28 outubro 2010

passeando

Eu moro na fronteira da Alemanha com Bélgica e Holanda. Sair daqui para fazer compras no estrangeiro é mais fácil do que sair de Brotas para o Bonfim. E agora, a capital da França ficou mais perto da minha cidade, pois uma linha de trem com trilhos de alta-velocidade foi inaugurada. Então daqui ir a Paris é mais rápido do que ir daqui para Frankfurt ou tão rápido quanto ir de Salvador a São Paulo de avião Guarulhos.

Nós 3 tínhamos porém muita bagagem e algo muito frágil para carregar. Fomos de carro, mas o marido retornou dois dias depois, enquanto Clara e eu demos uma esticadela, voltando de trem, na linha rápida, e em 2 horas e 35 minutos estávamos no quentinho de nossa casa.

Ir a Paris é delicioso. A cidade é linda, vibrante e sempre temos algo a descobrir. Nem é preciso ter um motivo especial. Mas havendo um aniversário a ser comemorado, é melhor ainda.


Minha querida Magda, madrinha de Clara, resolveu se dar de presente uma viagem a Paris. Olha a cara de felicidade dela. Esta foto foi prometida a uma amiga nossa rsrsrs.

Ela passou quase o dia inteiro carregando os balões que Clara deu a ela.


Meu irmão mais velho, Guilherme, que, além de irmão, é meu padrinho, aproveitou e pegou carona com Magda. Guilherme é engenheiro e ficou encantado com as construções, as máquinas que vimos, com o metro, com a torre Eifel. Além disso ele se divertiu com Clarinha, que já está com saudade e contando os dias para revê-lo.

Oi nós, a família trapo inteirinha, no hotel, onde Magda e Guilherme ficaram. Maridão e eu ficamos num apartamento, bem pertinho. A idéia de alugar um apartamento em Paris foi ótima. Aconselho a quem queira passar uma semana, a procurar por esta opcao. O apartamento que ficamos era uma quitinete, bem modernosa, totalmente equipada com direito a TV a cabo, iPad, rede wireless e podia-se contratar serviço de café da manha, limpeza diária, etc, etc. E tudo isso por um preço hiper-camarada.

Impressões da viagem:

Magda e Clara juntas, grudaram uma na outra como chiclete.

E vamos passear por Paris. Do Quartier Latin até o Arco do Triumfo

Buquê na margem do Sena. Alguém sabe o porque?
Nas Tulherias, haviam esculturas modernas junto com as antigas. E esse passarinho que eu achei fofo.
Pausa para aquecer, tomar Orangina, vinho, café crème e se divertir.
Mal paramos para fotografar a placa e encontramos com brasileiros da Maricota, que estavam na FIAL.
E lá está ele, majestoso, o arco do triumfo.
Nosso apartamento era pertinho do Panteão

E para circular usamos o metro, trens da RER... Vamos até a Sacre Cour????
Turistas por toda parte, muitos brasileiros e um céu lindo!
Para recarregar as baterias, mexilhões com fritas (moules frites)

Marcia, baila, Elle danse aussi tres bien...
... ups, Clara baila...


E voltemos a passear pelo Quartier Latin, voilá La Sourbonne

Guilherme como nosso transportador oficial de Clara

E Jorge que fez carinho na perna dela e ela dormiu...


E agora de ônibus, para vermos Paris por cima...
É possível comprar tickets online para subir a Torre Eifel, com horário marcado.

Estava frio e ventando muito, mas a vista é imperdível
O Brasil está longe, o Brasil está aqui...

14 outubro 2010

Se os tradutores de filmes fossem baianos...

Baianês é uma língua especial, diferente do português falado e nem sempre é conhecido por todos os baianos.

