email. A política tanto no Brasil quanto na Alemanha é algo nojento e esse blog é familiar, por isso preferiria uma conversa num clima mais particular.

Beijinhos e bom domingo a todos.