Há algumas semanas eu estava de saída com Clara. Tinha pensado em colocá-la no carrinho e ir comprar aspargos numa barraquinha perto daqui de casa.
Ao fechar a porta, lembrei que o carrinho dela estava na mala do carro. A cadeirinha do carro estava no carro de meu marido. A preguiça ou comodismo me levaram a colocá-la dentro da mala, aberta é claro, enquanto eu armava o carrinho. Ela até então não ficava em pé, o que me dava liberdade suficiente de abrir a parte inferior e montar a parte superior! O carrinho é ótimo, mas é um trambolho e, sem estar desmontado, não cabe na mala do meu carro.
Bem, quando terminei de montar o carrinho, percebi que alguém me olhava. Do outro lado da rua uma mãe com seu respectivo filho, que estava aconchegado num carrinho igual ao de Clara, ria. Falei com ela, ri, me apresentei, apresentei Clara e por isso ficou.
Umas semanas depois ela passou na porta de minha casa e eu estava do lado de fora. Ficamos conversando, trocamos telefone e marcamos um café. Hoje ela passou aqui em casa com o filho (7 meses e meio). Conversa vai, conversa vem, ela me perguntou:
- Onde vocês moravam antes?
"Perto do supermercado Hit, conhece?"
- Claro, eu morava naquele bairro antes de casar. Em que lugar exatamente.
"Na rua anterior."
- Ah, perto do campo de futebol? "Sim, exatamente em frente."
- Eu tenho uma amiga, que morou naquela casa branca. "Nós também morávamos naquela casa branca."
- Ela comprou uma casa em A. e teve mais um filho.
"Ah, a Anna. Nós alugamos o apartamento dela."
Conversa vai, conversa vem, eu comento em português com Clara:
"Clara, você hoje já brincou com diversas crianças, Till, Lynn."
Ao que ela me diz: Meu filho tem uma amiguinha chamada Lynn.
Eu perguntei: Mas não é filha de F., é?
Ela: É, da F.L. sim.
Eu: É minha colega de trabalho.
Quantas voltas o mundo dá?
29 maio 2008
28 maio 2008
Eu estava passeando com Clara pelo meu bairro, quando vi essa planta aqui:
De longe eu pensei, nossa que folhas enormes, que planta linda. E logo depois ouvi todos os alarmes soando no meu cérebro: Sai de perto, Marcia! Isso é um Riesenbärenklau, Heracleum mantegazzianum, giant hogweg, branca-ursina gigante, planta invasora, originária da Rússia, altamente tóxica! O contato com qualquer parte desta planta e depois exposição ao sol causa queimaduras terríveis. Em dias quentes basta você estar perto da planta para ter problemas respiratórios. Pessoas sensíveis reagem sem calor e sem luz solar!
Mandei um email ontem para a Secretaria de Meio-Ambiente da cidade, com a foto anexada, informando onde vi tal planta. Hoje pela manhã recebi uma resposta informando que uma equipe irá ao local retirar a planta e queimá-la. Haverá um monitoramento do local, pois se não a tirarem direito, ela brotará outra vez.
Flora invasora é um problema sério!
---
Ontem me aconteceu uma coisa inédita.
Quando estive em Salvador com Clara, as pessoas olhavam para mim, olhavam para Clara e tornavam a olhar para mim como se estivessem se perguntando: ela é a mãe ou a babá.
Eu estava parada esperando o sinal abrir, Clara bem acomodada, cochilando no carrinho, quando um homem parou ao meu lado e falou:
Como foi que a Senhora conseguiu este bebê?
Fiquei surpresa e falei: Desculpe, não lhe ouvi. Ao que ele retrucou:
A Senhora é morena, eu sou louro, minha mulher é loura e meus filhos são todos morenos, como é que a Senhora conseguiu fazer este bebê louro assim?
Eu quase morri de rir. O sinal abriu e ele continuou falando: Minha mulher ficaria louca por uma menina de cachinhos louros. Ela é linda, que Deus a abençoe, boa sorte.
---
Faltou colocar maçã na receita da salada!!!!!!!!!! Rabanete, mini nabo, maçã, eu usei Gala!, semente de papoula. Bom apetite!
26 maio 2008
A vida está um turbilhão. Clara está num famoso pico de desenvolvimento.
Ela não quer ficar parada, tenta andar, caí o tempo todo e por isso chora, quando chora quer colo, quando está no colo puxa minha blusa e quer peito. Mas é assim a vida, linda, maravilhosa, fatigante e recompensante. Se não fosse assim, eu não teria tanta alegria.

Finalmente o primeiro dente de Clara apontou no horizonte gengival inferior direito! Ela aprendeu a dizer não. Diz Nein e não e balança a cabeça. Eu filmei com o celular, vou tentar postar o vídeo mais tarde.

Desculpem a falta de emails, de fotos, de repostas aos comentários.
---
@Claudia: gorduras estão normais. Repetirei o exame daqui a 1 mês, mas a médica acha que foi erro do laboratório.
@Moradora da França, que desejam doar medula: Procure o France Adot mais próximo de você.
---
Pérola ouvida na loja de sapatos (não achei um que prestasse, mas fui numa outra loja e comprei um par de tênis, verde-escuro, lindo!) - A avó falando para o filho: Ela (a netinha de 1 ano) tem que parar de chorar e ficar aqui no meu colo, enquanto você olha os sapatos e ponto final!
Eu olhei para o pai e ele me olhou com um olhar de quem queria matar a mãe, deu um sorriso e disse: Ela não precisa chorar à toa. Venha meu bem, vamos olhar juntos.
E a velha, até enxuta, ficou com cara de tacho.
---
Conversa com o marido, que chegou em casa depois de pedalar 23 km, num percurso difícil:
Amor, quer salada?
Ele me olha como se eu lhe tivesse torturando e pergunta: Com que? Ovos, atum?
Eu penso na fome dele, mas tenho certeza que o atum não combinará com o que tenho em mente, e digo: Posso colocar atum num prato à parte, ok?
E eis o que preparei:

Rabanetes e mini-nabos orgânicos e super-picantes, ovos orgânicos postos hoje por galinhas felizes, sementes de papoula, queijo-fresco, iogurte natural, óleo de canola, azeite de oliva, um tiquinho de mostarda de Dijon (deliciosa viu Cissa!), flor de sal, pimenta-do-reino moída na hora e folhas de alface. Ficou parecendo uma maionese! O óleo de canola eu usei pouquinho, só pelos ômegas da vida.
Ele olhou, comeu, nem pensou no atum e disse: é, realmente, o atum estragaria o sabor.
Sobremesa: abacaxi e morangos frescos. E eu, escondida, comi ainda um pedacinho de chocolate.