Mas se os tradutores de filmes fossem baianos, os nomes seriam outros:


Uma linda mulher - A nega é toda boa

Velocidade Máxima – O Buzu Avionado

Os Bons Companheiros – Os Corrente

O Paizão – O Grande Painho

A Morte Pede Carona – A Misera Quer Pongar

Ghost – O Encosto

O Poderoso Chefão 1 – ACM

O Poderoso Chefão 2 – ACM Júnior

O Poderoso Chefão 3 – ACM Neto

O Exorcista – O Lá Ele

Táxi Driver – O Taquiceiro

Corra Que A Policia Vem Aí – Se Pique Que Os Homi Tão Descendo

O Senhor dos Anéis – O Coroa Dos Balangandan

Janela Indiscreta – Vizinho Na Cocó

Velozes e Furiosos – Ariscos e Virados No Estopô

Esqueceram de Mim – Me Crocodilaram

Forrest Gump – O Culhudeiro

Clube da Luta – Os Comedor de Pilha

O Cavaleiro das Trevas – O Jagunço do Breu

Cidade de Deus – Bairro da Paz

O Que É Isso, Companheiro! – Colé de mermo, véi!

O fim dos dias - Nós "tamo" é lascado

Mamma Mia! - O pai, ó

Turistas - Os gringo

2012 - Não vá que é esparro!

Guerra dos mundos - Hoje tem Ba x Vi

O Chamado - Venha cá, véio

O Chamado 2- Se chegue logo, mano

À beira da loucura - Tu tá é muito doido!

Horas de horror - Na MIRA

12 outubro 2010

chegou

Eu estou aderindo totalmente à compras via internet.

E hoje chegou minha encomenda...


uma bolsa Wave, preta, da Mandarina Duck:


Mandarina Duck é uma grife italiana, lancada em 1977 em Bologna, Itália. Eu aderi numa época em que eu era vegetariana xiita, pois era uma marca que fazia bolsas só com sintéticos. Hoje eles trabalham também com couro. E eu hoje em dia como carne, mais ou menos no estilo de Johnathan Safran Foer.

Oh Happy Dayyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy, oh happy dayyyyyyyyyyyyyyyyyy

vou sair, vou passear, tudo pode acontecer...
tô na rua, na lua, no mar, na ladeira...

Posted by Picasa

04 outubro 2010

escondidinha

Posted by Picasa

Gente, eu estou sumida, sim, mas não estou escondidinha feito carne de sol embaixo de purê de aipim (olha a saudade apertando, tem mais de um ano que fui ao Brasil buahhhhhhhhh minha saudade aparece nos desejos de comida brasileira).

Tenho andado bem ocupada: procurando emprego, monitorando e formando o blog de maquiagem para colocá-lo realmente na internet, cuidando bastante da filhota, organizando coisas de casa e as duas próximas viagens nossas - surprise, surprise.

No momento, deveria estar escrevendo vários textos e fotografando um trilhão de produtos. Porém com o marido trabalhando muito e viajando em excesso, a responsabilidade com Clara, casa e etcs. dobra. O mundo virtual acaba ficando realmente virtual, pois a realidade pede comida, roupa lavada, tardes nos parquinhos, aula de capoeira, meu treino na academia e a tentativa de aprender salsa.

Infelizmente gerenciamento de tempo á frente do computador não é o meu forte. Eu sou bem social, não gosto de ficar arisca, mas sem o computador ligado eu sou mais produtiva. Desculpem a minha ausência. Eu sempre penso em vocês. Depois eu vou postar umas artes que andei fazendo ;-)

Beijos mil!

01 outubro 2010

acenda uma vela...


Amanhã, sábado, dia 2. de outubro de 2010,  às 16 horas aqui na Alemanha (11 h no Brasil) eu acenderei uma vela para o irmão de uma amiga. Ele se foi há muito tempo, do mesmo modo que meu filho, porém infelizmente não há quase nenhuma lembrança de sua passagem nesta terra. Este é o meio que minha amiga escolheu para dizer-lhe adeus. Hoje ela ligou pedindo que eu acendesse uma luz para seu irmão, chamado por ela de Michael, já que sua mãe nem nome pode dar-lhe. Esta será nossa forma de ajudá-la a dizer adeus e pedir que seu caminho no céu esteja iluminado por todas as luzes amigas.
Posted by Picasa

24 setembro 2010

maquiagens, amigas, etc.

Depois de passar por um período de inferno astral (disse uma amiga que isso acontece) e ficarmos doentes com viroses que pareciam durar para sempre, estamos voltando à rotina.

Juntei-me com Drika, uma amiga que a-do-ra maquiagens, e vamos disponibilizar produtos alemães em breve num outro site.

Visitem o nosso blog.

