Minha cidade natal chama-se Alagoinhas. Acho que antigamente Alagoinhas era um pântano. Berlim também foi um pântano um dia. E ainda existe água por todos os lados.
Aproveitamos um dia sem chuva para alugar um barco em Werder, a região das frutas no estado de Brandenburgo. Mas precisava ser um barco com este nome, sério meu?
Clara e eu nos divertíamos, enquanto o papai pilotava.
Pontes e táxi naval - existe isso lá no Norte do Brasil, penso eu.
Esse Fusca é um pedalinho. Haja perna para mover esse trambolho na água, mas que é bonitinho, isso ele é, né?
Nossa aprendiz de marinheiro tentando ler o mapa (de cabeça para baixo!)
E isso é um Hausboot - chamam de Penichette, uma embarcação projetada para navegação fluvial que tem o conforto de um trailer. Existem várias de todas as formas e cores nos rios de Berlin e arredores.
E esse barco chamado Havelwunder foi pintado por um artista local. Dá um ar bonito ao ancoradouro da ilha de Werder, eu acho.
Paramos num supermercado e o jantar foi espaguete com legumes.
Depois de uma boa noite de sono, acordamos com o barulho da chuva. Depois de um demorado café da manhã, tentamos conseguir ingressos para um show infantil num teatro, mas o mesmo já estava esgotado.
Decidimos ir ao Museu Guggenheim de Berlin. Lá haviam vídeo-instalações, inclusive algumas sobre as quais eu tinha lido. Clara ficou quietinha vendo coisas surreais, como a imitação das crateras da lua numa praia holandesa.
A chuva deu uma parada ao saímos do museu. Passamos num restaurante indiano, cuja comida deixou muito a desejar e resolvemos coroar o final do dia com um mega, super-gostoso, fantástico sorvete na Vanille & Marille.
Duas bolas: uma de manga e uma de caramel beurre-salé, num copinho, por favor, com colher cor-de-rosa e sem biscoito.
Existe uma filial em Steglitz, o bairro onde estávamos. E é tudo rosa-pink, diria Beatriz.
Acordamos mais uma vez com chuva. Mas a meteorologia indicava chuvas esparsas e resolvemos arriscar a fazer um passeio de bicicleta.
Clara estava totalmente sem vontade e como o caminho era por uma estrada, Peter cedeu e colocou ela no Trailgator. Vejam as nuvens, negras que pouco depois nos fariam parar e serem esganados por mosquitos terroristas, embaixo das frondosas árvores, que nos davam um pouco de proteção.
Flores, ervas, géleias e verduras em cima da mesinha, preços escritos num papel qualquer e um potinho para o dinheiro - imaginar isso no Brasil é piada, né?
A região do norte de Brandenburgo fazia, geologicamente falando, parte da geleira escandinava. As pedras vieram rolando do pólo norte até lá. A arquitetura local usa muitas pedras. Muitas vezes nos lembrava a Suécia.
E vamos aproveitar que estiou e dar uma esticadinha nas pernas:
O pôr do sol neste dia foi deslumbrante. A foto não faz jus.

4 comentários:
Lindas as fotos e a descricao.
bjs
acho que visitar Berlin e regiao sem pegar chuva é quase impossivel! hehe ah, sobre as frutas e legumes na mesa, aqui nos arredores de Munique é super comum. Na nossa cidade a gente sempre compra batatas dos produtores...eles deixam os sacos no patio das casas e vc vai la e joga as moedinhas no potinho e leva seu saco. E é assim com tudo: aboboras, frutas e geleias =D coisa boa ne? bjs!
Também adoro os lagos de Berlin. Suas fotos estao lindas, a princezinha entao...
oh ferias deliciosas!!!!
Berlim que me aguarde, hein.
beijo,
Kalina
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