Finalmente o primeiro dente de Clara apontou no horizonte gengival inferior direito! Ela aprendeu a dizer não. Diz Nein e não e balança a cabeça. Eu filmei com o celular, vou tentar postar o vídeo mais tarde.
Desculpem a falta de emails, de fotos, de repostas aos comentários.
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@Claudia: gorduras estão normais. Repetirei o exame daqui a 1 mês, mas a médica acha que foi erro do laboratório.
@Moradora da França, que desejam doar medula: Procure o France Adot mais próximo de você.
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Pérola ouvida na loja de sapatos (não achei um que prestasse, mas fui numa outra loja e comprei um par de tênis, verde-escuro, lindo!) - A avó falando para o filho: Ela (a netinha de 1 ano) tem que parar de chorar e ficar aqui no meu colo, enquanto você olha os sapatos e ponto final!
Eu olhei para o pai e ele me olhou com um olhar de quem queria matar a mãe, deu um sorriso e disse: Ela não precisa chorar à toa. Venha meu bem, vamos olhar juntos.
E a velha, até enxuta, ficou com cara de tacho.
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Conversa com o marido, que chegou em casa depois de pedalar 23 km, num percurso difícil:
Amor, quer salada?
Ele me olha como se eu lhe tivesse torturando e pergunta: Com que? Ovos, atum?
Eu penso na fome dele, mas tenho certeza que o atum não combinará com o que tenho em mente, e digo: Posso colocar atum num prato à parte, ok?
E eis o que preparei:
Rabanetes e mini-nabos orgânicos e super-picantes, ovos orgânicos postos hoje por galinhas felizes, sementes de papoula, queijo-fresco, iogurte natural, óleo de canola, azeite de oliva, um tiquinho de mostarda de Dijon (deliciosa viu Cissa!), flor de sal, pimenta-do-reino moída na hora e folhas de alface. Ficou parecendo uma maionese! O óleo de canola eu usei pouquinho, só pelos ômegas da vida.
Ele olhou, comeu, nem pensou no atum e disse: é, realmente, o atum estragaria o sabor.
Sobremesa: abacaxi e morangos frescos. E eu, escondida, comi ainda um pedacinho de chocolate.
22 maio 2008
Existem coisas muito mais importantes no mundo do que explicar para os outros algo sobre café.
Sabe o que é leucemia? Sabe que mata? Sabe que você pode salvar a vida de uma pessoa com leucemia? Para tanto cadastre-se como doador de médula óssea. A medula óssea é o tecido que produz as células do sangue.
É, existe uma pequena probabilidade de que você seja um possível doador de médula óssea. No Brasil é 1 para 1 milhão. Para fazer o que se chama de tipagem HLA (Antígenos de Histocompatibilidade) só é necessário você fazer um exame de sangue, com 10ml de seu sangue você já está ajudando alguém.
O doador fica cadastrado no REDOME - Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea - e poderá ser chamado para a doação, quando seu Sistema HLA for compatível com o sistema HLA do paciente que necessita do transplante.
Existem duas formas de doar medula: A punção direta da medula é realizada com agulha, na região da bacia e retira-se uma quantidade de "tutano" (medula) equivalente à uma bolsa de sangue, este procedimento dura em média 40 minutos. É feito sob anestesia, retira-se cerca de 10% da medula e dentro de 2 semanas você já está com 100% de sua medula, sadia, fresquinha, pronta para atacar os germes invasores.
Mais moderno e mais usado atualmente é coleta pela veia, que é realizada pela máquina de aferese. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula a proliferação das células mãe, que migram da medula para as veias e são filtradas. Este processo dura em média 4 horas, sem anestesia, sem problemas para você.
É uma vergonha num país como no Brasil só existirem 300.000 pessoas cadastradas como doadores. Mostre sua coragem e sua boa vontade, cadastre-se.
Procure um hemocentro na sua cidade. Informe-se, informe seus amigos e parentes (todos entre 18 e 55 anos podem doar). Mais infos aqui. Se você mora na Alemanha, procure seu médico. Aqui você terá que pagar pela tipagem (50 Euros), pois o seguro saúde não cobre as despesas de laboratório.
Se quiserem saber um pouco sobre a vida com leucemia, visitem o blog do Felipe.
Eu sou cadastrada desde 1988, mas infelizmente ninguém compatível precisou de minha ajuda. Sou também doadora de orgãos. E pretendo daqui a 2 meses doar sangue.
Quando Fê morreu, eu tomei umas 10 conservas de sangue. Agradeço todos os dias aos doadores, que me salvaram.
Vá lá agora, tentar ajudar alguém. Um dia pode ser alguém próximo seu, que será ajudado.
21 maio 2008
Eu, durante minha juventude, nunca chamei meu pai ou minha mãe de reacionários. Agora eu descobri que eu sou reacionária. Gente do céu, eu sou conservadora, ortodoxa, eu gosto de manter certas coisas do jeitinho de antigamente. Sou extremamente tradicionalista, principalmente com nomes e receitas.
Aos quinze anos eu ganhei um frasco de Rive Gauche, um perfume de Yves Saint Laurent. Na época eu nem tinha idéia de que o perfume era francês e paguei um mico ao contar o fato para minha querida irmã. Pior do que este só nosso amigo André, que nos contou estar lendo um romance muito lindo de Goéti!
Eu não gosto de ler e nem de ouvir palavras escritas ou faladas erradas quando oriundas de outros idiomas. Ouvir um alemão falar Rio de Janeiro é uma tortura! Ser convidada para comer uma feijoada na Suécia e ser servida de feijão com costela de porco defumada e peixe - cozidos juntos! - foi um horror!
Champagne pra mim é vinho francês, produzido na região de Champagne e todos os outros vinhos borbulhantes, frizantes são espumantes. Mas só quem provar uma cristal rosé brut vai saber a diferença entre uma boa champagne e aquele espumante colorido artificialmente vendido por aí.
Me acho toda, sim! Eu disse a mim mesma que só usaria um colar de pérolas falsas quando eu tivesse um de pérolas verdadeiras. Trabalhei, juntei dinheiro e comprei um! Hoje posso me dar o luxo de usar pérolas falsas, gigantes, a la Grace Kelly. Se for para me embriagar, que seja com champagne. Se for para comer besteiras, que seja um chocolate Godiva. Sou toda sim! Pois quando somos iniciados em coisas boas, fica muito mais difícil continuar no "feijão de gorgulho com farinha embolorada" de todos os dias.
Por que todo esse desabafo? Porque visitando um site, que eu visito sempre, li que alguém combinou café solúvel, leite em pó, achocolatado e bicarbonato de sódio e deu a isso o nome de cappuccino. Ao comentar que aquilo poderia ser tudo, menos cappuccino recebi várias alfinetadas!
Pois é, cappuccino sempre foi e será uma bebida italiana, que consiste em um terço de café expresso, um terço de leite vaporizado e um terço de espuma de leite vaporizado.