Para participar do sorteio e ganhar várias coisinhas legais, visite o canal da Drika no YouTube e deixe um comentário no vídeo do sorteio.



Tente sua sorte. Em breve os produtos estarão online.

Até lá, deixo vocês com as palavras de Vanessa da Mata...

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte!

10 setembro 2010

das coisas da vida...

Clarinha está frequentando um Kindergarten, ou seja, uma escolinha. O sistema usado é Montessoriano.

Nas duas primeiras semanas ela entrava sem problemas, dizia: tchau mamãe! e ia embora. Daí na semana passada ela chorou muito, dizia que queria ficar em casa comigo. Eu simplesmente ignorei seus apelos. Deixava ela em mãos da professora e em menos de 10 segundos o choro acabava. Me escondi e cronometrei o tempo de choro: 6 segundos! Quando eu ia buscar, ela nem queria parar de brincar.

Esta semana ela voltou a se despedir na porta, jogando beijinho e dizendo tchau mamãe, sem fazer bico, sem chorar, toda alegre e satisfeita. Ontem eu quase morri de susto quando cheguei para pegá-la: Clara estava carregando uma tigela relativamente grande, de VIDRO, cheia de ÁGUA pela sala do grupo até a pia do banheiro. Daí ela voltou toda serelepe e entregou a tigela para a "professora".

Nesta escolinha eles almoçam juntos e a comida está vindo de um serviço de banquete orgânico. A comida é vegetariana, para não causar problemas entre vegetarianos, muçulmanos e indianos, que frequentam a escola. Eu achei bem legal esta decisão.

Depois de descansar um pouco, nós saímos à tarde para ir ao parquinho perto de casa. Ao chegar lá vimos que algumas crianças amigas estavam brincando na rua. Acabamos ficando por ali com bicicletas, carrinhos "bobby-car", patinetes e bolas espalhados pela rua. Deixa eu explicar melhor este tipo de rua, antes que vovó Hilda tenha um ataque de nervos. Sua neta estava num lugar muito calmo, viu vovó!

Aqui tem umas ruas com uma placa assim:


Nestas ruas pedestres tem preferência. Carros só podem circular entre 4 a 10 Km/h. E crianças podem brincar. Normalmente é uma área somente residencial, com pouco acesso de carros. E assim é a rua do parquinho.

Chega um, sai outro,o número de brinquedos aumentava rapidamente e de repente chegou uma garota com uma corda bem comprida. Dois minutos depois lá estava eu pulando corda no meio da rua, ensinando duas meninas a entrarem e saírem enquanto a corda estava em movimento.

Só não consegui me lembrar das músicas que cantávamos para pular corda. Alguém lembra?

08 setembro 2010

I am a dumb user...

Meu notebook, que já tem uma certa idade, deu tilt. Parou tudo, nada funcionava.

Por isso eu sumi.

Tive de formatar o disco rígido e instalar Windows outra vez. Ainda estou voltando ao normal.

Por isso fiquei sem responder emails, sem comentar em blogs amigos, sem enviar fotos para a família.

Quando tudo estiver reinstalado, eu termino a odisseia a Berlim e retorno à programação normal.

Enquanto isso, vou malhar.

Beijos!

13 agosto 2010

pedalando pelos arredores de Berlim

Enquanto Clara brincava num parquinho lindo, aliás tem muitos parquinhos lindos e bem equipados em Berlim... neste aqui a área para jogar futebol é fechada com uma cerca de metal, então não tem perigo das crianças serem atingidas por bolas de futebol, como acontece muito no parquinho ao lado da minha casa em Aachen :-(



...eu fui visitar uma depiladora B R A S I L E I R A - tem várias em Berlim, isso é sonho de consumo aqui no meu interior alemão.Eu fui nesse aqui:



Depois desta visitinha de mulher, pegamos o carro, as bicicletas, capacetes, mochila com lanche, água, livros, etc, o GPS portátil e fomos dar uma volta no Schwielowsee.



