Vou logo esclarecer que a culpa não é minha. Quando eu levantei e cheguei à mesa do café, ela já estava lá, brilhante por fora e recheada com água e Weisswurst, uma especialidade de Munique, capital da Bavária.
Se come Weisswurst pela manhã. A original "Münchner Weißwürst" é fabricada com carne de vitela, toucinho de porco e, dependendo da receita, é temperada com salsa, raspas de casca de limão, flor de noz-moscada (macis) e cebola, algumas contém gengibre e cardamomo. Esta massa é colocada em tripas de porco e faz-se salsichas com ca. 12 a 15 cm de comprimento com 80-90 g de peso. Elas são esquentadas em água quente, nunca cozidas em água fervente! Normalmente coloca-se as salsichas em água com 75°C, com pouco sal, alguns adicionam um pedacinho de limão.
Em água fervente elas abrem, perdem o gosto e muitas vezes não se consegue mais tirar a pele delas.
A tradição manda comê-las antes do meio-dia. Não se sabe se isso vem do tempo antes da invenção da geladeira. Ou se antigamente servia-se Weisswurst aos artesãos, antes de servir almoço para clientes mais abastados.
As industriais, produzidas e vendidas no mundo inteiro, são feitas de carne de porco! Estas aqui vieram diretamente de Munique, junto com a mostarda doce, que acompanha a Weisswurst.
Como não tinha "bretzel" optamos por "Laugenbrötchen". E não tomamos a quase obrigatória "Weissbier" (no Brasil vendida como Paulaner Hefeweizen ou Paulaner Weisse).
Estive procurando a receita de Bretzel em português, mas o que eu achei como "pretzel" não tem muito a ver com o Bretzel alemão. Tanto o Bretzel como o Laugenbrötchen são feitos com massa salgada, banhados em uma solução de soda (dependendo da região NaOH ou Na2CO3 são utilizados) e polvilhados com sal grosso e depois assados, obtendo essa cor típica, vide foto!