Acho que podemos inovar, mas se algo já é quase perfeito posso modificá-lo, e se tenho criatividade para tanto, terei também para um nome.
Assinado: Marcia, a que se achou há muito tempo e que continua toda!
Ah, isso é um caffellàtte!
Aos quinze anos eu ganhei um frasco de Rive Gauche, um perfume de Yves Saint Laurent. Na época eu nem tinha idéia de que o perfume era francês e paguei um mico ao contar o fato para minha querida irmã. Pior do que este só nosso amigo André, que nos contou estar lendo um romance muito lindo de Goéti!
Eu não gosto de ler e nem de ouvir palavras escritas ou faladas erradas quando oriundas de outros idiomas. Ouvir um alemão falar Rio de Janeiro é uma tortura! Ser convidada para comer uma feijoada na Suécia e ser servida de feijão com costela de porco defumada e peixe - cozidos juntos! - foi um horror!
Champagne pra mim é vinho francês, produzido na região de Champagne e todos os outros vinhos borbulhantes, frizantes são espumantes. Mas só quem provar uma cristal rosé brut vai saber a diferença entre uma boa champagne e aquele espumante colorido artificialmente vendido por aí.
Me acho toda, sim! Eu disse a mim mesma que só usaria um colar de pérolas falsas quando eu tivesse um de pérolas verdadeiras. Trabalhei, juntei dinheiro e comprei um! Hoje posso me dar o luxo de usar pérolas falsas, gigantes, a la Grace Kelly. Se for para me embriagar, que seja com champagne. Se for para comer besteiras, que seja um chocolate Godiva. Sou toda sim! Pois quando somos iniciados em coisas boas, fica muito mais difícil continuar no "feijão de gorgulho com farinha embolorada" de todos os dias.
Por que todo esse desabafo? Porque visitando um site, que eu visito sempre, li que alguém combinou café solúvel, leite em pó, achocolatado e bicarbonato de sódio e deu a isso o nome de cappuccino. Ao comentar que aquilo poderia ser tudo, menos cappuccino recebi várias alfinetadas!
Pois é, cappuccino sempre foi e será uma bebida italiana, que consiste em um terço de café expresso, um terço de leite vaporizado e um terço de espuma de leite vaporizado.
Acho que podemos inovar, mas se algo já é quase perfeito posso modificá-lo, e se tenho criatividade para tanto, terei também para um nome.
Assinado: Marcia, a que se achou há muito tempo e que continua toda!
Ah, isso é um caffellàtte!
20 maio 2008
Eu moro num bairro muito tranqüilo. Por aqui temos quase tudo e sempre que possível vou a pé para quase todos os lugares.
Ontem nós fomos ao oftalmologista. Coloquei Clara no carrinho e demos um passeio até o médico, pois a volta seria num horário de soneca dela. É fomos mesmo, no plural, pois nós duas fizemos exames. O médico foi muito legal, atencioso e engraçado, ele brincou muito com Clara enquanto a examinava. Eu fiquei me perguntando como seria, mas foi tudo muito simples.
Ele é cheio de truques, já que ela não iria conseguir dizer para ele se estava vendo os números e letras. Primeiro ele deu a ela uma placa, um pouco maior que um cartão postal, com um holograma. Ela tentou pegar as coisas que via: estrela, bola, casinha. Depois ele mostrou a ela uma espécie de caneta com uma lanterna na ponta em forma de dragão, que abria e fechava a boca. E para terminar a enfermeira ficou atrás dele mostrando e escondendo uns bonecos para chamar a atenção de Clara.
Daqui a seis meses nós voltaremos lá, pois a pequena demonstrou ter herdado meu astigmatismo, mas talvez ela melhore sozinha.
Minha visão continua a mesma, estagnou nos últimos três anos. Eu estou usando óculos diferentes para trabalhar no computador e para ler. E os óculos normais eu uso para dirigir, ir ao supermercado e nada mais. Talvez isso tenha ajudado.
Conversamos sobre laser e ele me disse que se tivesse o meu problema ele esperaria ainda alguns anos antes de fazer a operação, confirmando a minha suspeita de que a técnica para astigmatismo ainda não está totalmente desenvolvida.
19 maio 2008
Passamos uma semana viajando.
Primeiro fomos visitar nossa querida amiga semi-francesa. Depois fomos para o norte da Alemanha onde meu marido participou de um torneio amistoso de hockey de campo.
Por isso andamos sumidos do mapa!
Primeiro fomos visitar nossa querida amiga semi-francesa. Depois fomos para o norte da Alemanha onde meu marido participou de um torneio amistoso de hockey de campo.
Por isso andamos sumidos do mapa!
12 maio 2008
09 maio 2008
Conversa com minha mama hoje:
"Mãezinha, peraê que Clara quer mamar."
- Ela está mamando direito?
e ao fundo eu escuto Conceição perguntar:
Mas Clara ainda mama?
, ao que minha mãe retruca:
_ E só vai parar quando ela quiser, né Marcia?! Lembre-se de que sua irmã amamentou os três por muito mais que 18 meses!
Precisa saber algo mais? Sábia D. Hilda, sábia Dra. Magda.
---
Eu adoro estas flores:
Dicentra eximia - será que tem no Brasil?
Para mim elas são o prenúncio da primavera nesta terra. Dizem aqui que a primavera é a estação do amor, a seiva corre, os pássaros brincam e os homens se amam.
Os bichos também!

---
Preciso urgentemente de uma camera decente!
"Mãezinha, peraê que Clara quer mamar."
- Ela está mamando direito?
e ao fundo eu escuto Conceição perguntar:
Mas Clara ainda mama?
, ao que minha mãe retruca:
_ E só vai parar quando ela quiser, né Marcia?! Lembre-se de que sua irmã amamentou os três por muito mais que 18 meses!
Precisa saber algo mais? Sábia D. Hilda, sábia Dra. Magda.
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Eu adoro estas flores:
Para mim elas são o prenúncio da primavera nesta terra. Dizem aqui que a primavera é a estação do amor, a seiva corre, os pássaros brincam e os homens se amam.
Os bichos também!
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Preciso urgentemente de uma camera decente!
08 maio 2008
Ontem à tarde eu fui na casa de uma amiga bater um papo. Enquanto nós tomávamos um café e comíamos melão geladinho,, fresquinho, colhido no Vale do São Franscisco, e nada ecológico, Clara e o filho dela brincavam no terraço. Só depois de algum tempo foi que percebemos que tudo estava cheio de poeira, pois tinham uns homens trabalhando na casa ao lado.
Ela adorou brincar com este carrinho, conhecido na Alemanha por Bob Car.