O lago é lindo e apesar de ser época de férias, as ciclovias estavam vazias. Eu me impressionei com a quantidade de mesinhas-vendas em todos os lugares que passamos. Tinha de tudo: géleias, verduras, bolas de golfe (perto dum campo de golfe, com certeza alguém sai pegando as bolas que viraram "FORE"*) e, para meu desespero, mirabelas frescas, récem-colhidas, por 1,50 Euros a cestinha de mais de 1 Kg. Tudo no sistema de pegue e pague, baseado na honestidade do freguês - isso funcionará algum dia no Brasil?



*FORE = flying object reaching earth - expressão de golfe usada para avisar outros jogadores que tem uma bola voando e que eles podem ser atingidos rsrsrsrs deixem eu me exibir um pouquinho em inglês rsrsrs e no pouco conhecimento de golfe que tenho rsrsrs


Claro que foi impossível resistir às mirabelas. Clara comeu e adorou. Eu queria um pé no meu quintal, mas minha amiga Thamie disse que traz muita vespa, o que seria ruim para Clarinha.

Bem, o lago é lindo, a vista é fantástica e o passeio foi revigorante. Nossas impressões:



Depois de pedalar por todo o lago nós resolvemos continuar o caminho de bicicleta até um restaurante chamado Gut Schloss Golm. Infelizmente haviam duas recepções de casamento e o restaurante estava fechado para o público. Mas o gerente nos deu a dica de subir uma ponte e ir para Werder (Havel). A idéia de comer peixe fresco em algum lugar nos fez pedalar mais alguns quilômetros sem reclamar. Lá chegando passamos pela parte antiga da cidade e fomos para a beira do rio Havel, que é muito pitoresca e toda enfeitada com artesanato e arte. Olhem que banco louco, todo decorado com conchas e outros objetos do mar:


Escolhemos um restaurante de peixe pelo nome (Arielle) e apesar do ambiente ser bonito, eu não gostei da comida. O peixe estava bom, mas todo o resto deixou a desejar.


Ao invés de pedir sobremesa, sugeri que tomassemos um sorvete, pois eu tinha visto uma sorveteria com a cara de quem prometia algo bom.


O lugar tinha cara de sorveteria italiana de classe, olhem só o tipo de letra na fachada, já dá para notar um estilo diferente das demais sorveterias! E eu quase morri, pois minha fome não me permitia tomar mais que uma bola. Escolhi chocolate amargo com crocante de pistacho - estava dos Deuses! Tudo feito ali com ingredientes naturais, quase como os sorvetes de Riccardo em Halmstad, Suécia. Provei o de mascarpone com framboesas frescas e quase chorei pois seria impossível tomar mais um, mas pensei que poderíamos voltar alí outro dia e me consolei.

Pedalamos uns 10 Km de volta até o carro e retornamos ao AP em Berlim. Aninha, será que 10 Km de bici a uma velocidade média de 20 Km/h gasta as calorias de uma bola de sorvete?

Amanhã tem mais pessoal ;-) ah, e cliquem nas imagens para ampliar!!!!!


Posted by Picasa

11 agosto 2010

duas decepcoes e muita alegria em Berlim

Eu li um artigo sobre uma lojinha de Cupcakes em Berlim. Fiquei super curiosa, pois é algo que já pensei em montar por aqui (e continuo pensando).

O dia amanheceu nublado, com temperaturas amenas. Depois do café, alugamos uma bicicleta numa loja perto do AP onde estávamos e saímos rumo Berlin Friedrichshain. Era um passeio de mais ou menos 12 Km, do AP até a lojinha de cupcakes, pois é, Berlim é grande, só o aeroporto de Frankfurt é maior do que Berlim, né Guida?!


Logo de cara eu fiquei triste, pois só havia um tipo de massa e três tipos de cobertura. Mesmo assim, resolvemos encarar e escolhemos um sabor de cobertura para cada um: foram cupcakes de chocolate com cobertura de menta, manteiga de amendoim e chocolate ao leite. Achei a massa pesada, com gosto de massa de caixinha e a cobertura deixava a desejar. Faltava charme, carinho e detalhes. Comentário do meu marido, que é imparcial e diz na cara dura quando não gosta da minha comida: Os seus são mais gostosos. Clara beliscou e depois de duas mordiscadas, deixou tudo no prato. O café, o chá de hortelã e a Orangina serviram para nos dar energia para continuar pedalando pela cidade.

Talvez tenha sido azar nosso e uma outra visita prove o contrário.

Resolvemos voltar para casa passando pelo centro turístico. Como a filhota estava com um band-aid no dedo, parecia o tempo todo que ela estava fazendo um gesto obsceno. Fica aqui o registro do pedido: Clara mostra o dedinho machucado, por favor. O pai descarado, acompanhou o ensejo.


Daqui nós continuamos pedalando e vimos um lindo coração desenhado na grama e um veículo muito louco para passear pela cidade, é uma espécie de bicicleta para várias pessoas, além disso paramos para tomar uma cervejinha no Bundespressestrand (a foto foi tirada por Clara kkkk), enquanto ela se divertia no parquinho:






Voltamos para o AP com o bumbum dolorido de tanto pedalar, fomos numa espécie de lanchonete indiana e caímos na cama cedinho, pois o próximo dia prometia ser de muito sol e queríamos sair cedo para aproveitar a piscina do Strandbad Wannsee.

Quem tem filho pequeno acorda cedo, mas Clara acorda tarde, então saímos de casa quase 11 da matina. Lá chegando vimos que o Strandbad prometia ser legal, então alugamos um Standkorb, enchemos as bóias e Clarinha ficou brincando na água (gélida para mim, boa para ela). Depois, quando o sol saiu de verdade, a água esquentou e as algas apareceram à toda, deixando a água com limo e um cheiro estranho no ar. Ficamos (marido e eu) com nojo e resolvemos testar um restaurante recomendado pelos pais dele em Wildenbruch, que fica a 20 Km do lago Wannsee.

Surpresas boas de uma vez só: além de ter um parquinho super equipado e um jardim sem vespas, a comida do Zur Linde estava deliciosa e perto dali há um lago lindo, raso, de águas claras, chamado Seddiner See, onde fomos passear um pouco.


O placar ficou de 3 x 0 para as alegrias.

Voltamos para Berlim com muita energia e paz no coração. E decidimos fazer um passeio de bicicleta pelo Seddiner See no outro dia, mas isso é para amanhã, pessoal

10 agosto 2010

nois foi a capitá...

Sabe aquela coisa de quem mora no interior, que fica sem saber como andar numa rua movimentada, sem ter uma profusão de restaurantes legais para escolher, sem parques interessantes... pois é, nós fomos tirar a barriga da miséria passeando na capital, com direito a muitos passeios de bicicleta e coisas que só a cidade grande oferece.

Bem, Berlim é quase uma segunda moradia nossa. Nós temos um apartamento à nossa disposição em Berlim, de pessoas muito queridas, que nos dão moradia de graça sempre que queremos tomar banho de cidade grande. O apartamento inclui uma bicicleta masculina e um carro com equipamento para transportar 2 bicicletas. Então nós só precisamos alugar uma bicicleta para mim. A cadeirinha de Clara faz parte de nossa bagagem, na verdade mais da metade da mala do carro leva coisas para Clara: colchão de ar, boias, caminha de viagem, bicicleta sem pedal, brinquedos para brincar na areia, livros, boneca, joguinhos... Como nós chegamos num domingo e os donos do AP ainda estavam lá, nós saímos de metrô até a estação Zoo e alugamos duas bicicletas para darmos um passeio bem legal por alguns lugares turísticos da cidade.

Essa é chancelaria vista da margem do rio Spree. Para Clara esta é a casa onde mora Angela Merkel - gente, ela reconhece Angela Merkel e Barack Obama, sempre. Na verdade, ela fica perguntando: mamãe, quem é esse aí na TV/Jornal/Revista. Mas Angela Merkel e Obama são os favoritos!



Esse é o famoso Reichstag, que Christo e Jean Claude enrolaram, queimado pelos comunistas de acordo com os Nazistas e hoje ponto turístico. Tem filas enormes para subir na cúpula.E é possível visitá-lo durante as reuniões da câmara.


Na frente do Reichstag tinha esse rapaz, um vendedor ambulante! Sim, eles existem na Alemanha!!! Ele vendia água, refrigerantes e Brezels. E paquerava descaradamente todas - realmente TODAS - as meninas que passavam.