Ao voltar para casa tomamos banho, vesti-lhe um pijama e deixei-a brincando no quarto. A porta do guarda-roupa estava fechada, mas não totalmente e Clara a abriu e resolveu "arrumar" minhas roupas:

Tenho que deixar, pois faz parte de seu desenvolvimento. Clara, a exploradora! como diria o marido de tia-dinda Sandra. ;-)
Mas o que eu queria deixar registrada foi a pérola que ouvi na casa da amiga acima. Conversa entre as duas mães, Marcia e a amiga, cujo filho tem 7 meses e meio:
Ela me perguntou: _ Marcia, você ainda amamenta?
"Sim, ainda bem, pois agora que ela esteve doente, ela só queria peito e nada mais. Porque?"
- Porque eu estou pensando em parar de amamentar meu filho.
"Ah, é. Mas porque? Você não está mais a fim, ou é pelo que você está escutando de outrem?" - detalhe, a sogra dela estava sentada conosco no terraço, enquanto o sogro podava umas plantas no jardim.
A amiga sem graça, respondeu: _ Eu não sei direito, fico assim pensando.
"Olha, S., a OMS aconselha você a amamentar por no mínimo dois anos."
Sogrita com cara de espanto: Mas nós não estamos na África!
E eu com cara de cínica: "Mas enquanto minha filha não mugir, ela não beberá leite de vaca"
Minha amiga quase morreu de rir. A sogra ficou quieta e nada mais comentou. Claro que eu não sou radical assim. Eu adoro leite, sem ele meu café não é café, meu mingau não é mingau. Gente, eu sou mingauhólica, seja de aveia, tapioca, milho, eu tomo mingau de manhã. E se não tiver mingau, tem müsli, sempre com leite. Mas eu tinha que dar uma resposta meio grossa, pois percebi que era a sogra que estava colocando minhocas na cabeça dessa amiga. Saí de lá pensando que apesar de Clara ter se sujado toda, a visita velheu a pena!
Ao voltar para casa tomamos banho, vesti-lhe um pijama e deixei-a brincando no quarto. A porta do guarda-roupa estava fechada, mas não totalmente e Clara a abriu e resolveu "arrumar" minhas roupas:
Tenho que deixar, pois faz parte de seu desenvolvimento. Clara, a exploradora! como diria o marido de tia-dinda Sandra. ;-)
Mas o que eu queria deixar registrada foi a pérola que ouvi na casa da amiga acima. Conversa entre as duas mães, Marcia e a amiga, cujo filho tem 7 meses e meio:
Ela me perguntou: _ Marcia, você ainda amamenta?
"Sim, ainda bem, pois agora que ela esteve doente, ela só queria peito e nada mais. Porque?"
- Porque eu estou pensando em parar de amamentar meu filho.
"Ah, é. Mas porque? Você não está mais a fim, ou é pelo que você está escutando de outrem?" - detalhe, a sogra dela estava sentada conosco no terraço, enquanto o sogro podava umas plantas no jardim.
A amiga sem graça, respondeu: _ Eu não sei direito, fico assim pensando.
"Olha, S., a OMS aconselha você a amamentar por no mínimo dois anos."
Sogrita com cara de espanto: Mas nós não estamos na África!
E eu com cara de cínica: "Mas enquanto minha filha não mugir, ela não beberá leite de vaca"
Minha amiga quase morreu de rir. A sogra ficou quieta e nada mais comentou. Claro que eu não sou radical assim. Eu adoro leite, sem ele meu café não é café, meu mingau não é mingau. Gente, eu sou mingauhólica, seja de aveia, tapioca, milho, eu tomo mingau de manhã. E se não tiver mingau, tem müsli, sempre com leite. Mas eu tinha que dar uma resposta meio grossa, pois percebi que era a sogra que estava colocando minhocas na cabeça dessa amiga. Saí de lá pensando que apesar de Clara ter se sujado toda, a visita velheu a pena!
07 maio 2008
Perder é um verbo interessante.
Origina-se do latim "perdere" (tirado do Priberam)
v. tr.,
ser privado de coisa que se possuía; deixar de ter, de gozar; não aproveitar; deixar fugir; dar cabo de; dissipar; destruir; causar a ruína de; conduzir à perdição; corromper; desgraçar; desmerecer; descair no conceito; sofrer dano, quebra ou diminuição de; esquecer-se de; deixar de observar, de seguir, de prestar atenção a; empregar sem proveito (o tempo, o esforço, etc. );
v. int.,
ter prejuízo pecuniário; ser suplantado por um concorrente; ser vencido ao jogo; desmerecer;
v. refl.,
desaparecer; extraviar-se; corromper-se; arruinar-se; desgraçar-se; atrapalhar-se;
ficar absorvido; ficar desnorteado.
a - de vista: ao longe; muito longe; muito vasto, extenso;
deitar a -: arruinar; corromper; desgraçar;
ficar a -: ficar em desvantagem; ficar prejudicado em merecimento;
não as -: não perder a oportunidade de vingar-se ou de tirar compensação ou proveito próprio;
- -se por (alguém): gostar muito (de alguém), ao ponto de se fazer sacrifícios.
Eu não perdi um filho. Eu ganhei um filho, que vive comigo num outro plano sentimental. Fui privada dos meus sonhos, caí num abismo de tristeza e solidão, mas não o perdi. Ele está aqui comigo, guardado em meu coração, que hoje está bem colado, rachado como uma cerâmica em craquelê, mas que já esteve despedaçado de dor e sofrimento.
Às vezes eu olho para Clara e vejo Frederico, imagino como ele teria sido, como teria sorrido, imagino-o fazendo as gracinhas que ela faz. Outras vezes penso nele já grande, completando seus sete anos de vida, vejo-o brincando com sua irmã, reclamando pois ela pegou algum brinquedo seu. É, Frederico faria 7 sete anos em julho deste ano.
Os dias em sua maioria são fáceis de lidar. Carrego comigo a dor da perda dos sonhos, carrego comigo a falta de não ter podido tê-lo por mais tempo comigo. E várias vezes sinto meu coração apertar ao olhar para Clara e pensar em Fê - é assim que eu o chamo, Fê.
Tive a oportunidade de tê-lo comigo durante 36 semanas e infelizmente ele se foi. Claro que cogito se não poderia ter sido diferente, se houvessem diagnosticado o Mal de Leiden e a deficiência de Proteína S antes e eu tivesse feito a profilaxia durante a gravidez; se o hospital fosse mais perto, se, se e se. Mas são tantos os "se"s que é melhor agregar os pensamentos em volta da frase: 'eu tenho um filho num outro plano sentimental', pois do contrário eu ficaria dando voltas e mais voltas ao redor de perguntas sem respostas e meras cogitações, que nada me acrescentam.