A política de Berlim é bem liberal para comércio, por isso existem tantas coisas diferentes do resto da república por lá (Olha a bici alugada do marido, que tinha cadeirinha acoplada atrás!, nós alugamos na Fat Tire). Foi caro, mas valeu o passeio.

Esta é a chancelaria vista do Reichstag, tem uma escultura de Eduardo Chillida na frente, que eu amooooo:



Daqui nós fomos para o Mauerpark, na antiga Berlim Oriental. Lá tem um mercado de pulgas e aos domingos acontece um karaokê muito louco, com latinos vendendo coquetéis e brezels, turcos vendendo cerveja, gente "catando latinha" e pessoas de todas as idades se divertindo à beça, mesmo com chuva:


Daqui nós resolvemos voltar para casa. E passamos por alguns lugares interessantes. Perto do Parque do Muro há um memorial nacional, com um centro para visitantes. O lugar é mórbido, percebe-se um que de tristeza nele:


Daqui nós seguimos de volta rumo a estação Zoo, que é onde Christiane F. se prostituia e drogava (até hoje jovens se drogam e prostituem na Bahnhof Zoo!), para devolver as bicicletas e passamos por:

café da Sarah Wiener, uma cozinheira que eu gosto muito, infelizmente estava fechado, clique na imagem para ver o menü e os precinhos camaradas mesmo:


nova estação central de trem, que fica na margem do rio Spree, pertinho do centro político da cidade:

Memorial lembrando a morte de Staufenberg e os outros oficiais que tentaram matar A. Hitler:

E enquanto isso, Clara dormia na cadeirinha:

E como os ursos são símbolo da cidade, não podia faltar um urso camuflado:



na entrada do Ministério da Defesa, tá aqui a prova:


Chegando finalmente à porta do zoológico com seus elefantes:


Para finalizar o dia com chave de ouro, testamos um restaurante italiano pertinho do apartamento, que se mostrou barato e delicioso. Fechamos o dia com panna cotta com calda de morangos:


Amanhã tem mais, pessoal!

05 agosto 2010

Tica, meu coracao está hoje com você

Hoje é um dia especial.

Uma das minhas queridas sobrinhas está festejando sua formatura. Agora ela é medica de bichos, diz Clarinha. Eu digo que a Bahia conta agora com uma veterinária muito competente, atenciosa e delicada.

Parabéns querida Tica.

Eu amo você e fico orgulhosa de ser sua tia.






Posted by Picasa

palmadas

calma, eu nunca apanhei e nem bati em Clara...

é que eu li um texto no blog da Lu Brasil, escrito por uma xará minha, Marcia, e resolvi publicar aqui.

E antes que alguém comente, pense um pouco e também me responda: Como explicar a uma criança que um adulto pode bater nela, mas ela não pode bater no colega/irmão?

...