Ele se foi um dia depois do nosso casamento. Desci do pico da felicidade para o abismo da solidão. Na hora em que cheguei ao hospital e vi na tela do aparelho de ultrasonografia que seu coração não batia, eu quis morrer. Eu pedi para morrer. Tudo no mundo perdeu a graça pois a tela mostrava que sua vida se foi. Ao olhar para meu marido percebi que se eu morresse ali, naquele momento, estaria carregando comigo a dor que eu lhe causaria. Resolvi viver, sabendo que seria uma vida diferente da que havia vivido antes.
A insuportável leveza do ser retornaria a ser simplesmente o título do livro e não mais minha vida. Um coração partido não é nada leve, ele pesa no peito, ele bombeia lágrimas, mas lhe faz também pensar no sentido da vida e dos seus atos. Tornei-me uma pessoa diferente, talvez até meio dura.
Fiz terapia de grupo, que me ajudou bastante, pois vi pessoas com dores piores e sem esperança alguma dentro de si. Depois da terapia, sozinha, descobri que tinha milhões de lágrimas dentro de mim, pedindo para sair, querendo aliviar meu coração, para que eu pudesse amar outra vez esse amor incondicional de mãe, do qual minha irmã tanto falava. Em julho de 2006 eu estava no cemitério, quando percebi que a tristeza tinha dado lugar a um sentimento novo: a esperança. Olhei para meu marido e disse: eu vou engravidar ainda este ano, pois agora estou preparada para amar, mesmo sabendo que existe a possibilidade de que tudo aconteça outra vez.
E em setembro eu comecei a fazer um tratamento. Foi duro, foi difícil e mas eu tinha certeza de que daria certo. Valeu a pena tomar 308 injeções de Clexane, várias de hormônios e as 3 injeções de Leuconorm, que doeram horrores. Além do dinheiro, eu digo que paguei um ovário por Clara - tive que retirar o ovário direito durante a gravidez, pois tive uma torsão de cisto ovarial.
Hoje em dia a beleza e leveza de Clara me alegram, me fazem mais doce, me trazem ternura e carinho.
Este ano celebrarei um dia das Mães diferente. Apesar de ser uma data comercial, sempre foi uma data importante para mim. Minha mãe faz aniversário sempre perto do dia das mães (12 de maio, né Hildinha?!) e desde 2001 eu sou mãe, mesmo sem o filho presente, ao vivo e a cores só este ano. Será um domingo alegre. Tenho certeza de que ganharei flores, talvez um chocolate ou dois, vários sorrisos desdentados e a alegria de saber que tenho dois filhos lindos, que vivem vidas diferentes, mas que moram em meu coração.
Origina-se do latim "perdere" (tirado do Priberam)
v. tr.,
ser privado de coisa que se possuía; deixar de ter, de gozar; não aproveitar; deixar fugir; dar cabo de; dissipar; destruir; causar a ruína de; conduzir à perdição; corromper; desgraçar; desmerecer; descair no conceito; sofrer dano, quebra ou diminuição de; esquecer-se de; deixar de observar, de seguir, de prestar atenção a; empregar sem proveito (o tempo, o esforço, etc. );
v. int.,
ter prejuízo pecuniário; ser suplantado por um concorrente; ser vencido ao jogo; desmerecer;
v. refl.,
desaparecer; extraviar-se; corromper-se; arruinar-se; desgraçar-se; atrapalhar-se;
ficar absorvido; ficar desnorteado.
a - de vista: ao longe; muito longe; muito vasto, extenso;
deitar a -: arruinar; corromper; desgraçar;
ficar a -: ficar em desvantagem; ficar prejudicado em merecimento;
não as -: não perder a oportunidade de vingar-se ou de tirar compensação ou proveito próprio;
- -se por (alguém): gostar muito (de alguém), ao ponto de se fazer sacrifícios.
Eu não perdi um filho. Eu ganhei um filho, que vive comigo num outro plano sentimental. Fui privada dos meus sonhos, caí num abismo de tristeza e solidão, mas não o perdi. Ele está aqui comigo, guardado em meu coração, que hoje está bem colado, rachado como uma cerâmica em craquelê, mas que já esteve despedaçado de dor e sofrimento.
Às vezes eu olho para Clara e vejo Frederico, imagino como ele teria sido, como teria sorrido, imagino-o fazendo as gracinhas que ela faz. Outras vezes penso nele já grande, completando seus sete anos de vida, vejo-o brincando com sua irmã, reclamando pois ela pegou algum brinquedo seu. É, Frederico faria 7 sete anos em julho deste ano.
Os dias em sua maioria são fáceis de lidar. Carrego comigo a dor da perda dos sonhos, carrego comigo a falta de não ter podido tê-lo por mais tempo comigo. E várias vezes sinto meu coração apertar ao olhar para Clara e pensar em Fê - é assim que eu o chamo, Fê.
Tive a oportunidade de tê-lo comigo durante 36 semanas e infelizmente ele se foi. Claro que cogito se não poderia ter sido diferente, se houvessem diagnosticado o Mal de Leiden e a deficiência de Proteína S antes e eu tivesse feito a profilaxia durante a gravidez; se o hospital fosse mais perto, se, se e se. Mas são tantos os "se"s que é melhor agregar os pensamentos em volta da frase: 'eu tenho um filho num outro plano sentimental', pois do contrário eu ficaria dando voltas e mais voltas ao redor de perguntas sem respostas e meras cogitações, que nada me acrescentam.
Ele se foi um dia depois do nosso casamento. Desci do pico da felicidade para o abismo da solidão. Na hora em que cheguei ao hospital e vi na tela do aparelho de ultrasonografia que seu coração não batia, eu quis morrer. Eu pedi para morrer. Tudo no mundo perdeu a graça pois a tela mostrava que sua vida se foi. Ao olhar para meu marido percebi que se eu morresse ali, naquele momento, estaria carregando comigo a dor que eu lhe causaria. Resolvi viver, sabendo que seria uma vida diferente da que havia vivido antes.
A insuportável leveza do ser retornaria a ser simplesmente o título do livro e não mais minha vida. Um coração partido não é nada leve, ele pesa no peito, ele bombeia lágrimas, mas lhe faz também pensar no sentido da vida e dos seus atos. Tornei-me uma pessoa diferente, talvez até meio dura.
Fiz terapia de grupo, que me ajudou bastante, pois vi pessoas com dores piores e sem esperança alguma dentro de si. Depois da terapia, sozinha, descobri que tinha milhões de lágrimas dentro de mim, pedindo para sair, querendo aliviar meu coração, para que eu pudesse amar outra vez esse amor incondicional de mãe, do qual minha irmã tanto falava. Em julho de 2006 eu estava no cemitério, quando percebi que a tristeza tinha dado lugar a um sentimento novo: a esperança. Olhei para meu marido e disse: eu vou engravidar ainda este ano, pois agora estou preparada para amar, mesmo sabendo que existe a possibilidade de que tudo aconteça outra vez.
E em setembro eu comecei a fazer um tratamento. Foi duro, foi difícil e mas eu tinha certeza de que daria certo. Valeu a pena tomar 308 injeções de Clexane, várias de hormônios e as 3 injeções de Leuconorm, que doeram horrores. Além do dinheiro, eu digo que paguei um ovário por Clara - tive que retirar o ovário direito durante a gravidez, pois tive uma torsão de cisto ovarial.
Hoje em dia a beleza e leveza de Clara me alegram, me fazem mais doce, me trazem ternura e carinho.
Este ano celebrarei um dia das Mães diferente. Apesar de ser uma data comercial, sempre foi uma data importante para mim. Minha mãe faz aniversário sempre perto do dia das mães (12 de maio, né Hildinha?!) e desde 2001 eu sou mãe, mesmo sem o filho presente, ao vivo e a cores só este ano. Será um domingo alegre. Tenho certeza de que ganharei flores, talvez um chocolate ou dois, vários sorrisos desdentados e a alegria de saber que tenho dois filhos lindos, que vivem vidas diferentes, mas que moram em meu coração.
04 maio 2008
30 abril 2008
Foi só alergia mesmo. Eu achei que fosse morrer de tanto espirrar ontem à noite.
Mile, é jaca. Comprei congelada no supermercado asiático, pois a fresca é muito cara, não tenho coragem de pagar 14 Euros num kilo, sendo que você compra os bagos com casca, caroço e bagaço - risos. Já a congelada vem limpinha e é bem gostosa, dá pra matar a saudade. Pena que só tem da dura!

Minha filha agora está aprendendo a se despir. Ela vive comendo as meias e já abre quase todos os fechos de velcro, inclusive os das fraldas.
Estive com ela na pediatra e recebemos muitos elogios. Ela ainda continua sem dente, mas está super bem em seu desenvolvimento. No momento ela está interagindo bastante com o universo. Ela se esconde, dá susto, grita, balbucia, ou seja, deixa os pais babando o tempo inteiro.
---
CARURU eu faço assim:

Ingredientes:
500 g de quiabos
100 g de castanha de caju moída
100 g de amendoim torrado e moído sem casca
30 g de camarões secos moídos (eu compro em lojas africanas, descascado)
2 cebolas grandes, picadas bem fininhas
2 colheres (sopa) de vinagre branco (usei de maçã)
2 colheres (sopa) de azeite de dendê (compro em lojas africanas)
sal
gengibre - descascado e picado, um pedacinho
pimenta
1 dente de alho, amassado
1 colher (sopa) de óleo (usei de semente de girassol)
coentro picado
Modo de fazer:
Lave, seque com papel toalha e corte os quiabos em pedacinhos. Ponha o vinagre para cortar a baba. Numa panela, aqueça o óleo e refogue primeiro o gengibre e depois os quiabos em fogo baixo!
Adicione os camarões, a cebola, o alho, o sal, a castanha e o amendoim. Adicione alguns camarões secos inteiros e grandes. Cozinhe tudo até ficar pastoso. Junte o azeite de dendê. Quando os caroços dos quiabos estiverem bem rosados, retire do fogo. Junte o coentro picado, misture e sirva. Às vezes eu coloco um pouco de leite de coco, se ficar muito seco.
Mile, é jaca. Comprei congelada no supermercado asiático, pois a fresca é muito cara, não tenho coragem de pagar 14 Euros num kilo, sendo que você compra os bagos com casca, caroço e bagaço - risos. Já a congelada vem limpinha e é bem gostosa, dá pra matar a saudade. Pena que só tem da dura!
Minha filha agora está aprendendo a se despir. Ela vive comendo as meias e já abre quase todos os fechos de velcro, inclusive os das fraldas.
Estive com ela na pediatra e recebemos muitos elogios. Ela ainda continua sem dente, mas está super bem em seu desenvolvimento. No momento ela está interagindo bastante com o universo. Ela se esconde, dá susto, grita, balbucia, ou seja, deixa os pais babando o tempo inteiro.
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CARURU eu faço assim:
Ingredientes:
500 g de quiabos
100 g de castanha de caju moída
100 g de amendoim torrado e moído sem casca
30 g de camarões secos moídos (eu compro em lojas africanas, descascado)
2 cebolas grandes, picadas bem fininhas
2 colheres (sopa) de vinagre branco (usei de maçã)
2 colheres (sopa) de azeite de dendê (compro em lojas africanas)
sal
gengibre - descascado e picado, um pedacinho
pimenta
1 dente de alho, amassado
1 colher (sopa) de óleo (usei de semente de girassol)
coentro picado
Modo de fazer:
Lave, seque com papel toalha e corte os quiabos em pedacinhos. Ponha o vinagre para cortar a baba. Numa panela, aqueça o óleo e refogue primeiro o gengibre e depois os quiabos em fogo baixo!
Adicione os camarões, a cebola, o alho, o sal, a castanha e o amendoim. Adicione alguns camarões secos inteiros e grandes. Cozinhe tudo até ficar pastoso. Junte o azeite de dendê. Quando os caroços dos quiabos estiverem bem rosados, retire do fogo. Junte o coentro picado, misture e sirva. Às vezes eu coloco um pouco de leite de coco, se ficar muito seco.
28 abril 2008
O grupo de terapia, do qual participei após a morte de meu filho, se reúne duas vezes ao ano para um encontro de "mães com nova esperança" ou seja com um bebê.
Eu esperava encontrar neste grupo mães super, hiper, bem informadas, que tivessem o máximo de cuidado com seus filhos, já que todas passaram pela experiência de perder um tão esperado e amado filho numa gravidez anterior.
Tão grande foi minha surpresa ao ver e ouvir várias coisas na última quinta-feira. Eis as pérolas:
- Você ainda amamenta a Clara? Mas ela não já está grande para ser amamentada?
- Ah, eu só amamentei a L.S. até o quarto mês, me sentia uma vaca leiteira, por isso parei. Nesta aqui eu não consegui me segurar e disse: Ah, sua filha não parece uma bezerra para beber leite de vaca! A psicóloga quase morreu de rir, mas a mãe se fez de desentendida.
- Meu filho passou 12 dias no hospital com Rotavírus, pois eu não quis pagar a vacina. É, foi grave, mas se eu tiver outro também não vacinarei.
Desisti de me irritar e fiquei conversando com uma pessoa muito legal sobre parto, amamentação e escolinha. Comi uma torta de nozes deliciosa feita pela psicóloga, tomei um chá e voltei pra casa.
Por falar em saudável, minha filha adora comer "Nori", aquelas algas japonesas que envolvem sushi:
Descobri que a menina é uma verdadeira baiana, pois foram aprovados por ela nos últimos dias: aipim, leite de coco, tapioca, queijo fresco, banana cozida e feijão fradinho. Apesar de tudo ela ainda tenta comer as florzinhas que nascem no meio da grama do jardim!