5/05/2005 19:38:04
Um tapinha não doi…
…desde que não seja na sua bundinha!
Por muito tempo eu também pensava assim, que um tapinha às vezes é bem corretivo. Que
criança precisa. Eu também levava em conta a minha própria educação pessoal como algo
comum e aceitável ("não é porque apanhei que sou psicopata", "não é um tapa que torna alguém
agressivo" etc). Mas mudei de idéia depois de muito ler (e believe me, não foram poucos os
livros que li), participar de forums e assistir a muitos programas desse tipo.
Muitos pais explicam antes de bater, na hora que batem e depois que batem. A criança chora, se
cala e pára de fazer o que estava fazendo antes. Efetivo? Pode até ser. Ideal? Eu acho que não.
Com essa disciplina nenhuma dessas famílias conseguem ter o controle de suas crianças. A
criança continua mau-comportada, os pais estressadíssimos e a casa cheia de tensão.
Por exemplo: um escândalo comum é quando uma criança está brincando num playground e não
quer ir embora. Na disciplina de tapas, os pais chamam uma vez, duas, três. A criança ignora.
Os pais tentam carrega-la. Ela esperneia, chora e solta dos braços deles. E corre. Os pais correm
atrás, já putos da vida. Alcançam a criança e dão bronca. A criança se esgoela e chuta a perna
do pai/mãe. O pai/mãe então dá-lhe um tapa na bunda, fim da estória. É sempre mais fácil bater.
Plaft. Você fez isso, isso e isso e agora você vai ver. Plaft. Criança chorando, pais emputecidos.
Na disciplina sem violência, antes de sair de casa a criança recebe informações de quanto tempo
vai ficar no playground e o que vai fazer quando sair de lá (um lanche, alimentar os patos
apostar corrida com o pai, etc.). Já quase na hora de ir embora, um dos pais avisa a criança:
"daqui dez minutos a gente vai embora, o que você vai fazer nos seus dez minutos?". Passados
os dez minutos um dos pais sugere: "vamos ver se você consegue sair do playground e tocar na
minha mão em 20 segundos? Eu aposto que você não consegue ser tão rápido! 20, 19, 18, 17…"
Criança satisfeita, pais menos estressados. Mais trabalhoso? Sem dúvida. Mas quem disse que ia
ser fácil?
As crianças geralmente apresentam os mesmos problemas: escândalos em supermercados,
recusa ao fazer suas refeições, dramas na hora de ir dormir, brigas na hora de trocar de roupa,
violência, gritos, mordidas, tapas, cuspes, chutes e palavrões. E o mais impressionante, ao meu
ver, é que quem precisa mudar de comportamento são os pais, não os pequenos. E em todos os
casos, quando os pais mudam a atitude, os filhos mudam de forma espantosa. Sim, exatamente,
a culpa é dos pais, sinto muito. Para os psicólogos, não existe essa coisa de "ah, minha filha é
geniosa mesmo, não posso fazer nada". Pode sim. Pode fazer muito.
Uma das primeiras regras é de nunca, jamais bater em sua criança. A não ser que você queira ter
um mini pitbull em casa que vai aprender a bater nos irmãos, nos colegas, na professora e em
tudo mais que estiver pela frente. Geralmente os pais que batem (com um tapa na bunda ou
espancam até sangrar), querem simplesmente "mostrar quem manda" ou então "mostrar que a
criança merece ser punida". Mas no fundo, a grande verdade é que em cada tapa os pais estão
dizendo "eu não sei mais o que fazer e estou frustrada e com raiva, então eu bato em você
porque você provocou esse sentimento de impotência em mim que eu não suporto admitir". E
para a criança agredida, a mensagem é "se tudo mais falhar, parta para a violência física".
A partir dessa primeira regra, o resto é disciplina em si. Quase todas as crianças problemáticas
estão gritando a todo pulmão o mesmo: me dê limites, me dê atenção, me dê seu amor. Elas
precisam desses três aspectos, em doses iguais. Dê muito limite e pouco amor e elas se
revoltam. Dê muita atenção e nenhum limite ("ai filhinho, não fura o olhinho da mamãe não, tá
bom..?") e elas se revoltam. Dê limite, dê amor, mas nunca tenha tempo pra brincar e elas se
revoltam.
E para dar conta desse delicado equilíbrio, os pais precisam ser determinados em manter suas atitudes sempre coerentes: punir sem violência física ou voz alterada quando o comportamento for inaceitável, elogiar efusivamente quando o comportamento for bom e verbalizar "eu amo você" sempre que seu coração disser.
Para punir sem violência existem um bilhão de recursos em milhares de livros de disciplina,
cada família tem que escolher o que melhor funciona para si. Mas e quanto aos outros dois
aspectos? Muitos pais dizem "ah ele sabe que eu o amo, não preciso dizer" e não conseguem pôr
esse sentimento em palavras. Surprise, surprise mas a criança não, não sabia que os pais a
amavam e por isso se mostrava tão violenta. Ou então, frente ao bom comportamento, muitos
não se dão ao trabalho de elogiar, como se fosse a obrigação mesmo da criança se comportar.
"Olha, olha, comi essa cenoura", dizia a menina, cheia de orgulho. "Mmf, termina o resto,
anda", foi a resposta que recebeu. Por que diabos eu iria comer outra cenoura??
Isso é só um exemplo de uma situação banal. Há obviamente muitos outros problemas além de
deixar um playground. E para cada caso, para cada criança, há opções de disciplina que são
efetivas e controladoras. Basta pesquisar, basta ler, basta manter a cabeça um pouco mais além
dos nossos próprios conceitos arraigados.
O mundo deu muitas voltas desde a nossa geração e muito mais voltas desde a geração anterior.
Antes era comum ajoelhar no milho. Antes era comum sentar na frente da classe com um
chapéu em formato de cone escrito "burro". Antes era comum levar reguada da professora.
Antes era normal o marido bater na mulher para mantê-la nos eixos. "Ah, mas é diferente".
Diferente como? Desde a criança que vai parar no pronto socorro com o nariz quebrado até a
criança que ficou com a bunda rosada por causa de um tapinha, todas elas têm o mesmo em
comum: o medo. Medo da dor, medo de apanhar de novo, medo dos pais não a amarem mais,
medo.
Sinto muito, mas não concordo com esse discurso de que a criança que apanha e recebe
explicações de porquê está apanhando vai entender e aprender. Se ela tem capacidade de
entender e aprender, então por que não explicar, com voz firme, com bronca, com castigos
(sentar sozinha, confiscar brinquedo, tirar privilégios), ao invés de bater? Aonde foi que eu
perdi a explicação que prega que sentir dor diz mais do que palavras e atitudes?
Quanto ao que as crianças se tornam depois que crescem é uma outra história. Crescemos e nos
tornamos adultos com diferentes atitudes, diferentes traumas e diferentes formas de pensar
levando em conta um mundo de diferentes aspectos do nosso ambiente e acontecimentos da
nossa vida. Mas pensar que a criança que apanha não vai carregar nenhum trauma por causa
disso — porque afinal é tão normal! — na sua vida adulta é muito errado. Há traumas em
menores escalas, mais brandas, mais escondidas, mais enterradas lá no fundo do seu
subconsciente. Medo, dor, estarrecimento e humilhação são grandes ferramentas para
desequlibrar qualquer auto-estima. Não é porque isso não aconteceu com você que apanhou e é
super normal e confiante em si que não vai acontecer com quem você bate. Porque você não é a
outra pessoa e não sabe nem nunca vai saber como a mente do agredido funciona ou vai
funcionar.
Anyway, tudo isso que eu escrevi aqui não é para agredir ninguém e nem fazer ninguém se
sentir culpado por ter eventualmente usado a disciplina da chinelada. Cada um faz o que é o
melhor para a sua família, levando em conta a informação que tem ou teve em seu tempo. Cada
um escolhe como educar e disciplinar seus filhos, netos, sobrinhos, afilhados e eu não tenho
absolutamente nada com isso. Como você foi educado ou como educou seus filhos já é passado,
ninguém pode mudar. Mas há muitas famílias que podem se beneficiar com essas novas formas
disciplinares. Há muitas famílias que precisam desesperadamente de ajuda de terapeutas. Há
muitas famílias que simplesmente não querem dar tapa, mas querem crianças disciplinadas. E
por que não darmos algum apoio? Por que não aceitar o novo? Por que não incentivar essas
famílias a ao menos tentarem? Por que em tudo temos que ser "contra ou a favor"? Por que não
podemos simplesmente entender que há outros meios atualmente?
A minha intenção aqui, é chamar a atenção para algo que está mudando. Ao invés de rebater
tudo o que escrevi aqui diarréicamente, tentem ao menos refletir sobre o assunto, tentem ao
menos ler os links , ler os conselhos dos especialistas, os casos de cada familia. Antes de abrir a
janela de comentários, pare e pense se realmente você já estudou os dois lados para defender
suas idéias ou se sua opinião é apenas baseada na sua experiência, que sinto dizer, mas pode
estar um pouco defasada.
Conhecimento nunca é em vão. Converse nos fórums, fale com especialistas, conheça as
famílias, assista aos programas. Deixe de lado a idéia de que terapeutas são idiotas que só
querem ganhar dinheiro. Deixe de lado a idéia de que o que você acredita é sempre o certo.
Deixe de lado a rigidez da opinião popular. Porque o mundo muda, as idéias surgem, o ser
humano evolui.
Eu talvez não sobreviva para ver isso, mas quero um mundo mais consciente de suas atitudes e conseqüências, um mundo que respeite os limites e direitos de cada ser vivo, um mundo onde levantar a mão para bater seja só para fazer pão. Eu devo mesmo estar atirando uma só estrela- do-mar de volta no oceano. Mas mesmo assim. Ainda assim.