Boa semana para todos.
---
update:
A vacina contra Rotavírus é particular, pois ainda não consta da lista de vacinas sugeridas pelo Instituto Robert Koch. Existem duas vacinas na Alemanha: Rotarix e Rotateq. A Rotarix, do laboratório GlaxoSmithKline, custa 88 Euros/dose, são necessárias 2 doses. A Rotateq custa cerca de 60 euros/dose e são 3 doses.
Queijo fresco eu encontro em quase todos os supermercados. Tem cremoso e de corte, eu acho que eles são mais saborosos do que aquele tipo frescal do Brasil.
Eu esperava encontrar neste grupo mães super, hiper, bem informadas, que tivessem o máximo de cuidado com seus filhos, já que todas passaram pela experiência de perder um tão esperado e amado filho numa gravidez anterior.
Tão grande foi minha surpresa ao ver e ouvir várias coisas na última quinta-feira. Eis as pérolas:
- Você ainda amamenta a Clara? Mas ela não já está grande para ser amamentada?
- Ah, eu só amamentei a L.S. até o quarto mês, me sentia uma vaca leiteira, por isso parei. Nesta aqui eu não consegui me segurar e disse: Ah, sua filha não parece uma bezerra para beber leite de vaca! A psicóloga quase morreu de rir, mas a mãe se fez de desentendida.
- Meu filho passou 12 dias no hospital com Rotavírus, pois eu não quis pagar a vacina. É, foi grave, mas se eu tiver outro também não vacinarei.
Desisti de me irritar e fiquei conversando com uma pessoa muito legal sobre parto, amamentação e escolinha. Comi uma torta de nozes deliciosa feita pela psicóloga, tomei um chá e voltei pra casa.
Por falar em saudável, minha filha adora comer "Nori", aquelas algas japonesas que envolvem sushi:
Descobri que a menina é uma verdadeira baiana, pois foram aprovados por ela nos últimos dias: aipim, leite de coco, tapioca, queijo fresco, banana cozida e feijão fradinho. Apesar de tudo ela ainda tenta comer as florzinhas que nascem no meio da grama do jardim!
Boa semana para todos.
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update:
A vacina contra Rotavírus é particular, pois ainda não consta da lista de vacinas sugeridas pelo Instituto Robert Koch. Existem duas vacinas na Alemanha: Rotarix e Rotateq. A Rotarix, do laboratório GlaxoSmithKline, custa 88 Euros/dose, são necessárias 2 doses. A Rotateq custa cerca de 60 euros/dose e são 3 doses.
Queijo fresco eu encontro em quase todos os supermercados. Tem cremoso e de corte, eu acho que eles são mais saborosos do que aquele tipo frescal do Brasil.
24 abril 2008
Eu não comentei nos comentários, mas vou explicar umas coisas aqui, que sulista, digamos assim paulista, normalmente desconhece (eu estou aqui com Clara no colo e me acabando de rir, viu tia Sandra!):
Na Bahia existe azeite e azeite doce. Azeite é o usado na culinária baiana, ou seja azeite de dendê.
Já o azeite doce é o óleo de oliva. A expressão vem provavelmente do azeite português puro, que pode ter um sabor adocicado.
Temos essas peculiaridades na Bahia, como chamar de punheta uma comida (olha os risos). Diz Jorge Amado em o Sumiço da Santa:
“Romélia a conhecia, punha-lhe a benção e pilheriavam a propósito do nome verdadeiro do chamado bolinho de estudante. Como é mesmo tia Romélia? E tu não sabe menina? Olha que tu sabe muito bem, o nome é punheta, bolinho de estudante é pronúncia de besta!”.
Punhetinha da Dadá (ou Bolinho de Estudante)
Ingredientes
500g de farinha de tapioca + 50g para passar os bolinhos
1 xícara de açúcar
2 cocos secos, descascados
4 copos de água morna
1 colher (chá) de sal
óleo vegetal para fritar
açúcar misturado com canela em pó
Modo de fazer
Bata o coco com a água no liqüidificador. Coloque num recipiente e misture com o sal e o açúcar. Junte a tapioca, mexendo sempre, e deixe descansar três minutos ou até a massa ficar macia e fácil de moldar os bolinhos. Tome porções e enrole com as mãos, formando bolinhos. Frite-os em óleo quente, escorra em papel toalha. Sirva os bolinhos polvilhados com açúcar e canela em pó.
De acordo com a Dadá, cozinheira baiana, vinda de Sítio do Conde, o mesmo lugar onde nasceu meu pai, o bolinho pode ser servido como entrada, é só diminuir o açúcar, aumentar um pouco o sal e polvilhar com queijo parmesão ralado.
@Cissinha: na tabela estão só os dados da erva-doce! Eu usei 1/4 do abacate, pois o restante Clara comeu, não sei 1/4 de abacate se é muita caloria.
Na Bahia existe azeite e azeite doce. Azeite é o usado na culinária baiana, ou seja azeite de dendê.
Já o azeite doce é o óleo de oliva. A expressão vem provavelmente do azeite português puro, que pode ter um sabor adocicado.
Temos essas peculiaridades na Bahia, como chamar de punheta uma comida (olha os risos). Diz Jorge Amado em o Sumiço da Santa:
“Romélia a conhecia, punha-lhe a benção e pilheriavam a propósito do nome verdadeiro do chamado bolinho de estudante. Como é mesmo tia Romélia? E tu não sabe menina? Olha que tu sabe muito bem, o nome é punheta, bolinho de estudante é pronúncia de besta!”.
Punhetinha da Dadá (ou Bolinho de Estudante)
Ingredientes
500g de farinha de tapioca + 50g para passar os bolinhos
1 xícara de açúcar
2 cocos secos, descascados
4 copos de água morna
1 colher (chá) de sal
óleo vegetal para fritar
açúcar misturado com canela em pó
Modo de fazer
Bata o coco com a água no liqüidificador. Coloque num recipiente e misture com o sal e o açúcar. Junte a tapioca, mexendo sempre, e deixe descansar três minutos ou até a massa ficar macia e fácil de moldar os bolinhos. Tome porções e enrole com as mãos, formando bolinhos. Frite-os em óleo quente, escorra em papel toalha. Sirva os bolinhos polvilhados com açúcar e canela em pó.
De acordo com a Dadá, cozinheira baiana, vinda de Sítio do Conde, o mesmo lugar onde nasceu meu pai, o bolinho pode ser servido como entrada, é só diminuir o açúcar, aumentar um pouco o sal e polvilhar com queijo parmesão ralado.
@Cissinha: na tabela estão só os dados da erva-doce! Eu usei 1/4 do abacate, pois o restante Clara comeu, não sei 1/4 de abacate se é muita caloria.
23 abril 2008
Ode òkè àró
Hoje é dia de Jorge!
Salve Jorge, salve o caçador, o heroí que matou o dragão! Salve o dono da lua!
Hoje tem caruru na casa de Jorge, lembre de mim!
Que o santo protetor lhe ilumine! Achei uma prece para ti hoje:
Meus, Deus, para que eu possa cumprir o grande mandamento: "Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo", permiti que invoque o auxílio de São Jorge, me protetor.
São Jorge, vós que perdoastes o imperador Diocleciano e os carrascos que vos torturaram e tomastes a defesa dos cristãos perseguidos, ajudai-me a perdoar os que me ofendem e fazem sofrer injustamente. Ajudai-me a suportar os que me irritam e esgotam a paciência. Fazei-me mais amável para com meus familiares, para com meus superiores, meus companheiros de trabalho. Tornai-me mais compreensivo com os meus subordinados, mais caridoso com os pobres, mais generoso com os necessitados, mais solidário para com os que sofrem.
São Jorge, meu Santo guerreiro, que só fazeis guerra à maldade e a injustiça, não permitais que o ódio entre em meu coração, mas conservai sempre em mim o amor a Deus e ao próximo, que é o distintivo dos discípulos de Cristo e o estandarte dos filhos de Deus. Amém.
Hoje é dia de Jorge!
Salve Jorge, salve o caçador, o heroí que matou o dragão! Salve o dono da lua!
Hoje tem caruru na casa de Jorge, lembre de mim!
Que o santo protetor lhe ilumine! Achei uma prece para ti hoje:
Meus, Deus, para que eu possa cumprir o grande mandamento: "Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo", permiti que invoque o auxílio de São Jorge, me protetor.
São Jorge, vós que perdoastes o imperador Diocleciano e os carrascos que vos torturaram e tomastes a defesa dos cristãos perseguidos, ajudai-me a perdoar os que me ofendem e fazem sofrer injustamente. Ajudai-me a suportar os que me irritam e esgotam a paciência. Fazei-me mais amável para com meus familiares, para com meus superiores, meus companheiros de trabalho. Tornai-me mais compreensivo com os meus subordinados, mais caridoso com os pobres, mais generoso com os necessitados, mais solidário para com os que sofrem.
São Jorge, meu Santo guerreiro, que só fazeis guerra à maldade e a injustiça, não permitais que o ódio entre em meu coração, mas conservai sempre em mim o amor a Deus e ao próximo, que é o distintivo dos discípulos de Cristo e o estandarte dos filhos de Deus. Amém.
22 abril 2008

A primavera está chegando, o sol, ainda que meio frio, brilha entre as nuvens, os insetos já chegaram e as plantas estão florindo e perfumando os jardins. Clara adorou colocar os pés na grama, pegou em flores e aproveitou um calorzinho ou um dia menos frio.
Para acompanhar o clima de primavera e se preparar para usar biquini, nada melhor do que uma salada.
Salada de erva-doce com abacate
2 bulbos de erva-doce
1/2 abacate
raspa de casca de 1/2 limão
suco de limão
2 colheres de azeite doce
sal
pimenta-do-reino
Tudo devidamente lavado, cortado e fresquinho!
Informação Nutricional Porção de 100g | ||||||
| Quantidade por porção de erva-doce | %VD* | |||||
| Valor calórico | 31 kcal | 2 | ||||
| Carboidratos | 7,3g | 2 | ||||
| Proteínas | 12g | 2 | ||||
| Gorduras Totais | 0g | 0 | ||||
| Gorduras Saturadas | 0g | 0 | ||||
| Gorduras Trans | 0g | ** | ||||
| Fibra alimentar | 3,1g | 12 | ||||
| Sódio | 52mg | |||||
21 abril 2008
Pois é, na quinta-feira passada eu fui passear com uma colega de trabalho, que também está de licença maternidade e ela me contou de uma mãe, que deixou o carrinho com o bebê na porta de um quiosque e entrou para comprar cerveja e cigarros - arghhhhhh. O carrinho começou a andar sozinho, pois o lugar era íngreme, e acabou sendo atropelado por um carro. O bebê está em estado grave no hospital. Eu fiquei horrorizada, pois os outros filhos estavam em casa, sem acompanhantes, todos em estado de calamidade e alguns mostravam hematomas e outras marcas de castigos. Isso tudo sem repercussão na mídia.
Além disso ela me contou de um bebê, que foi atropelado por um trem na Suíça, mas este pelo jeito tinha um batalhão de anjos da guarda, pois está bem.
Este é um país bem estranho:
- você pode abortar até a 12a semana; mas você não pode fazer pesquisas com células-tronco embrionais usando embriões alemães (estes originários de fertilização in-vitro!)
- para adotar uma criança, você passa por um processo de seleção e muitas vezes você é qualificado como "não-apto a adotar"; mas mães drogadas e viciadas não são constantemente monitoradas pelo serviço-social
Vamos parar com as tragédias, é melhor iniciar uma semana com risos, com felicidade e alegria. Para tal, vejam a mini-bailarina, ela é uma figura!
Bom feriado a todos no Brasil.
Além disso ela me contou de um bebê, que foi atropelado por um trem na Suíça, mas este pelo jeito tinha um batalhão de anjos da guarda, pois está bem.
Este é um país bem estranho:
- você pode abortar até a 12a semana; mas você não pode fazer pesquisas com células-tronco embrionais usando embriões alemães (estes originários de fertilização in-vitro!)
- para adotar uma criança, você passa por um processo de seleção e muitas vezes você é qualificado como "não-apto a adotar"; mas mães drogadas e viciadas não são constantemente monitoradas pelo serviço-social
Vamos parar com as tragédias, é melhor iniciar uma semana com risos, com felicidade e alegria. Para tal, vejam a mini-bailarina, ela é uma figura!
Bom feriado a todos no Brasil.
17 abril 2008
Eu estou muito triste para escrever aqui hoje. São tantas as notícias tristes que eu vi sobre crianças, que meu coração apertou!
Porque é que as pessoas colocam filhos no mundo, se depois não dão conta deles e acabam matando-os? É retórica a pergunta, mas fiquei com imagens de Isabella, Madeleine e tantos outros que sofrem ou já sofreram neste mundo.
Dani G, a sogra de Clara, me convidou para participar de um blog de mães e eu aceitei. Coloquei algo lá, que condiz com meu âmago hoje.
Vão lá ver: Mãe 24horas
Porque é que as pessoas colocam filhos no mundo, se depois não dão conta deles e acabam matando-os? É retórica a pergunta, mas fiquei com imagens de Isabella, Madeleine e tantos outros que sofrem ou já sofreram neste mundo.
Dani G, a sogra de Clara, me convidou para participar de um blog de mães e eu aceitei. Coloquei algo lá, que condiz com meu âmago hoje.
Vão lá ver: Mãe 24horas
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